Agronegócio

ExpoGenética movimenta R$ 80 milhões e reforça Uberaba como capital do zebu

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A ExpoGenética 2025, aberta ontem no Parque Fernando Costa, em Uberaba (570 km da capital, Belo Horizonte) em Minas Gerais, prevê movimentar cerca de R$ 80 milhões em negócios até o próximo dia 24. Em sua 18ª edição, a feira se consolida como a maior mostra de animais zebuínos avaliados do país e como um dos principais pontos de encontro de criadores, pesquisadores e investidores interessados em genética bovina. A expectativa é de receber aproximadamente 35 mil visitantes, número que reforça a relevância econômica do evento para a pecuária nacional e para a região do Triângulo Mineiro.

Com o tema “Transformando Genética em Lucro”, a programação reúne mais de 20 leilões, shoppings de animais e lançamentos de avaliações genéticas que devem orientar decisões de investimento no campo. Entre os destaques, estão o fechamento do Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens (PNAT) e a divulgação do Sumário das Raças Zebuínas 2025, referência para produtores de todo o Brasil. A presença de delegações internacionais confirma também o interesse de outros países no intercâmbio de tecnologia e genética bovina, ampliando o alcance da exposição e abrindo espaço para novas parcerias comerciais.

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Realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), a feira oferece ainda palestras técnicas, encontros direcionados a jovens e mulheres do agro, além de homenagens e atividades culturais. Para os visitantes, a estrutura conta com praça de alimentação, opções de lazer e áreas de convivência, tornando o evento atrativo também para famílias.

LEILÃO – A abertura do calendário de leilões da ExpoGenética 2025 aconteceu na noite de quinta-feira (14), com o Leilão Referência Genética (RG), que movimentou R$ 3.638.100,00 na venda de 36 exemplares da raça Nelore de alto padrão genético, atingindo uma média de R$ 101.058,33 por animal.

Entre os destaques, o reprodutor 6930 FIV RG teve 50% de sua propriedade arrematada por R$ 480.000,00. Até o encerramento da feira, estão previstos mais 26 leilões e nove shoppings de animais, com exposição e comercialização diária de exemplares.

A agenda de  leilões pode ser conferida clicando aqui.

Serviço – ExpoGenética 2025

  • Quando: 15 a 24 de agosto de 2025

  • Onde: Parque Fernando Costa, Uberaba (MG)

  • Programação: exposição de animais zebuínos, leilões, palestras técnicas, lançamento do Sumário das Raças Zebuínas e PNAT, encontros para jovens e mulheres do agro

  • Informações: www.expogenetica.com.br

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Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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