CONHECIMENTOS TÉCNICOS

Curso de Operação e Manutenção de Pá Carregadeira capacita trabalhadores

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Nos dias 16 e 17 de janeiro, foi realizado no Centro de Treinamento (CT) de Rondonópolis o curso de Operação e Manutenção Básica de Pá Carregadeira, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) em parceria com o Sindicato Rural de Jaciara.

Com uma carga horária total de 30 horas, a capacitação reuniu participantes interessados em adquirir conhecimentos técnicos e práticos sobre a operação e a manutenção desse importante equipamento, amplamente utilizado no setor agrícola e na construção civil.

A presidente do Sindicato Rural de Jaciara, Juliana Bortolini, destacou a importância de iniciativas como essa para a qualificação profissional: “Além de fomentar a empregabilidade, a capacitação fortalece a produtividade e a segurança no trabalho, valores essenciais para o setor rural”, disse ela, acrescentando que “Nosso objetivo é sempre contribuir para o crescimento pessoal e profissional dos participantes, atendendo às demandas do mercado e fomentando o desenvolvimento regional.”

De acordo com o professor Dionísio Garcia, que ministrou as aulas, o curso combinou teoria e prática, abordando desde o funcionamento dos sistemas da pá carregadeira até técnicas seguras de operação.

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“A maioria dos profissionais que atuam no campo, sejam eles experientes ou não, aprendem as nuances do trabalho em uma determinada máquina de forma prática, ou seja, são os que denomino de “práticos”. Estes profissionais atuam sem conhecer a parte teórica que norteia tanto o trabalho como a máquina. Dessa forma há uma perca considerável de aproveitamento do maquinário, e ao mesmo tempo uma degradação prematura da estrutura física, mecânica e tecnológica da máquina, ou seja, o profissional prático, na maioria das vezes comete erros primários que podem ser corrigidos tendo uma teoria que faça um link teórico-prático, ligando a execução de determinado trabalho a manutenção requerida pelo maquinário. Sendo assim, na parte teórica é explicada a importância da manutenção da maquina porque ocorrem determinados erros operacionais, e principalmente as boas práticas de uso da pá carregadeira, assim como aspectos de relacionamento interpessoal. Na parte pratica é demonstrado ao profissional como se utiliza todo conhecimento teórico adquirido em sala de aula, levando o mesmo a uma reflexão de como é importante não só a prática em si, mas também que o aporte teórico do manual do operador, que deve ser lido com carinho, faz a diferença na hora de trabalhar”, contou, reforçando que “o alinhamento teórico e prático leva o profissional a entender a máquina e a reconhecer que a mesma tem limites que devem ser respeitados, que há necessidade da aplicação de uma manutenção correta, que eleva a vida útil da máquina, mas que também é muito satisfatória, tanto para o operador quanto para quem o contrata”.

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Ao final, os participantes receberam certificação reconhecida pelo Senar, ampliando suas possibilidades de atuação no mercado de trabalho.

“Eu gostei muito do curso, além de ter sido ótimo participar, ainda amplia nossos conhecimentos. Agradeço muito pela oportunidade”, disse Ronaldo Guerreiro.

Para Lucas Leite também foi uma oportunidade de ampliar sua atuação no mercado. “Foi excelente o aprendizado e vai me ajudar muito no meu trabalho”, pontuou ele.

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Agronegócio

Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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