Agronegócio

Embrapa aponta alta nos custos de produção de suínos e frangos

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A Embrapa Suínos e Aves registrou, em janeiro de 2025, um novo aumento nos custos de produção de suínos e frangos de corte, afetando diretamente produtores nos principais polos do setor.

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte atingiu R$ 4,81, uma alta de 0,5% em relação a dezembro, acumulando 9,55% de aumento nos últimos doze meses. Em Santa Catarina, referência na suinocultura, o custo do quilo do suíno vivo chegou a R$ 6,34, registrando alta de 2,2% no mês e 7,39% no acumulado anual.

O principal fator por trás desse aumento é a valorização da ração, que representa a maior parcela do custo total dos produtores. No caso dos suínos, a ração respondeu por 72,8% das despesas, com aumento de 1,3% no mês e 5,9% nos últimos doze meses. Já na avicultura, a participação da ração nos custos chegou a 67,8%, com alta de 1,4% no mês e 8,9% no acumulado anual.

Paraná e Santa Catarina são utilizados como referência pela Embrapa nos cálculos dos índices de custo devido à sua importância na produção nacional. O Paraná lidera a criação de frangos de corte, sendo responsável por mais de um terço da produção brasileira, enquanto Santa Catarina é o maior produtor de suínos, respondendo por quase 30% dos abates do país.

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Além de acompanhar a evolução dos custos, a Embrapa também atualizou, neste ano, os coeficientes técnicos para cálculo da suinocultura no Paraná e no Rio Grande do Sul. A revisão, feita em parceria com entidades do setor, trouxe ajustes na formulação das rações, separação dos custos de transporte da alimentação e revisão de despesas com insumos veterinários.

O aumento dos custos preocupa tanto produtores quanto consumidores. Para os suinocultores e avicultores, margens de lucro menores podem comprometer investimentos e a competitividade no mercado. Já para os consumidores, há o risco de repasse desses aumentos, impactando os preços finais das carnes de frango e suína. Especialistas recomendam que produtores busquem alternativas para otimizar os custos e se preparem para oscilações no mercado ao longo do ano.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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