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Carlos Dorilêo Jr. quer levar à Câmara postura do NOVO contra blindagem: “Ninguém pode estar acima da fiscalização”

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O candidato a deputado federal Carlos Dorilêo Jr. (NOVO), 3090, defendeu uma atuação mais firme da Câmara dos Deputados na fiscalização dos agentes e das instituições públicas e afirmou que pretende levar para Brasília a mesma postura adotada nacionalmente pelo NOVO: cobrar explicações, enfrentar privilégios e não aceitar blindagem, independentemente de quem esteja sendo investigado.

A manifestação ocorre após uma iniciativa do NOVO no caso Banco Master embasar decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Para Dorilêo, o episódio demonstra a importância de uma oposição que não se limite ao discurso.

“É para isso que existe oposição séria. Não é para fazer barulho por fazer. É para fiscalizar, provocar as instituições e exigir que ninguém tenha tratamento privilegiado. O NOVO mostrou que não vai se calar diante de fatos graves. É essa postura que quero representar por Mato Grosso na Câmara Federal”, afirma.

Policial militar e advogado, Dorilêo sustenta que a independência dos órgãos de investigação deve ser preservada de qualquer tipo de interferência.

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“Eu já vesti uma farda e sei o tamanho da responsabilidade de quem trabalha com segurança pública. Polícia precisa ter liberdade para investigar e obrigação de agir dentro da lei. Havendo indícios de interferência ou irregularidade, o Congresso tem o dever de fiscalizar. Não pode simplesmente assistir calado”, reforça.

Para o candidato, exercer fiscalização não significa atacar instituições, mas justamente protegê-las.

“Fiscalizar não é atacar as instituições. É impedir que alguém se torne maior do que elas. Não importa o cargo, o partido ou o poder que a pessoa tenha. Ninguém pode estar acima da fiscalização e ninguém pode ter blindagem”, pontua.

Dorilêo afirma que, se eleito, pretende usar as prerrogativas de deputado federal para cobrar transparência e respostas diante de fatos de interesse público.

“Deputado federal não é eleito apenas para votar projeto. Tem a obrigação constitucional de fiscalizar. Mato Grosso precisa mandar para Brasília gente que tenha coragem de exercer esse papel”, conclui.

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Mazé quer saúde, educação e assistência trabalhando juntas para garantir aprendizagem

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Professora há quase 30 anos e candidata a deputada estadual pelo PL, Mazé Arruda quer ampliar o debate sobre educação para além da sala de aula. Para ela, garantir que uma criança aprenda exige também que o Estado consiga identificar e atender problemas de saúde, desenvolvimento e saúde mental que podem interferir diretamente no processo de aprendizagem.

Na avaliação da professora, a escola não pode ser responsabilizada sozinha por situações que dependem de atendimento especializado. Ela defende uma rede de apoio integrada, envolvendo educação, saúde e assistência social, com acesso a profissionais como psicólogos, pedagogos, psiquiatras, oftalmologistas e otorrinolaringologistas, conforme a necessidade de cada estudante.

“Eu quero que o Estado forneça uma rede de apoio. Saúde psicológica, escola, pedagogo, psiquiatra, toda a saúde precisa estar envolvida, porque dentro da escola estão os nossos estudantes e muitas vezes os problemas aparecem ali”, afirma Mazé.

A proposta encontra respaldo na Política Nacional de Atenção Psicossocial nas Comunidades Escolares, criada pela Lei nº 14.819/2024. A legislação estabelece entre seus objetivos promover a saúde mental da comunidade escolar e garantir acesso à atenção psicossocial, além de determinar a integração entre os serviços de educação, saúde e assistência social.

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Para Mazé, essa integração precisa funcionar na prática. Ela cita situações em que o professor percebe que um aluno não consegue acompanhar as atividades, mas a dificuldade pode estar relacionada a um problema que precisa ser investigado por um profissional da saúde.

“Se o menino não enxerga, precisa de um oftalmologista. Se não ouve direito, precisa de um otorrino. Se existe uma questão psicológica ou psiquiátrica, precisa ser avaliada. Às vezes ele precisa de medicação e essa medicação não pode simplesmente faltar. A escola precisa ter condições de encaminhar e acompanhar esse estudante”, explica.

Segundo a professora, o objetivo não é transformar a escola em unidade de saúde, mas criar uma rede capaz de responder rapidamente às necessidades dos estudantes. O Atendimento Educacional Especializado (AEE), por exemplo, tem caráter complementar ou suplementar à escolarização e busca promover autonomia e independência dos alunos, mas não substitui a frequência na sala de aula comum.

Aprendizagem não pode ser tratada apenas como índice

Mazé também critica uma visão de educação concentrada exclusivamente em metas e indicadores. Para ela, os resultados de aprendizagem precisam ser acompanhados, mas não podem ser analisados sem considerar as condições individuais de cada estudante.

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O próprio Inep utiliza avaliações como o Saeb para produzir informações sobre a qualidade da educação e subsidiar políticas públicas. O governo federal também estabeleceu metas de alfabetização e de recomposição das aprendizagens, especialmente nos anos iniciais.

“Não adianta olhar apenas para o resultado final. Antes de perguntar por que esse aluno não aprendeu, precisamos perguntar se ele está enxergando, se está ouvindo, se tem algum problema de saúde, se está emocionalmente bem e se recebeu o atendimento de que precisava”, argumenta a candidata.

Na visão da professora, uma política educacional eficiente precisa unir professor, família, escola e profissionais da saúde, criando um fluxo de atendimento para que a dificuldade identificada em sala de aula não se transforme em um problema permanente de aprendizagem.

“Quando a criança está na escola, o nosso objetivo é que ela aprenda. Mas, para isso, precisamos dar condições. A escola precisa ensinar e o Estado precisa garantir a rede de apoio para que esse aluno consiga aprender”, afirma Mazé.

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