POLÍTICA NACIONAL

Lula acusa imprensa de ter “comprado uma mentira” e é contestado ao vivo na Globo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a abordar um dos períodos mais controversos de sua trajetória política durante a sabatina no Jornal Nacional, nesta quinta-feira (27). Ao falar sobre a Operação Lava Jato e os processos que resultaram em sua prisão, o petista criticou a cobertura da imprensa e cobrou que jornalistas e veículos reconheçam erros cometidos durante aquele período.

Lula afirmou que teria sido alvo de uma articulação política que buscava impedir sua candidatura à Presidência da República em 2018. Segundo ele, parte da imprensa teve papel relevante na divulgação de informações relacionadas às investigações e, posteriormente, não teria reconhecido adequadamente os equívocos apontados.

Durante a entrevista, o presidente classificou o episódio envolvendo a Lava Jato como uma das maiores distorções políticas já ocorridas no país e voltou a defender a versão de que sua prisão teve motivação política.

Lula também afirmou que a imprensa teria “comprado uma mentira, vendido a mentira e nunca reconhecido”. A declaração provocou reação da jornalista Renata Vasconcellos, que contestou a generalização feita pelo presidente e defendeu a atuação jornalística da emissora.

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O tema avançou para a discussão sobre erros cometidos pelos próprios veículos de comunicação. Durante a sabatina, o jornalista César Tralli lembrou que a Globo já reconheceu publicamente uma informação equivocada envolvendo Lula em outro episódio recente.

O caso citado ocorreu durante a cobertura das investigações relacionadas ao Banco Master. Na ocasião, o presidente foi mencionado de maneira incorreta em uma apresentação. Posteriormente, a GloboNews reconheceu o erro e apresentou uma retratação.

A discussão colocou novamente em evidência a relação entre Lula e a imprensa, especialmente quando o assunto envolve a Lava Jato. O presidente defendeu que veículos de comunicação assumam responsabilidade quando divulgam informações incorretas, enquanto os jornalistas ressaltaram a existência de mecanismos de correção e retratação dentro da atividade jornalística.

Lula também relembrou o período em que permaneceu preso e afirmou que, mesmo tendo tido oportunidades para deixar o Brasil, decidiu permanecer no país e enfrentar as acusações. Na avaliação do presidente, a posterior anulação de suas condenações reforçou sua interpretação de que houve irregularidades nos processos.

As condenações de Lula foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal. As decisões estiveram relacionadas à competência da Justiça Federal de Curitiba para julgar os casos e à declaração de parcialidade do então juiz Sergio Moro no processo envolvendo o triplex do Guarujá.

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Ao relembrar os acontecimentos, Lula sustentou que sua prisão interferiu diretamente na disputa eleitoral de 2018 e voltou a responsabilizar parte da imprensa pela forma como as acusações foram apresentadas à sociedade.

O episódio durante a sabatina reacendeu, assim, um debate que permanece presente na política brasileira: os limites da atuação da imprensa, a responsabilidade na divulgação de informações e a necessidade de correções quando erros são identificados.

A troca de argumentos entre Lula e os jornalistas também mostrou que a Lava Jato continua sendo um tema de forte impacto político. Anos depois das principais operações e decisões judiciais, os acontecimentos daquele período ainda são utilizados como referência na disputa eleitoral e na avaliação da relação entre Justiça, imprensa e poder político.

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POLÍTICA NACIONAL

Partido de Cury tem histórico com Lula e já foi casa política de Janones

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O partido do presidenciável Augusto Cury, o Avante, chega à disputa eleitoral de 2026 carregando um histórico de proximidade com o campo político de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 2022, a legenda apoiou formalmente a candidatura do petista à Presidência desde o primeiro turno.

A relação com o governo Lula também aparece na atuação da bancada do partido no Congresso Nacional. Segundo levantamento do Radar do Congresso, produzido pelo Congresso em Foco e atualizado em agosto de 2026, os cinco deputados federais do Avante votaram, em média, 88% das vezes em sintonia com as orientações do governo. No Senado, o único representante da legenda, Marcos do Val, apresentou índice de alinhamento de 45%.

Outro nome associado à trajetória do Avante é o deputado André Janones. Ele foi eleito pela sigla em 2018 e reeleito em 2022. Naquele ano, chegou a ensaiar uma candidatura à Presidência da República, mas posteriormente declarou apoio a Lula.

Janones deixou o Avante em março de 2026, durante a janela partidária, e se filiou à Rede Sustentabilidade.

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Apesar desse histórico, Augusto Cury tenta construir uma candidatura própria e se apresentar como uma alternativa na corrida presidencial. O médico e escritor ganhou maior exposição após sua participação no debate da TV Band e passou a registrar aumento nas buscas pelo seu nome e no número de seguidores nas redes sociais.

A estratégia coloca Cury diante do desafio de estabelecer uma identidade política própria em uma legenda que, nos últimos anos, manteve vínculos eleitorais e parlamentares com o grupo governista.

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