Agronegócio

PIB avança 7,7% no 1º trimestre com força da agropecuária

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Goiás apresentou avanço de 7,7% no Produto Interno Bruto (PIB) durante os primeiros três meses de 2025, conforme levantamento divulgado pelo Instituto Mauro Borges (IMB). O desempenho foi muito superior ao crescimento médio nacional, apontando uma retomada dinâmica da economia estadual.

O setor que mais impulsionou o resultado foi a agropecuária, com alta de 17,4%, reflexo direto das boas perspectivas para a colheita de soja, que deve alcançar o maior volume registrado no estado até agora. O desempenho considerável do agronegócio reforça o papel de Goiás como força produtiva do Centro-Oeste.

A indústria também mostrou ganho expressivo, crescendo 1,6% no trimestre. Dentro desse segmento, a construção civil avançou 5,3%, e a indústria de transformação avançou 1,4%, evidenciando recuperação em setores-chave para a economia local.

O setor de serviços registrou aumento modesto de 1,2%, refletindo ainda uma trajetória de recuperação, mas sem apresentar o mesmo vigor dos demais setores.

Na comparação com o trimestre anterior, o PIB goiano apresentou crescimento de 3,6%, com base em dados ajustados sazonalmente. Nacionalmente, o PIB cresceu 1,4% no mesmo período, com destaque para a agropecuária, que avançou 12,2% no Brasil, e o setor de serviços, que teve alta de 0,3%.

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Para o governo estadual, o resultado reflete “o bom momento da economia, impulsionado tanto por fatores sazonais quanto pela recuperação de segmentos industriais estratégicos” (secretário-geral). A leitura oficial destaca a combinação positiva entre robustez do agro e retomada da indústria.

O crescimento da agropecuária de Goiás está alinhado com o cenário nacional, no qual o setor registrou alta interanual de 10,2% no primeiro trimestre, com destaque para culturas safrinhas como soja (+13,3%), milho (+11,8%), arroz (+12,2%) e fumo (+25,2%).

Apesar do otimismo, especialistas alertam para a necessidade de atenção a riscos climáticos, gargalos logísticos e novas oscilações no mercado global. Para manter a trajetória positiva, será essencial fortalecer infraestrutura, apoiar cadeias produtivas emergentes e aprimorar logística de escoamento.

Com essa base, Goiás avança com confiança para consolidar o crescimento deste ano e aprimorar sua competitividade tanto no plano nacional quanto internacional.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Embrapa investe quase R$ 60 milhões em nova unidade para o Matopiba

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai investir R$ 58,9 milhões na reestruturação da sua unidade no Maranhão, em um movimento que reforça a presença da instituição no Matopiba — região que se consolidou como a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O aporte inclui R$ 43,9 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), além de R$ 10 milhões do Governo do Maranhão e R$ 5 milhões da bancada federal do estado.

A nova sede será instalada no campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), em São Luís, e integra o processo de reorganização da Embrapa no estado, que também prevê a contratação de 50 novos empregados aprovados em concurso público.

O projeto está inserido em uma estratégia mais ampla de fortalecimento da pesquisa aplicada ao Cerrado e à Amazônia Legal, com foco especial no Matopiba — que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

A região representa hoje cerca de 33% do território maranhense e se consolidou como uma das áreas mais dinâmicas da expansão agrícola brasileira, com forte avanço de soja, milho e algodão nas últimas duas décadas.

Embora o Brasil já seja o maior produtor mundial de soja, com produção próxima de 180 milhões de toneladas por safra, o crescimento recente da oferta tem sido puxado justamente por novas áreas do Cerrado, com destaque para o Matopiba.

No Maranhão, esse processo convive com forte dualidade: de um lado, o avanço da agricultura moderna e mecanizada; de outro, indicadores sociais ainda baixos, com o estado entre os menores Índices de Desenvolvimento Humano do país e elevada concentração de pobreza rural.

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A nova estrutura da Embrapa será equipada com laboratórios de alta complexidade, incluindo centrais analíticas, unidades de bioinsumos, agroindústria piloto e um laboratório voltado à redução de emissões de metano na pecuária — o primeiro do tipo na Amazônia e no Nordeste.

O Matopiba — formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — é hoje uma das áreas de maior expansão agrícola do Brasil e já reúne uma produção estimada em cerca de 32 a 35 milhões de toneladas de grãos por safra, segundo levantamentos setoriais recentes, com forte concentração em soja, milho e algodão.

Na soja, principal cultura da região, a participação do Matopiba já gira em torno de 10% a 14% da produção brasileira, dependendo da safra e da metodologia de cálculo, com crescimento acelerado sobre áreas de Cerrado antes consideradas de baixa aptidão agrícola.

O Brasil, maior produtor global de soja, colheu cerca de 180 milhões de toneladas na safra mais recente, segundo dados consolidados da Conab. Nesse contexto, o avanço do Matopiba tem sido um dos principais vetores de aumento de oferta, especialmente nas últimas duas décadas.

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Além da soja, a região tem ganhado relevância na produção de milho segunda safra e algodão, com destaque para áreas do oeste da Bahia e sul do Maranhão, onde a agricultura altamente mecanizada se consolidou com uso intensivo de tecnologia, correção de solo e integração de sistemas produtivos.

Apesar do avanço, o Matopiba ainda concentra gargalos estruturais importantes. Logística de escoamento, dependência de corredores como Norte-Sul e Arco Norte, e limitações de armazenagem seguem como pontos críticos que impactam o custo final da produção e a competitividade em relação a regiões tradicionais como Centro-Oeste e Sul.

É nesse cenário que a ampliação da presença da Embrapa ganha peso estratégico. A instituição é responsável por desenvolver tecnologias adaptadas ao Cerrado, como cultivares mais tolerantes a solos ácidos, sistemas de plantio direto e manejo de baixa emissão de carbono, fundamentais para sustentar a expansão agrícola na região.

A nova estrutura no Maranhão deve reforçar esse eixo de pesquisa aplicada, aproximando o desenvolvimento tecnológico das áreas de expansão produtiva, onde o crescimento da agricultura ocorre em ritmo mais acelerado do país.

Na prática, o Matopiba já se consolidou como uma das últimas grandes fronteiras agrícolas ainda em expansão no território nacional, com papel direto na ampliação da oferta de grãos e na sustentação do crescimento das exportações do agronegócio brasileiro.


Fonte: Pensar Agro

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