Agronegócio

Produtividade deve sustentar safra de inverno no Brasil, mesmo com área menor

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O plantio das culturas de inverno no Brasil avança em 2025 com um cenário de redução de área e cautela por parte dos produtores. Trigo, aveia, cevada e canola seguem no campo, mas enfrentam desafios como crédito mais caro, seguro rural limitado e incertezas do clima, segundo especialistas.

O trigo, principal cultivo do período, tem o plantio praticamente concluído no país. Os dois maiores produtores, Rio Grande do Sul e Paraná, reduziram a área semeada — reflexo do alto custo de produção, endividamento e restrições no acesso a programas de seguro rural. No total, a área cultivada com trigo no Brasil deve cair cerca de 8% em relação ao ciclo anterior, ficando próxima de 3 milhões de hectares.

Apesar do recuo, a produtividade deve compensar parte da perda. Estimativas apontam que as lavouras podem render mais de 3 toneladas por hectare, o que deixaria a produção nacional entre 7,7 e 7,9 milhões de toneladas.

Além do trigo, outras culturas de inverno avançam em ritmo regular. A aveia e a cevada tiveram a semeadura encerrada dentro do prazo recomendado, e a canola também completou o plantio. Especialistas dizem que as chuvas recentes favoreceram o desenvolvimento dessas lavouras, especialmente no Sul, que concentra a maior parte da produção.

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A situação varia por região. No Sul, que responde por mais de 80% do trigo brasileiro, a área plantada encolheu, mas o clima até agora tem ajudado o desenvolvimento das lavouras. No Sudeste, produtores mantiveram áreas estáveis, enquanto no Centro-Oeste as culturas de inverno ocupam espaço menor, já que a prioridade continua sendo soja e milho.

Para os próximos meses, a expectativa é de uma safra menor, mas com grãos de boa qualidade. Com os estoques internos mais apertados, o Brasil deve depender mais das importações para equilibrar a oferta.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Programa que reduziu roubos no campo enfrenta gargalo de comunicação

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Responsável por um dos programas de policiamento rural mais abrangentes do País, o Paraná enfrenta um gargalo tecnológico que ameaça limitar os resultados obtidos nos últimos anos. Apesar da redução de 34,6% nos roubos em propriedades rurais desde 2022, as viaturas da Patrulha Rural da Polícia Militar ainda operam sem conexão via satélite em grande parte das áreas mais remotas do Estado, dificultando a comunicação em regiões sem cobertura de telefonia ou internet.

O problema afeta um programa que reúne 37.362 propriedades cadastradas e mais de 24,6 mil propriedades certificadas. Em 2025, testes realizados pelo próprio governo estadual em Londrina e Tamarana demonstraram a viabilidade do uso de internet via satélite nas viaturas, permitindo comunicação estável mesmo durante os deslocamentos por estradas rurais. Mais de um ano depois, porém, a tecnologia ainda não foi incorporada ao sistema.

A demora levou a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) a cobrar prioridade para a implantação do serviço nas equipes que atuam no campo. A entidade argumenta que a falta de conectividade compromete a capacidade de resposta da polícia justamente nas regiões mais afastadas dos centros urbanos.

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“O trabalho da Patrulha Rural é fundamental para a segurança no campo, mas ainda existe um problema que precisa ser resolvido. Em muitas regiões, o produtor não consegue contato com a polícia em situações de emergência porque não há sinal de telefonia ou internet. A tecnologia é indispensável para reduzir essa distância”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Segundo a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, os testes realizados em 2025 apresentaram resultados considerados positivos e o relatório técnico foi encaminhado à Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Em nota, a pasta informou que a Polícia Militar realiza levantamentos para equipar as viaturas da Patrulha Rural, Polícia Ambiental, Batalhão de Fronteira e Polícia Rodoviária, entre outras unidades.

Para Meneguette, os investimentos em conectividade deveriam priorizar o meio rural, onde as limitações de comunicação são maiores.

“Pela própria dimensão territorial, é impossível manter equipes em todos os locais com rapidez. Por isso, a comunicação é uma ferramenta estratégica. O Paraná construiu um modelo de segurança rural que se tornou referência para outros Estados, mas é preciso avançar em tecnologia para garantir que esse sistema continue eficiente”, diz.

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A discussão ocorre em um momento em que a criminalidade no campo exige respostas cada vez mais rápidas e em que Estados produtores buscam ampliar o uso de tecnologias de monitoramento e comunicação nas áreas rurais. Especialistas em segurança pública avaliam que a conectividade tende a se tornar um dos principais pilares do policiamento rural nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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