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Fifa Series e investimentos do Governo marcam novo avanço do futebol feminino em MT

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A realização do Fifa Series na Arena Pantanal, em Cuiabá, representa um novo marco para o futebol feminino em Mato Grosso e consolida uma política contínua de investimentos do Governo do Estado no esporte.

Somente em 2025, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) investiu R$ 7 milhões no futebol feminino, sendo R$ 3,5 milhões para a equipe do Mixto Esporte Clube (série A1), R$ 2 milhões destinados à Sociedade Ação Futebol (série A2), de Santo Antônio de Leverger, e R$ 1,5 milhão para o time do Várzea Grande Esporte Clube Feminino (série A3), antigo Clube Esportivo Operário Várzea-grandense, o “chicote da fronteira”.

O secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura também destaca o programa Mato Grosso Série A, iniciativa do governo que patrocina clubes profissionais de futebol que disputam as séries A e B do Campeonato Brasileiro com até R$ 3,5 milhões, promovendo o futebol feminino no Estado.

“Competições internacionais como o Fifa Series atraem, sem dúvida, novas atletas para o esporte e encerram definitivamente o estigma sobre a participação feminina em um esporte considerado de ‘homens’ pela cultura brasileira. Nós temos o programa Mato Grosso Série A, que garante condições financeiras às equipes para se manterem e, se tudo der certo, subirem nas séries do Campeonato Brasileiro. Tudo isso fortalece toda a rede de futebol profissional feminino em Mato Grosso”, explica David Moura.

O Mixto Esporte Clube, a Sociedade Ação Futebol e o Várzea Grande Esporte Clube Feminino estão no Campeonato Brasileiro de Futebol 2026. Com os investimentos do Estado, é esperado que o Fifa Series fortaleça a atenção do público para o futebol feminino local e desperte a atenção da nova geração. Se no passado o sonho de todo menino brasileiro era ser jogador de futebol profissional, agora vê-se a disseminação do esporte entre as meninas também.

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“Meu sonho é ser jogadora de futebol. Acho que comecei a praticar com sete anos. Aprendi com meu irmão. Sou fã da Gio Queiroz Garbelini. Ela é muito boa”, destaca a estudante Laura Monteiro, durante o intervalo do jogo entre Brasil e Canadá, neste sábado, pelo FIFA Series.

Prestes a completar 11 anos, a aluna Mariana Alves da Rocha começou a jogar bola com os primos há praticamente dois anos. Apaixonada pelo esporte, ela diz orgulhosa que “joga melhor do que todos eles”.

Ainda sem idade para ingressar no time de base da escola, ela aguarda ansiosamente o momento de poder competir. “Falta um ano para eu entrar no time no colégio. Sou muito fã da Ludmilla. Ela dá bons passes e faz gols bonitos”, avalia.

Mariana tem consciência da importância de campeonatos como o FIFA Series para a promoção do futebol feminino. “Muitas meninas têm medo, vergonha de jogar. Acho importante para encorajar mais meninas”, frisa.

A professora de Educação Física em Rondonópolis, Sueli Xavier, compartilha a luta dos profissionais da área para incentivar o esporte entre as meninas. “Buscamos participar de competições e marcamos partidas amistosas com equipes de outras escolas. As atletas profissionais são multiplicadoras de jogadoras de futebol feminino, e as meninas, desde muito novas, já têm aquele ímpeto de querer participar. Estava observando a torcida, e a sensação é de que o público feminino é maior do que o masculino. Vi muitas mulheres, e isso fortalece o esporte entre elas”, destaca.

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O técnico do Várzea Grande, Athaide Mello, acredita que o Fifa Series aumenta o nível de exigência e motiva as atletas a evoluírem física e tecnicamente. “Também tende a ampliar o interesse dos clubes em captar novas jogadoras, fortalecendo o futebol feminino como um todo”, avalia.

O presidente da Sociedade Ação Futebol, João Benedito, destaca a importância do programa e do Fifa Series para a consolidação do futebol feminino no Estado. “Quero parabenizar todo o Governo de Mato Grosso por não medir esforços para trazer este grande evento para Cuiabá. Sem dúvida, é um espetáculo de grande importância para a valorização do futebol feminino. Cuiabá ganhou muito com o evento, e a gente espera que a CBF e a própria Federação promovam outros eventos dessa grandeza”, pontua.

