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Flaviane aposta em segurança, agro e valores conservadores para chegar à Assembleia de MT

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A segurança pública deve ser tratada como prioridade de Estado e não apenas como promessa de campanha, na avaliação da candidata a deputada estadual Dr.ª Flaviane Ramalho, do NOVO. Com um discurso alinhado à direita e uma trajetória profissional ligada ao agronegócio e ao direito agrário, a candidata tenta construir sua candidatura em torno de pautas que considera estratégicas para Mato Grosso, entre elas segurança, liberdade, família e defesa de quem produz.

Na segurança pública, Flaviane adota uma posição de enfrentamento direto ao que considera falta de estrutura e de valorização dos profissionais que estão na linha de frente. A candidata defende que policiais militares, civis, penais e demais agentes precisam ter melhores condições para exercer suas funções e que o Estado também deve assumir responsabilidade pela proteção de quem arrisca a própria vida no combate à criminalidade.

Entre as propostas apresentadas está a defesa de um programa facultativo para facilitar a aquisição de armas particulares por policiais legalmente habilitados. A ideia prevê negociação em escala para reduzir preços e possibilidade de parcelamento com desconto autorizado em folha, respeitando a legislação.

A candidata também coloca a assistência aos agentes de segurança entre suas prioridades. Flaviane defende o fortalecimento de uma estrutura de saúde específica, com atendimento de urgência para profissionais feridos em serviço e acesso a especialistas em áreas como cardiologia, cirurgia, odontologia e psicologia. A proposta inclui ainda atenção aos familiares dos servidores.

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Outro ponto considerado central é a defesa jurídica dos policiais. Flaviane sustenta que o profissional que atua dentro da lei e acaba envolvido em uma ocorrência durante o serviço não deve ficar desamparado pelo Estado. Sua proposta é fortalecer uma estrutura especializada para oferecer suporte jurídico aos agentes das diferentes forças de segurança.

A candidata também defende a valorização dos profissionais que passam para a reserva e posteriormente retornam voluntariamente à ativa. Na visão de Flaviane, experiência, treinamento e conhecimento acumulados ao longo da carreira representam um patrimônio que pode ser aproveitado pelo poder público, desde que acompanhado de uma política de remuneração adequada.

A formação aparece em outra frente da agenda. Flaviane pretende defender uma sede própria para a Escola Militar da Polícia Militar, com estrutura moderna e adequada para a formação dos alunos. A candidata associa educação, disciplina e formação de valores à construção de uma política de segurança de longo prazo.

Para quem está diariamente nas ruas, a proposta é ampliar investimentos em efetivo, viaturas, equipamentos, tecnologia, inteligência e treinamento. A candidata afirma que pretende utilizar as ferramentas disponíveis a uma deputada estadual para fiscalizar, cobrar o Executivo e buscar recursos para a área.

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O discurso de Flaviane, porém, não se restringe à segurança. Sua candidatura também está diretamente ligada ao agronegócio, setor com o qual mantém trajetória profissional. Advogada especialista em direito agrário e com mais de 20 anos de atuação relacionada ao agro, ela defende uma agenda de fortalecimento do setor produtivo e de valorização de quem trabalha e produz em Mato Grosso.

No campo político, a candidata se apresenta alinhada a pautas da direita e inclui entre suas bandeiras a liberdade religiosa, a defesa da criança e da família e uma visão de Estado baseada em maior eficiência, fiscalização e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos.

A estratégia política de Flaviane é, portanto, combinar sua experiência profissional no agro com uma agenda de segurança pública marcada pela defesa das forças policiais. O objetivo é ocupar um espaço eleitoral voltado ao eleitor que prioriza segurança, liberdade, produção e valores conservadores.

Ao buscar uma cadeira na Assembleia Legislativa, Flaviane Ramalho afirma que pretende transformar essas bandeiras em atuação parlamentar, usando o mandato para fiscalizar políticas públicas, cobrar resultados e defender medidas voltadas à segurança, ao setor produtivo e às pautas que considera prioritárias para Mato Grosso

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Mazé quer saúde, educação e assistência trabalhando juntas para garantir aprendizagem

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Professora há quase 30 anos e candidata a deputada estadual pelo PL, Mazé Arruda quer ampliar o debate sobre educação para além da sala de aula. Para ela, garantir que uma criança aprenda exige também que o Estado consiga identificar e atender problemas de saúde, desenvolvimento e saúde mental que podem interferir diretamente no processo de aprendizagem.

Na avaliação da professora, a escola não pode ser responsabilizada sozinha por situações que dependem de atendimento especializado. Ela defende uma rede de apoio integrada, envolvendo educação, saúde e assistência social, com acesso a profissionais como psicólogos, pedagogos, psiquiatras, oftalmologistas e otorrinolaringologistas, conforme a necessidade de cada estudante.

“Eu quero que o Estado forneça uma rede de apoio. Saúde psicológica, escola, pedagogo, psiquiatra, toda a saúde precisa estar envolvida, porque dentro da escola estão os nossos estudantes e muitas vezes os problemas aparecem ali”, afirma Mazé.

A proposta encontra respaldo na Política Nacional de Atenção Psicossocial nas Comunidades Escolares, criada pela Lei nº 14.819/2024. A legislação estabelece entre seus objetivos promover a saúde mental da comunidade escolar e garantir acesso à atenção psicossocial, além de determinar a integração entre os serviços de educação, saúde e assistência social.

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Para Mazé, essa integração precisa funcionar na prática. Ela cita situações em que o professor percebe que um aluno não consegue acompanhar as atividades, mas a dificuldade pode estar relacionada a um problema que precisa ser investigado por um profissional da saúde.

“Se o menino não enxerga, precisa de um oftalmologista. Se não ouve direito, precisa de um otorrino. Se existe uma questão psicológica ou psiquiátrica, precisa ser avaliada. Às vezes ele precisa de medicação e essa medicação não pode simplesmente faltar. A escola precisa ter condições de encaminhar e acompanhar esse estudante”, explica.

Segundo a professora, o objetivo não é transformar a escola em unidade de saúde, mas criar uma rede capaz de responder rapidamente às necessidades dos estudantes. O Atendimento Educacional Especializado (AEE), por exemplo, tem caráter complementar ou suplementar à escolarização e busca promover autonomia e independência dos alunos, mas não substitui a frequência na sala de aula comum.

Aprendizagem não pode ser tratada apenas como índice

Mazé também critica uma visão de educação concentrada exclusivamente em metas e indicadores. Para ela, os resultados de aprendizagem precisam ser acompanhados, mas não podem ser analisados sem considerar as condições individuais de cada estudante.

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O próprio Inep utiliza avaliações como o Saeb para produzir informações sobre a qualidade da educação e subsidiar políticas públicas. O governo federal também estabeleceu metas de alfabetização e de recomposição das aprendizagens, especialmente nos anos iniciais.

“Não adianta olhar apenas para o resultado final. Antes de perguntar por que esse aluno não aprendeu, precisamos perguntar se ele está enxergando, se está ouvindo, se tem algum problema de saúde, se está emocionalmente bem e se recebeu o atendimento de que precisava”, argumenta a candidata.

Na visão da professora, uma política educacional eficiente precisa unir professor, família, escola e profissionais da saúde, criando um fluxo de atendimento para que a dificuldade identificada em sala de aula não se transforme em um problema permanente de aprendizagem.

“Quando a criança está na escola, o nosso objetivo é que ela aprenda. Mas, para isso, precisamos dar condições. A escola precisa ensinar e o Estado precisa garantir a rede de apoio para que esse aluno consiga aprender”, afirma Mazé.

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