Agronegócio

Governo lança Painel de Cotações Agropecuárias da Ceasa

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O Governo do Tocantins lançou semana passada o Painel de Cotações Agropecuárias da Ceasa, uma ferramenta digital que oferece acesso gratuito e em tempo real aos preços de hortifrutigranjeiros comercializados nas principais unidades da Central de Abastecimento do estado, localizadas em Palmas, Paraíso do Tocantins e Gurupi.

Desenvolvido pela Agência de Tecnologia da Informação (ATI) em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), o painel visa promover maior transparência e competitividade no agronegócio tocantinense. A plataforma permite que produtores, comerciantes e consumidores acompanhem a variação de preços de uma ampla gama de produtos, como banana, alface, tomate e chuchu, com poucos cliques. Os dados são apresentados em gráficos e tabelas que mostram os preços mínimo, médio e máximo praticados em cada dia.

O acesso à plataforma é livre e não requer cadastro, garantindo que qualquer cidadão possa consultar os dados de forma rápida e intuitiva. Além disso, as cotações são atualizadas regularmente, permitindo que os usuários acompanhem as flutuações do mercado em tempo real.

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Para o secretário da Seagro, Cesár Halum, a ferramenta representa um avanço significativo na democratização da informação e no fortalecimento da economia local: Com dados claros e acessíveis, o produtor deixa de chegar ao mercado sem saber o preço praticado e pode negociar sua colheita com muito mais base. Isso fortalece a economia local e garante um comércio mais justo.

O desenvolvimento do painel foi realizado pela ATI utilizando a plataforma Lab63, um ambiente dedicado à inovação e à transparência de dados públicos. Segundo o superintendente de Sistemas de Informação da ATI, José Ribeiro Neto, o projeto é um exemplo de como a tecnologia da informação pode ser uma aliada direta do desenvolvimento econômico: “Transformamos dados brutos em insights valiosos. A integração entre ATI e Seagro foi fundamental para entregar uma solução que atende a uma demanda real do setor produtivo.

O Painel de Cotações Agropecuárias da Ceasa está disponível 24 horas por dia. Para acessar, clique aqui.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Agro responde por mais de 65% das exportações do estado

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O agronegócio de Santa Catarina fechou 2025 com crescimento consistente, sustentado pela combinação de maior produção e preços mais firmes ao longo do ano. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 74,9 bilhões, avanço de 15,1% em relação a 2024, segundo levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O resultado reflete alta de 6,3% nos preços médios recebidos pelos produtores e aumento de 9,5% no volume produzido. Na prática, o desempenho foi puxado por culturas e atividades com bom comportamento simultâneo de oferta e mercado, como milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos, favorecidos por condições climáticas mais regulares ao longo do ciclo.

No comércio exterior, o setor manteve peso predominante na economia catarinense. As exportações do agro somaram US$ 7,9 bilhões — o equivalente a cerca de R$ 41,5 bilhões, considerando câmbio próximo de R$ 5,25 —, com crescimento de 5,8% sobre o ano anterior. O segmento respondeu por mais de 65% das vendas externas do estado, consolidando sua relevância na geração de divisas.

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Apesar do avanço, o boletim técnico aponta que o desempenho poderia ter sido mais robusto não fosse a elevação de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros a partir do segundo semestre, o que afetou parte dos embarques.

No campo, a melhora dos indicadores agregados não se traduziu de forma uniforme na renda do produtor. O estudo destaca que, no período pós-pandemia, a volatilidade de preços passou a ter impacto mais direto sobre a rentabilidade do que as variações climáticas. Entre 2021 e 2025, oscilações de mercado influenciaram de maneira mais intensa o resultado econômico de culturas como arroz, cebola e alho.

Esse movimento fica evidente no conceito de “ponto de nivelamento”, indicador que define o patamar mínimo de preço e produtividade necessário para cobrir os custos de produção. Segundo a análise, culturas como soja e alho operam com maior margem de segurança, enquanto arroz e cebola apresentam menor folga, tornando-se mais sensíveis a quedas de preço ou perdas de produtividade.

O levantamento também indica que, mesmo em um cenário de crescimento, a gestão de risco se torna cada vez mais central para a atividade. A combinação entre custos, preços e produtividade passa a determinar, com mais precisão, a sustentabilidade econômica das propriedades.

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Os dados consolidados de 2025 estão disponíveis no Observatório Agro Catarinense, plataforma que reúne indicadores da agropecuária estadual e acompanha a evolução do setor.

Fonte: Pensar Agro

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