Mato Grosso

Governo e Energisa firmam parceria para ampliar sistema trifásico e impulsionar desenvolvimento das famílias na zona rural de MT

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O Governo de Mato Grosso criou, nesta quinta-feira (28.5), o Programa MT Trifásico para construir 5 mil quilômetros de sistema trifásico de energia para o interior do Estado em parceria com a concessionária Energisa. A medida vai garantir o fornecimento elétrico mais estável, além de impulsionar o desenvolvimento de famílias que vivem da agricultura na zona rural do Estado.

“É papel do Estado fazer investimentos em todos os setores. Nos últimos sete anos e meio, o Governo investiu em habitação, rodovias, pontes, e também precisamos da energia. O Estado de Mato Grosso faz hoje esse investimento com a certeza de que milhares vão ser beneficiados. Assim, os mato-grossenses terão, além do consumo doméstico, a oportunidade para desenvolver ainda mais suas atividades econômicas”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.

Com a parceria, o Governo vai aportar R$ 700 milhões, e outros R$ 700 milhões serão da Energisa, totalizando R$ 1,4 bilhão de investimento entre 2026 e 2030. O programa foi formalizado com a assinatura de decreto.

“A parceria com o governo de Mato Grosso vai acelerar a modernização da rede de distribuição, reforçando nosso compromisso de fornecer energia com qualidade, estabilidade e segurança a 1,7 milhão de clientes em todo o estado, com menor impacto tarifário e observando as prioridades regionais”, afirma Marcelo Vinhaes, diretor-presidente da Energisa Mato Grosso.

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Mato Grosso já conta com 62 mil quilômetros de rede trifásica, contemplando os 142 municípios mato-grossenses. A expansão da rede trifásica na área rural é importante para o desenvolvimento econômico e social do agronegócio e do estado, que tem uma das economias que mais cresce no país.

“A energia é uma necessidade de tempos para o desenvolvimento do Estado. Os produtores têm necessidade para manter suas produções, ou até para novas indústrias se instalarem aqui em Mato Grosso. O programa vai entregar uma energia de qualidade e desenvolvimento não só para aqueles que estão nos grandes centros, mas para todo o interior”, pontuou a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman.

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destacou que a rede trifásica vai também impulsionar os pequenos produtores.

“Esse é um passo visionário, pois a energia é um desafio. Os nossos produtores querem produzir e crescer, mas eles não conseguem ligar uma irrigação, um resfriador, verticalizar a produção por causa da falta de energia de qualidade. Então, esse passo do governo vai mudar a vida dos agricultores familiares”, apontou.

O deputado federal Fabio Garcia apontou que o programa vai conseguir expandir a sua rede de distribuição sem impactar no bolso do cidadão.

“Essa iniciativa é um marco para o Estado. Mato Grosso entra em uma nova fase de industrialização e precisa de energia. O programa Trifásico traz uma solução de entregar energia segura para o desenvolvimento industrial sem pesar o bolso para o cidadão, que pagaria a conta por esse investimento”, destacou.

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O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, citou que Mato Grosso tem 16 mil indústrias no estado. “95% delas são de pequena e média empresas. Então, vai ser fundamental para esses empreendimentos e até trazer novas indústrias para agregar valor aos nossos produtos. Sem isso, Mato Grosso vai ficar comprometido no seu crescimento e desenvolvimento. Então, o governo teve agilidade para trabalhar esse tema estratégico”, disse.

Para gerir os recursos públicos que a Energisa vai empregar, foi também criado um Conselho Gestor com membros da Casa Civil, das Secretarias de Estado de Fazenda, de Agricultura Familiar e de Desenvolvimento Econômico e Assembleia Legislativa.

Dispositivo

Participaram da criação do programa a suplente de senadora Margareth Buzetti, os deputados estaduais Dr. João e Diego Guimarães, os secretários estaduais Mauro Carvalho (Casa Civil), Fábio Pimenta (Fazenda) e Flávia Emanoelle (Educação), além dos presidentes da Fecomércio, Wenscelau Júnior; e da Famato, Vilmondes Sebastião, e representantes do setor de energia.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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