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Investigação identifica jovem suspeito de manter arquivos de pornografia infantil em Tangará da Serra

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (17), a quinta fase da Operação CESI-MT, voltada ao combate à exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. Em Tangará da Serra, um jovem de 22 anos foi preso preventivamente durante o cumprimento de ordens judiciais relacionadas à investigação.

A ação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e teve como alvo um investigado suspeito de armazenar dezenas de arquivos com conteúdo de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes.

Ao todo, foram expedidas três medidas judiciais pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, Polo Tangará da Serra. Entre elas estão um mandado de busca e apreensão, a prisão preventiva do investigado e a autorização para afastamento do sigilo telemático.

As investigações começaram depois que a Polícia Civil recebeu informações sobre um usuário que estaria armazenando arquivos contendo imagens de pornografia infantil. A partir das diligências realizadas pela equipe especializada, os investigadores conseguiram identificar e localizar o suspeito.

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Com a autorização judicial, os policiais foram até o endereço do investigado para cumprir as medidas determinadas pela Justiça. Além da prisão, a operação busca apreender dispositivos eletrônicos que possam conter informações capazes de esclarecer a dimensão dos crimes investigados.

Celulares, computadores e outros equipamentos eventualmente encontrados durante a ação poderão passar por análise pericial. O material pode ajudar os investigadores a identificar a origem dos arquivos, possíveis compartilhamentos e outras pessoas eventualmente envolvidas nos crimes.

Os mandados são cumpridos por policiais da DRCI em Tangará da Serra, com apoio da equipe da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher do município.

A Operação CESI-MT integra o trabalho permanente da Polícia Civil no enfrentamento aos crimes de exploração sexual infantil praticados por meio da internet. A sigla CESI faz referência a Combate à Exploração Sexual Infantil em Mato Grosso, denominação adotada para as ações investigativas desenvolvidas pela DRCI nessa área.

A investigação continua para esclarecer a extensão dos crimes e analisar os equipamentos apreendidos. O suspeito permanece à disposição da Justiça.

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Influenciadora que foi capa da Revista Sexy vira alvo de operação que apura esquema de R$ 28 milhões

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A influenciadora digital Natiele Aparecida, de Sorriso, está entre os principais alvos da Operação Engodo Digital, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso nesta terça-feira (18). A investigação apura um suposto esquema envolvendo divulgação de plataformas de jogos de azar, captação irregular de apostas e lavagem de dinheiro.

De acordo com a investigação, mais de R$ 28 milhões teriam circulado entre 2023 e 2025 em movimentações consideradas suspeitas pelos investigadores. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 21,4 milhões em contas relacionadas aos alvos da operação.

Com mais de 113 mil seguidores no Instagram, Natiele utilizaria suas redes sociais para divulgar plataformas de apostas, incluindo o conhecido “Jogo do Tigrinho”. Uma das publicações ocorreu na segunda-feira (17), véspera da operação, quando a influenciadora apresentou aos seguidores uma nova plataforma e afirmou que seria possível “triplicar” os ganhos.

Segundo a Polícia Civil, a influenciadora teria um papel relevante na estrutura investigada por atrair usuários para sites que não teriam autorização para operar regularmente.

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A apuração conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop também identificou duas contas utilizadas para divulgação dos jogos. Além disso, Natiele e outra investigada manteriam um grupo no WhatsApp voltado ao compartilhamento de links e orientações relacionadas às apostas.

Dinheiro teria sido distribuído entre empresas e pessoas próximas

A investigação aponta que os valores movimentados passariam inicialmente por empresas relacionadas às plataformas de apostas e posteriormente seriam distribuídos entre familiares e colaboradores ligados ao grupo investigado.

Entre as empresas mencionadas na apuração estão Cash Pay Meios de Pagamento Ltda., All Bet Entretenimento Ltda., Bytech Ltda. e HKP Pay Pagamentos.

Os investigadores também levantam a possibilidade de utilização de empresas para dificultar a identificação da origem dos recursos. Entre as suspeitas estão operações societárias que envolveriam negócios do setor de beleza.

A operação investiga possíveis crimes de exploração de jogos de azar, captação ilegal de apostas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e organização criminosa.

Operação cumpre 56 ordens judiciais

Ao todo, 56 medidas judiciais são cumpridas pela Polícia Civil. As determinações incluem buscas e apreensões, sequestro de bens, bloqueio de contas bancárias, suspensão e bloqueio de redes sociais, quebra de sigilo telemático e apreensão de passaportes.

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As ações ocorrem em Sorriso, no norte de Mato Grosso, e também nos municípios paulistas de São Paulo e São Bernardo do Campo.

A investigação segue em andamento e deverá buscar esclarecer a origem dos recursos movimentados, a participação individual de cada investigado e a eventual estrutura utilizada para a operação das plataformas de apostas.

As suspeitas apresentadas pela Polícia Civil ainda serão submetidas ao devido processo legal, cabendo à Justiça analisar a responsabilidade de cada investigado.

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