O Governo de Mato Grosso vai realizar uma obra de adequação da Avenida Dubai, localizada em Cuiabá. Será feita uma extensão da avenida, com o objetivo de permitir uma ligação com a Avenida Miguel Sutil.
A via, que sai da região da MT-010, termina atualmente na Avenida Mário Palma, na região do Bairro Ribeirão do Lipa. O Governo vai implantar um novo trecho de 1,25 km, levando a Avenida até a rotatória localizada em frente ao Centro de Eventos do Pantanal, na Avenida Bernardo Antônio de Oliveira Neto.
Com isso, a Avenida Dubai se transformará em uma nova ligação entre a região da MT-010 e a Avenida Miguel Sutil. Além disso, a obra irá facilitar o acesso ao Hospital Municipal de Cuiabá, já que haverá uma pista para retornar à unidade hospitalar.
A obra está orçada em R$ 18,5 milhões e o edital da licitação foi publicado no dia 2 de abril.
A licitação está marcada para o dia 05 de maio, por meio do Sistema de Aquisições Governamentais (Siag).
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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