Agronegócio

Setembro fecha em alta com exportações superando 7 milhões de toneladas

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O mercado brasileiro de milho encerrou setembro em alta, refletindo a firmeza da oferta e o desempenho positivo das exportações. Especialistas destacam que os embarques internacionais, que superaram 7,4 milhões de toneladas, continuam sustentando os preços e consolidando a posição do Brasil como player estratégico no comércio global do cereal.

No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou o mês em R$ 63,54, registrando valorização de 1,86% em relação a agosto. Entre as principais praças, Cascavel (PR) cotou a saca a R$ 61,00 (+3,39%), Campinas/CIF (SP) a R$ 67,50 (+2,27%), Rondonópolis (MT) a R$ 62,00 (+8,77%) e Rio Verde (GO) a R$ 58,00 (+5,45%), mostrando recuperação sólida em diferentes regiões. Outras localidades, como Uberlândia (MG), mantiveram estabilidade nos valores, reforçando a consistência do mercado.

As exportações mantiveram ritmo acelerado, com 6,63 milhões de toneladas embarcadas em setembro, gerando receita de US$ 1,324 bilhão — média diária de US$ 66,23 milhões. Comparado ao mesmo período de 2024, houve crescimento de 11,3% no valor diário, 8,4% na quantidade média diária e 2,6% na valorização do preço médio por tonelada. Para outubro, estão previstos mais 4,9 milhões de toneladas em embarques, garantindo sustentação às cotações e movimentando a cadeia produtiva.

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No cenário internacional, a Bolsa de Chicago registrou queda no fechamento do mês, influenciada pela expectativa de safra recorde nos Estados Unidos. Segundo especialistas, entretanto, a forte demanda pelo milho norte-americano contribuiu para conter a redução de preços, mantendo o cereal competitivo e com potencial de valorização.

Para o mercado brasileiro, a combinação de oferta firme, exportações aquecidas e gestão estratégica da produção reforça a perspectiva de preços sustentados nos próximos meses. O ritmo dos embarques e os impactos da colheita norte-americana serão determinantes para a continuidade da trajetória positiva.

O milho brasileiro mantém seu protagonismo no comércio global, com exportações expressivas e preços firmes. A perspectiva é de continuidade desse bom desempenho, fortalecendo a cadeia produtiva e garantindo oportunidades para produtores e exportadores.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Vazio sanitário já esta em vigor e impõe controle rigoroso contra ferrugem asiática

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O vazio sanitário da soja, período em que a presença de plantas vivas da oleaginosa é proibida em todo o território nacional, já esta em vigor. A medida é o principal instrumento de controle da ferrugem asiática, fungo de alta letalidade que, se não combatido, pode dizimar lavouras inteiras. Com o início do protocolo em diversos estados, o setor agropecuário mobiliza-se para eliminar plantas voluntárias, as chamadas “tigueras”, que servem como ponte verde para a sobrevivência do patógeno entre as safras.

O cronograma nacional respeita as peculiaridades climáticas de cada região, garantindo que o ciclo do fungo seja interrompido de forma coordenada.

Estado Início do Vazio Término do Vazio
Paraná 10 de junho 10 de setembro
Mato Grosso 15 de junho 15 de setembro
Mato Grosso do Sul 15 de junho 15 de setembro
Bahia (Região I) 26 de junho 7 de outubro
Goiás 1º de julho 30 de setembro
Minas Gerais 1º de julho 30 de setembro
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No ciclo 2025/26, o Brasil consolidou números expressivos, com a área plantada nacional atingindo aproximadamente 48 milhões de hectares. Esse volume de produção exige um manejo fitossanitário cada vez mais rigoroso. Especialistas ressaltam que, sem a interrupção do cultivo, a pressão de inóculo do fungo na safra seguinte torna-se exponencialmente maior, elevando o custo de produção devido ao aumento necessário no número de aplicações de fungicidas, que podem chegar a seis ou sete vezes em uma única temporada.

A recomendação técnica é clara: qualquer planta de soja emergente deve ser eliminada em até 30 dias após a germinação ou antes de atingir o estádio V4. O descumprimento das normas acarreta penalidades administrativas, mas o maior prejuízo é o risco à produtividade da safra 2026/27, que no Oeste baiano tem o plantio autorizado apenas a partir de 8 de outubro.

A conformidade com o vazio sanitário não é apenas uma obrigação legal, mas um seguro contra a quebra de produtividade. Com o mercado internacional atento à qualidade do grão brasileiro, o controle rigoroso de doenças é um ativo competitivo que mantém o país como o maior fornecedor global de soja. O desafio para os próximos meses é garantir que o monitoramento seja feito em 100% da área, impedindo que “pontes verdes” comprometam o potencial produtivo da maior safra do planeta.

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Fonte: Pensar Agro

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