A advogada e candidata a deputada estadual Flaviane Ramalho (Novo) reforçou seu posicionamento de que pretende exercer um mandato pautado pela fiscalização e pela cobrança das instituições públicas. Ao comentar os desdobramentos do caso Banco Master, Flaviane declarou apoio à postura do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e defendeu que qualquer questionamento envolvendo autoridades seja devidamente investigado.
Para a candidata, fiscalizar o poder público não significa antecipar condenações, mas garantir que denúncias, dúvidas e informações relevantes sejam apuradas com independência. Na avaliação de Flaviane, o eleitor não pode ser chamado apenas para votar. Também precisa ter representantes dispostos a acompanhar de perto as decisões e cobrar explicações de quem exerce poder.
“Quando surgem questionamentos envolvendo contrato milionário, mensagens, cartões de crédito destinados a familiares de autoridade e possível conhecimento antecipado de medidas da investigação, o caminho correto não é esconder. É investigar”, afirmou.
Flaviane aproveitou o episódio para defender uma atuação política mais firme diante de autoridades e instituições. Segundo ela, seu projeto de mandato será baseado justamente na fiscalização, no acompanhamento dos recursos públicos e na cobrança por respostas claras.
“Isso não significa condenar Alexandre de Moraes antecipadamente. Significa defender algo muito mais básico: ninguém pode estar acima da lei”, declarou.
A candidata também afirmou que uma eventual atuação fiscalizadora deve valer para todos, independentemente de partido, cargo ou influência. Para ela, se uma investigação concluir pela inexistência de irregularidades, cabe às instituições apresentar essa conclusão de forma transparente. Se forem encontradas condutas ilegais, as responsabilidades deverão ser apuradas dentro da legislação.
“O papel de quem ocupa um mandato não é se calar diante de questionamentos. É fiscalizar, cobrar, acompanhar e exigir respostas. O cidadão precisa saber onde está sendo aplicado o dinheiro público e como as instituições estão funcionando”, afirmou.
O discurso reforça a estratégia de Flaviane de se apresentar ao eleitorado como uma candidata de perfil independente e fiscalizador, com disposição para cobrar autoridades e acompanhar de perto a atuação do poder público. A proposta é transformar a fiscalização em uma das marcas de sua atuação política.
“A Constituição é clara: todo poder emana do povo. O brasileiro tem direito de saber o que aconteceu, tem direito à transparência, tem direito a respostas e tem direito a instituições capazes de investigar qualquer pessoa, independentemente do cargo que ocupe”, afirmou.
Ao comentar a atuação de André Mendonça, Flaviane também defendeu que ministros e demais autoridades tenham suas decisões submetidas ao escrutínio público e institucional.
“Não queremos julgamento antecipado. Queremos verdade, investigação, transparência e Justiça para todos”, concluiu.
Para a candidata, o recado ao eleitor é direto: um mandato parlamentar não deve servir apenas para votar projetos, mas também para fiscalizar o Executivo, acompanhar a aplicação dos recursos públicos e cobrar providências quando houver problemas.
“Eu quero ser uma deputada que fiscaliza, que pergunta, que cobra e que não aceita que o cidadão fique sem resposta”, afirmou Flaviane.