Mato Grosso

Polícia Civil cumpre 10 ordens judiciais contra suspeitos de extorsão por meio digital

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A Polícia Civil finalizou, nessa terça-feira (28.04), a Operação Pressão Velada. Foram cumpridas 10 ordens judiciais contra suspeitos de extorsão por meio digital contra uma vítima em Barra do Garças.

Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão nos endereços dos envolvidos. Os mandados foram expedidos pelo Juízo das Garantias Constitucionais.

As investigações tiveram início no mês de março, após uma vítima, de 32 anos, procurar da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças relatando que teria sido ludibriada em contato via Whatsapp, por meio de perfil falso criado pelos criminosos, com o objetivo de exigir valores em dinheiro para evitar a divulgação de fotos íntimas.

Zelando por sua integridade moral, a vítima chegou a realizar três transferências bancárias via PIX para duas contas diversas. Ao ser exigido mais valores, percebeu que se tratava de ação criminosa e procurou a delegacia em busca de providências.

No curso das investigações, foi possível identificar a titularidade das contas de duas mulheres cujos valores foram recebidos. Intensificando mais as buscas, foi possível concluir que se tratava de uma família cujos membros são filho, mãe e esposa.

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Diante das evidências sobre a participação dos envolvidos no crime, o delegado Joaquim Leitão representou pela expedição das medidas cautelares, com o objetivo de coibir demais ações ilícitas do grupo e responsabilizá-lo criminalmente pelos prejuízos provocados.

A operação teve início na manhã da quinta-feira (23.04) e foi concluída na tarde dessa terça-feira (28.04), após a localização e prisão do terceiro envolvido. Um dos envolvidos, que já estava preso temporariamente, também teve a prisão convertida em preventiva.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Lacen de Mato Grosso é referência em análise laboratorial de meningites

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O Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen-MT), gerido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), atua como referência em análise laboratorial dos vários tipos de meningites, realizando exames essenciais para a confirmação rápida e precisa da doença.

A partir de 2024, com a implementação da técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (RT-PCR), o laboratório passou a identificar simultaneamente os principais agentes causadores da meningite, como vírus, bactérias e fungos, além de permitir a identificação da bactéria (sorogrupagem) que causa a doença meningocócica (uma das formas mais graves de meningite), com resultados liberados em até 24 horas.

Entre janeiro de 2023 e abril de 2026, foram liberados 1.174 exames para investigação de meningite bacteriana.

“O Lacen recebeu muitos investimentos nos últimos anos e, hoje, desempenha um papel fundamental na rede pública de saúde, ao garantir diagnósticos rápidos e precisos para casos suspeitos de meningite. É fundamental que os pais mantenham a vacinação das crianças e adolescentes em dia, garantindo que elas estejam protegidas contra as principais doenças”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

Com o uso da técnica RT-PCR, as amostras, que precisariam ser enviadas para outros laboratórios do país, podem ser analisadas pelo Lacen, um laboratório público de referência nacional, com estrutura e tecnologia de ponta que promove mais celeridade na liberação dos resultados.

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“A meningite é de notificação compulsória e deve ser comunicada às autoridades de saúde em até 24 horas após a identificação do caso suspeito. Dessa forma, a área responsável pode adotar medidas rápidas e estratégicas de investigação e, se necessário, gerar a interrupção da cadeia de transmissão”, afirmou a diretora do Lacen, Elaine Cristina de Oliveira.

Saiba mais sobre a meningite

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, geralmente causada por infecções. Pode ser provocada por vírus, bactérias ou, mais raramente, fungos, sendo as formas bacterianas as mais graves. Os principais sintomas incluem febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos e, em casos mais severos, confusão mental.

Uma das principais causadoras da meningite é a bactéria Neisseria meningitidis (meningococo), que é considerada grave e pode acometer pessoas de todas as idades. É essa bactéria que causa a doença meningocócica.

A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, por meio de secreções respiratórias de indivíduos infectados ou doentes. O período de incubação varia de dois a dez dias, sendo, em média, de três a quatro dias.

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Entre os tipos de meningite, destacam-se: a doença meningocócica (que apresenta diferentes sorogrupos, como A, B, C, Y, W e X), meningite tuberculosa, meningites por outras bactérias, meningite por hemófilos, meningite por pneumococos e meningites fúngicas.

Além disso, a meningite também pode ser contraída por fatores não infecciosos, como traumas, doenças inflamatórias, uso de medicamentos e neoplasias (crescimentos anormais de células que se multiplicam de forma descontrolada, sendo benignos ou malignos).

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a vacina meningocócica do tipo C, aplicada em bebês dos três aos cinco meses, e a vacina meningocócica conjugada, que protege contra os tipos A, C, W e Y, e é aplicada como dose de reforço em crianças de até 12 meses de idade e para adolescentes de 11 a 14 anos.

A cobertura vacinal de meningococo C em menores de 1 ano é de 98,72% em Mato Grosso.

*Sob a supervisão de Ana Lazarini

Fonte: Governo MT – MT

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