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TRE manda retirar propaganda de Taques que acusa Mauro de receber recursos no caso da Oi

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso determinou a suspensão imediata de uma propaganda eleitoral de Pedro Taques que associa o candidato ao Senado Mauro Mendes a supostas irregularidades no chamado caso da Oi. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (31) pelo juiz auxiliar da propaganda do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Flávio Fraga e Silva.

Na peça publicitária, Taques menciona pessoas que afirma ter prendido durante sua atuação como autoridade e, na sequência, inclui Mauro Mendes na narrativa ao declarar que o candidato teria “panhado” recursos relacionados ao caso da Oi.

Para o magistrado, a propaganda ultrapassou os limites da crítica política ao apresentar como fato consumado uma acusação que ainda estava no campo da investigação. Na avaliação do juiz, o conteúdo acaba atribuindo a Mauro a prática de um crime sem que exista condenação judicial nesse sentido.

Juiz aponta repetição de acusação já barrada

A decisão também destaca que a acusação não é nova e já havia sido analisada pela Justiça Eleitoral. Segundo o magistrado, o TRE-MT já havia considerado ilícitas imputações anteriores de “roubo” e “corrupção” contra Mauro Mendes e também determinado a retirada de conteúdo relacionado ao caso da Oi.

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Para Flávio Fraga e Silva, a nova propaganda repete a mesma acusação, apenas utilizando uma expressão diferente.

O juiz afirmou que, ao dizer que Mauro “panhou, sim” os recursos, Taques reproduziu uma imputação categórica que já havia sido proibida em decisões anteriores.

Pergunta no fim da propaganda não afasta acusação

Outro ponto analisado foi a pergunta exibida ao final da peça: “Ele panhou ou não panhou?”.

Na avaliação da Justiça Eleitoral, a frase não transforma a afirmação anterior em uma dúvida legítima a ser avaliada pelo eleitor. Para o magistrado, a pergunta funciona apenas como reforço retórico da acusação.

A decisão considera que a propaganda, dessa forma, deixa de apresentar uma crítica política ou questionamento sobre a administração pública e passa a atribuir diretamente a prática de um crime ao adversário.

Taques fica impedido de repetir conteúdo

Com a decisão liminar, Pedro Taques não poderá reapresentar a propaganda, ainda que parcialmente, nem divulgar outra peça que repita a acusação de que Mauro Mendes teria “panhado” recursos relacionados ao caso da Oi.

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A restrição também alcança conteúdos que apresentem Mauro como autor de crime sem que exista decisão judicial condenatória reconhecendo essa responsabilidade.

O entendimento reforça a posição da Justiça Eleitoral de que o debate entre candidatos pode envolver críticas e questionamentos sobre fatos públicos, mas não deve transformar suspeitas ou investigações em condenações antecipadas durante a campanha.

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Guarnieri corre por fora, entra na agenda de Flávio e garante espaço na foto

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Uma agenda-relâmpago de Flávio Bolsonaro (PL) em Mato Grosso acabou rendendo uma situação inusitada nos bastidores da política estadual. Durante uma visita à comunidade indígena Haliti-Paresi, em Campo Novo do Parecis, o deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) conseguiu entrar de última hora no encontro e ainda saiu com direito a registro em vídeo ao lado do presidenciável.

O detalhe que chamou atenção foi a forma como o tucano teria chegado ao local. Guarnieri cumpria agenda em Sapezal quando foi avisado sobre a presença de Flávio na região. De olho na oportunidade, mudou o roteiro e apareceu no encontro, garantindo seu espaço ao lado do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nos bastidores, a movimentação passou a ser tratada com bom humor por aliados, já que Guarnieri, mesmo sendo de outro partido, conseguiu chegar ao encontro e registrar a presença ao lado de Flávio.

A situação ganhou contornos ainda mais curiosos porque Wellington Fagundes, candidato do próprio PL ao Governo de Mato Grosso, não teria sido informado previamente sobre a agenda. O encontro foi articulado pelo deputado federal José Medeiros, pelo ex-senador Cidinho Santos e por Odílio Balbinotti, coordenador da campanha presidencial de Flávio em Mato Grosso.

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Fagundes teria tomado conhecimento da visita pela imprensa. Depois, correu atrás do presidenciável e conseguiu se encontrar com Flávio para garantir também a fotografia e os registros que posteriormente foram utilizados nas redes sociais.

No caso de Guarnieri, a estratégia foi diferente. Avisado de última hora, o deputado conseguiu se encaixar no roteiro e acabou aparecendo na agenda que, inicialmente, não era destinada a ele.

O episódio também cria uma situação política curiosa diante da posição adotada pelo PSDB nacional. A legenda decidiu manter neutralidade na disputa presidencial, enquanto Guarnieri buscou espaço justamente ao lado de um dos principais nomes do campo bolsonarista.

A fotografia, portanto, pode ter sido apenas um registro de ocasião, mas politicamente carrega outro significado. Em uma eleição marcada pela disputa por apoio, palanques e demonstrações de proximidade com lideranças nacionais, aparecer ao lado de Flávio Bolsonaro pode representar um ativo eleitoral importante.

E, nesse quesito, Guarnieri aparentemente não quis perder a oportunidade. Mesmo fora do roteiro original, o tucano deu um jeito de chegar ao encontro, posar para a câmera e deixar sua marca na passagem do presidenciável por Mato Grosso.

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