Há três anos, João Benedito trabalha com o futebol feminino. O evento internacional entusiasma as atletas a alçar voos mais altos. A equipe do Ação conquistou a vaga na segunda divisão nacional após ser semifinalista da Série A3 do Brasileiro em 2024. Na ocasião, o time foi eliminado pelo Vasco. Na campanha deste ano, o Ação disputou quatro partidas, com duas vitórias, um empate e uma derrota. “Após o Fifa Series, vamos com força total buscar uma vaga na primeira divisão do Brasileirão feminino”, frisa o presidente do time.

Fonte: Governo MT – MT

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Lacen de Mato Grosso é referência em análise laboratorial de meningites

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O Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen-MT), gerido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), atua como referência em análise laboratorial dos vários tipos de meningites, realizando exames essenciais para a confirmação rápida e precisa da doença.

A partir de 2024, com a implementação da técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (RT-PCR), o laboratório passou a identificar simultaneamente os principais agentes causadores da meningite, como vírus, bactérias e fungos, além de permitir a identificação da bactéria (sorogrupagem) que causa a doença meningocócica (uma das formas mais graves de meningite), com resultados liberados em até 24 horas.

Entre janeiro de 2023 e abril de 2026, foram liberados 1.174 exames para investigação de meningite bacteriana.

“O Lacen recebeu muitos investimentos nos últimos anos e, hoje, desempenha um papel fundamental na rede pública de saúde, ao garantir diagnósticos rápidos e precisos para casos suspeitos de meningite. É fundamental que os pais mantenham a vacinação das crianças e adolescentes em dia, garantindo que elas estejam protegidas contra as principais doenças”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

Com o uso da técnica RT-PCR, as amostras, que precisariam ser enviadas para outros laboratórios do país, podem ser analisadas pelo Lacen, um laboratório público de referência nacional, com estrutura e tecnologia de ponta que promove mais celeridade na liberação dos resultados.

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“A meningite é de notificação compulsória e deve ser comunicada às autoridades de saúde em até 24 horas após a identificação do caso suspeito. Dessa forma, a área responsável pode adotar medidas rápidas e estratégicas de investigação e, se necessário, gerar a interrupção da cadeia de transmissão”, afirmou a diretora do Lacen, Elaine Cristina de Oliveira.

Saiba mais sobre a meningite

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, geralmente causada por infecções. Pode ser provocada por vírus, bactérias ou, mais raramente, fungos, sendo as formas bacterianas as mais graves. Os principais sintomas incluem febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos e, em casos mais severos, confusão mental.

Uma das principais causadoras da meningite é a bactéria Neisseria meningitidis (meningococo), que é considerada grave e pode acometer pessoas de todas as idades. É essa bactéria que causa a doença meningocócica.

A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, por meio de secreções respiratórias de indivíduos infectados ou doentes. O período de incubação varia de dois a dez dias, sendo, em média, de três a quatro dias.

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Entre os tipos de meningite, destacam-se: a doença meningocócica (que apresenta diferentes sorogrupos, como A, B, C, Y, W e X), meningite tuberculosa, meningites por outras bactérias, meningite por hemófilos, meningite por pneumococos e meningites fúngicas.

Além disso, a meningite também pode ser contraída por fatores não infecciosos, como traumas, doenças inflamatórias, uso de medicamentos e neoplasias (crescimentos anormais de células que se multiplicam de forma descontrolada, sendo benignos ou malignos).

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a vacina meningocócica do tipo C, aplicada em bebês dos três aos cinco meses, e a vacina meningocócica conjugada, que protege contra os tipos A, C, W e Y, e é aplicada como dose de reforço em crianças de até 12 meses de idade e para adolescentes de 11 a 14 anos.

A cobertura vacinal de meningococo C em menores de 1 ano é de 98,72% em Mato Grosso.

*Sob a supervisão de Ana Lazarini

Fonte: Governo MT – MT

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