A liberação da concessão da Rota Agro Central pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por meio do Acórdão 2.205/2026, representa um novo passo para um dos principais projetos de infraestrutura rodoviária do Centro-Oeste. O avanço também amplia a visibilidade da atuação da delegada Ana Cristina Feldner, que vem acompanhando de perto as discussões relacionadas à logística e ao desenvolvimento econômico de Mato Grosso.
Com perfil técnico e experiência na vida pública, Ana Cristina tem buscado ampliar sua interlocução com lideranças do setor produtivo e representantes de órgãos em Brasília. A atuação ocorre em um momento em que o agronegócio cobra soluções para os gargalos no transporte e maior previsibilidade para o escoamento da produção mato-grossense.
A Rota Agro Central prevê a concessão de 887,6 quilômetros das rodovias BR-070/MT, BR-174/MT e BR-364/MT/RO, formando um corredor entre Cuiabá (MT) e Vilhena (RO). O projeto estima R$ 5,995 bilhões em investimentos privados ao longo de 30 anos, além de aproximadamente R$ 3,5 bilhões em custos operacionais.
O empreendimento passou por um período de incertezas antes de chegar à nova etapa. Em dezembro de 2025, o Ministério dos Transportes solicitou a suspensão da análise no TCU para reavaliar questões relacionadas à demanda de transporte e à concorrência com o modal ferroviário. O processo permaneceu paralisado por meses.
Durante a análise, a auditoria do TCU também identificou pontos que precisavam ser ajustados no projeto. Entre eles estavam projeções de tráfego consideradas otimistas, que haviam resultado na retirada de cerca de 154 quilômetros de terceiras faixas previstas originalmente, além de mudanças nas regras relacionadas ao sistema de cobrança automática de pedágio, conhecido como free flow.
Com a decisão do TCU, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) terá de incorporar as determinações do órgão de controle antes da realização do leilão, previsto para 10 de dezembro de 2026.
A importância do projeto ultrapassa os limites das rodovias. A Rota Agro Central é considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola de Mato Grosso em direção aos portos da região Norte, especialmente por meio dos corredores que levam ao Rio Madeira.
Nesse cenário, a atuação política e institucional de Ana Cristina Feldner ganha espaço justamente em uma das principais demandas do setor produtivo: reduzir gargalos logísticos e garantir condições para que a produção chegue aos mercados com mais eficiência.
O avanço da concessão coloca a ex-delegada entre os nomes que buscam ocupar espaço no debate sobre infraestrutura, agronegócio e desenvolvimento regional. A próxima etapa será transformar o aval do TCU em execução efetiva do projeto, sem que novos entraves burocráticos comprometam o cronograma previsto.