Agronegócio

Plantio e desenvolvimento do milho estão atrasados no Paraná devido a presença de chuvas

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Por meio do Departamento de Economia Rural (Deral), a Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou seu relatório de plantio e colheita das principais safras. Conforme apontado no levantamento, 78% das lavouras de milho verão foram semeadas até esta segunda-feira (17), estando 11% desse total ainda em germinação e 89% em fase de estado vegetativo.

Entre as regiões do estado, as atividades se encontram mais adiantadas em Francisco Beltrão, Maringá, Paranaguá, Paranavaí, Toledo, Umuarama, Ponta Grossa, Londrina, Laranjeiras do Sul e Cascavel. Em contrapartida, os trabalhos seguem mais lentos em Jacarezinho, Ivaipora, União da Vitória e Pitanga. 

De acordo com os técnicos do Deral, o plantio de milho vem avançando com dificuldades nas regiões paranaenses, com exceção da região Norte, onde as chuvas têm beneficiado o desenvolvimento das áreas recém plantadas. 

Já nas regionais Oeste e Centro-Oeste, as culturas de verão estão enfrentando dificuldades na emergência e lentidão no desenvolvimento. Na região Noroeste, as chuvas das últimas semanas têm gerado erosões.

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Na região Sul, os trabalhos se concentram no plantio, mas o excesso de chuvas e dias nublados está atrasando o desenvolvimento vegetativo da cultura. E na região Sudoeste, o tempo chuvoso tem fornecido poucas janelas de oportunidades para dar seguimento aos trabalhos.

Fonte: AgroPlus

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Agronegócio

Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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