Mato Grosso

Seduc alinha ações do programa de fortalecimento pedagógico em reuniões com gestores da rede

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) iniciou uma nova etapa de preparação do Programa de Fortalecimento de Práticas Pedagógicas (PFPP) para 2026. Gestores, coordenadores e consultores se debruçaram sobre o que precisa funcionar dentro da escola, entre elas, a observação da aula, a escuta do professor, a leitura do que acontece entre docente e estudante e o apoio formativo a partir dessa rotina.

Os encontros presenciais ocorreram na segunda-feira (13.4), nas Escolas Estaduais Professora Maria Hermínia Alves, em Cuiabá, e Irene Gomes, em Várzea Grande. Eles marcaram o início do ciclo de sensibilização do programa, que integra o Projeto Aprendizado Digital, Inclusivo e Sustentável (Padis-MT), desenvolvido pela Seduc em parceria com o Banco Mundial.

A proposta das reuniões foi ajustar a execução das metodologias de observação e mentoria diretamente nas unidades escolares. Mais do que apresentar uma agenda, o trabalho buscou combinar procedimento, linguagem e finalidade, para que as ferramentas cheguem à escola com clareza e não se percam no caminho entre a orientação técnica e a sala de aula.

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Participaram das atividades consultores técnicos do Padis-MT, convidados pelo ponto focal do programa, professor Joabson Pena. Ao longo dos encontros, a discussão girou em torno das condições concretas de implantação nas unidades e do acompanhamento pedagógico que agora será realizado com os professores.

No centro desse processo estão duas ferramentas já incorporadas ao programa: o Teach, voltado à observação em sala, e o Coach, voltado à mentoria. Na prática, elas ajudam a observar com mais precisão as interações em aula e a transformar esse olhar em uma devolutiva formativa, com foco no aprimoramento do trabalho pedagógico.

O acompanhamento é voltado a professores de Língua Portuguesa e Matemática que atuam nos 6º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e na 2ª e 3ª série do Ensino Médio. O alcance da iniciativa cresceu rapidamente. Em 2024, o programa começou em caráter piloto, com 80 escolas. Em 2025, avançou para 200 unidades distribuídas nas 13 diretorias regionais de educação, chegando hoje a cerca de 1.700 professores a impactar 86 mil estudantes da rede estadual.

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Embora as reuniões presenciais tenham se concentrado na região metropolitana, as demais regiões também participaram por meio de encontros virtuais. A medida permitiu manter o mesmo alinhamento metodológico em toda a rede e preparar o terreno para a execução do programa no próximo ano.

Para a Seduc, com o PFPP, a Pasta busca fortalecer a prática pedagógica no cotidiano da escola, qualificar a formação continuada dos professores e conferir mais consistência ao acompanhamento das aprendizagens. Inserido no Padis-MT, o programa integra um esforço mais amplo do Governo de Mato Grosso para aprimorar a gestão educacional e sustentar uma escola pública mais inclusiva e eficiente. A partir de agora, encontros ocorrerão nas Diretorias Regionais de Educação (DREs), com agendas previstas para até o final deste ano.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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