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Zaeli ignora Medeiros em material de campanha e indica Janaina Riva ao Senado

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O deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL) teria distribuído aos eleitores um material de campanha no qual indica a deputada estadual Janaina Riva (MDB) para a primeira vaga ao Senado, mas não apresenta o nome do correligionário José Medeiros, que também disputa uma cadeira pela legenda.

Na chamada “cola de votação”, entregue durante a campanha, a primeira opção para o Senado aparece como Janaina Riva. Já no espaço destinado à segunda vaga, o material traz apenas a indicação “segunda opção”, sem mencionar Medeiros.

A situação chama atenção porque José Medeiros participou do lançamento da campanha de Rodrigo da Zaeli em Rondonópolis e, na ocasião, declarou apoio à reeleição do deputado federal. A presença do candidato ao Senado havia sido apresentada como um gesto de unidade entre os integrantes do PL.

Segundo as informações divulgadas, teriam sido produzidos cerca de 200 mil exemplares do material.

A ausência do nome de Medeiros também ganha peso pelo fato de os dois serem candidatos pelo mesmo partido e disputarem votos dentro do mesmo campo político. Em Mato Grosso, o eleitor poderá escolher dois nomes para o Senado nas eleições de 2026.

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Outro lado

Procurada pelo Repórter MT, a assessoria de imprensa de Rodrigo da Zaeli contestou a informação. Segundo o assessor, o material citado na reportagem não teria sido produzido pelo deputado federal, mas pelo candidato a deputado estadual Neles Farias.

A assessoria também afirmou que José Medeiros está, sim, incluído na “cola” de votação produzida pela campanha de Rodrigo da Zaeli.

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Medeiros nega indireta a Wellington e diz que “melancias” mudam de postura em Brasília

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O deputado federal José Medeiros (PL), candidato ao Senado, afirmou que a propaganda em que aparece cortando uma melancia não foi produzida como uma provocação ao candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL). Segundo ele, a mensagem é direcionada a políticos que fazem campanha se apresentando como integrantes da direita, mas adotam outra postura depois de eleitos.

No vídeo, Medeiros usa a imagem da fruta para criticar os chamados políticos “melancia”, expressão utilizada no discurso político para definir quem seria “verde por fora e vermelho por dentro”. A referência associa a aparência de direita a uma suposta atuação alinhada à esquerda.

Durante entrevista concedida nesta quinta-feira (3) aos portais FatoAgora, Estadão e Muvuca Popular, Medeiros foi questionado se a propaganda seria uma indireta para Wellington Fagundes. O deputado negou e explicou que seu comentário se refere especificamente à disputa pelo Senado.

“Foi para a disputa para o Senado. Eu falei bem no vídeo: ‘olha, o sujeito sai daqui e vai para Brasília’. Ele [Wellington] vai para o Palácio Paiaguás, não é para Brasília”, afirmou.

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Medeiros disse que sua crítica está relacionada ao comportamento de candidatos que, segundo ele, adotam um discurso mais conservador durante a campanha e mudam de posição após assumirem uma cadeira no Congresso Nacional.

“Foi para os candidatos que vão para Brasília e chegam lá. Aqui eles são ‘tigrão’, tentam contar uma coisa para o eleitor e chegam lá, ficam ‘tchutchuquinhos’ do Alexandre de Moraes”, declarou.

O deputado também questionou políticos de Mato Grosso que, na avaliação dele, apresentam um discurso de centro ou direita durante a campanha, mas posteriormente apoiam medidas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Medeiros cita Carlos Fávaro

Ao explicar quem estaria entre os alvos da crítica, Medeiros citou o senador Carlos Fávaro (PSD), que disputa a reeleição. Para o deputado, Fávaro teria utilizado uma identidade política mais associada à direita durante a campanha de 2020 e, atualmente, adotaria uma estratégia para não deixar evidente seu posicionamento.

“Fávaro fez campanha totalmente verde e amarela em 2020, agora o ônibus dele é verde, amarelo, azul e branco. Qual que é isso? É tentar esconder o lado vermelho dele, ou seja, o lado vermelho está dentro”, afirmou.

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Medeiros acrescentou que, além de Fávaro, outros candidatos ao Senado também estariam tentando suavizar ou esconder suas posições políticas durante a corrida eleitoral.

A expressão “melancia” ganhou espaço no debate político como uma forma de acusar determinado candidato de manter um discurso identificado com a direita, mas adotar posições consideradas de esquerda após conquistar o mandato.

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