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Após troca de vice, Pivetta nega rompimento com Mauro Mendes: “Vamos seguir juntos”

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, negou qualquer rompimento político com o ex-governador Mauro Mendes (União) após a substituição de Fábio Garcia por Gisela Simona na composição de sua chapa.

A mudança provocou especulações nos bastidores sobre um possível afastamento entre Pivetta e Mendes, principalmente porque Garcia foi retirado da disputa pela vice-governadoria poucos dias após ser alvo da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal.

Em declaração à imprensa, Pivetta afirmou que a relação com Mendes permanece sólida e descartou qualquer crise entre os dois.

“O Mauro é um companheiro meu de 16 anos. Nós estamos caminhando juntos e vamos seguir juntos”, afirmou.

O governador também reforçou a confiança no ex-governador e disse acreditar que a parceria política será mantida durante a campanha.

“Ele tem minha confiança e eu acredito que a recíproca é verdadeira, e é isso que vale. Nós vamos seguir em frente e vamos ganhar as eleições”, acrescentou.

A substituição de Garcia por Gisela Simona foi oficializada em 11 de agosto, cinco dias depois da operação da Polícia Federal atingir integrantes do grupo político ligado a Mauro Mendes.

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A Operação Heritage investiga suspeitas relacionadas a um acordo judicial de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora de telefonia Oi. Entre os alvos da investigação estão Mauro Mendes, Fábio Garcia e o então secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, que posteriormente deixou o cargo.

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.

Até o momento, não houve denúncia criminal contra os investigados.

A troca de vice passou a ser explorada pelos adversários de Pivetta como possível sinal de desgaste dentro do grupo que governa Mato Grosso. O governador, porém, busca afastar essa interpretação e sustenta que a aliança com Mauro Mendes permanece preservada.

Com a declaração, Pivetta tenta encerrar as especulações sobre um possível rompimento e reforça que os dois seguirão juntos na disputa eleitoral.

 

 

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Wellington usa troca de vice para atacar Pivetta e associa mudança à Operação Heritage

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A troca do vice-governador se transformou em mais uma frente de disputa na campanha pelo Governo de Mato Grosso. O candidato Wellington Fagundes (PL) passou a utilizar a mudança na composição da chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) como argumento contra o adversário e relacionou a decisão às investigações da Operação Heritage.

Durante uma declaração pública, Wellington afirmou que Pivetta teria “confessado a culpa” ao promover mudanças na equipe de governo após as investigações que atingiram integrantes da gestão e aliados políticos, entre eles o ex-chefe da Casa Civil Fábio Garcia (União) e pessoas ligadas ao grupo do governador Mauro Mendes (União).

“Está muito claro que o governo foi absorvido por essa situação, tanto é que houve uma confissão do atual governador de ter que demitir o chefe da Casa Civil, de ter que tirar o vice-governador dele”, afirmou o candidato.

Na sequência, Wellington disse que pretende explorar o episódio durante a campanha e apresentou a questão como uma cobrança que, segundo ele, estaria sendo feita pela população.

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“Então, isso nós vamos mostrar, porque a população está cobrando isso também. E isso, falar a verdade, é um compromisso dos candidatos”, declarou.

A estratégia coloca a composição da chapa de Pivetta no centro do confronto eleitoral e tenta vincular a mudança de vice aos desdobramentos da Operação Heritage.

A operação passou a ser explorada politicamente pelos adversários do atual governador, especialmente pela proximidade de pessoas investigadas com o núcleo político da administração estadual.

Apesar da afirmação de Wellington, a expressão “confissão de culpa” é uma interpretação política do candidato. A troca do vice, por si só, não constitui confissão ou reconhecimento de responsabilidade criminal, e eventual relação entre a mudança na chapa e as investigações depende de elementos formais que possam ser comprovados no processo.

O episódio evidencia como as investigações e as mudanças na composição política do grupo governista passaram a ocupar espaço central na disputa pelo Palácio Paiaguás.

Com a campanha em andamento, a tendência é que o episódio seja novamente utilizado pelos adversários de Pivetta nos debates e atos eleitorais, enquanto o governador deverá ser pressionado a explicar as razões que levaram à alteração da composição de sua chapa.

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