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Sinop recebe pacote superior a R$ 200 milhões e reforça articulação de Dilmar Dal Bosco

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Sinop voltou a concentrar agenda de entregas e autorizações do Governo de Mato Grosso, com um conjunto de investimentos que supera R$ 200 milhões e alcança áreas decisivas para o crescimento urbano e social do município. O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União), acompanhou, na última sexta-feira (13), ao lado do governador Mauro Mendes (União), da primeira-dama Virginia Mendes e do prefeito Roberto Dorner (PL), a inauguração da Escola Estadual Enio Pipino e participou, no bairro Jardim Califórnia, do evento que reuniu anúncios para habitação, educação, infraestrutura, agricultura familiar, saúde, mobilidade e segurança pública.

Eleito por Sinop, Dilmar tratou a agenda como mais um capítulo de uma relação política construída com presença, cobrança e compromisso com a cidade. Ao longo do evento, ele reforçou que os resultados entregues agora não nasceram de um gesto isolado, mas de uma atuação permanente junto ao governador Mauro Mendes desde o primeiro dia do mandato.

“Sinop é a minha casa, é a cidade que eu represento com orgulho e responsabilidade. Acho que o mais importante é a oportunidade que Sinop teve de eu ser líder do governador Mauro Mendes, na Assembleia Legislativa. Sete anos e três meses fazendo parte do governo, ajudando o governo, ajudando o estado de Mato Grosso, brigando, reivindicando recursos para vir para a minha cidade, onde eu resido. Um exemplo, você pega quase R$ 500 milhões que nós já providenciamos, a exemplo, a Estrada Nancy, Estrada Ângela, a Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica , o Corpo de Bombeiros, o Batalhão da Polícia Militar, dinheiro que nós trouxemos para a saúde pública, R$ 14,8 milhões para o Hospital Municipal, ambulâncias, a reforma do Hospital Regional, e agora, mais R$ 8 milhões na saúde, mais 3 convênios de estradas vicinais”, afirmou.

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“Outro exemplo é o turismo para Sinop, que é o Cortado, a Estrada da Adalgiza novamente, a MT-140, a duplicação, que vai dar um alívio a Sinop, evitar acidentes naquele trecho, a MT-438 que é a antiga Estrada Rosa, que é mais R$ 42 milhões, somando-se quase R$ 380 milhões a mais, que eu trabalhei junto com o governador Mauro Mendes para trazer para cá, Porque tem uma parceria com o prefeito, Roberto Dorner, que tem feito e executado muitas parcerias”, completou o parlamentar.

Programação – Na habitação, houve autorização para concessão de entrada facilitada do programa SER Família Habitação para 96 casas do Residencial Pienza, 96 casas do Residencial Gente Feliz 1 e 64 casas do Residencial Gente Feliz 2. Também foram entregues ações do programa SER Família, marca social conduzida pela primeira-dama Virginia Mendes.

Na avaliação de Dilmar, a presença simultânea de obras físicas e políticas públicas voltadas às famílias mostra uma linha de governo voltada para atender a cidade de forma mais ampla.

“Quando o estado chega com moradia, assistência social, escola, estrada, equipamentos e saúde, ele não atende apenas uma demanda imediata, ele melhora a vida das pessoas de forma concreta”, disse.

Na educação, a agenda em Sinop teve peso especial. Além da inauguração da Escola Estadual Enio Pipino, foram autorizadas as ordens de serviço para construção de novas escolas estaduais nos bairros Santa Cecília, Dauri Riva, Jardim das Oliveiras, Ernandy Baracat e Vila Verde.

O pacote inclui ainda a construção de quadra poliesportiva na Escola Estadual Paulo Freire, a reconstrução do prédio da Escola Estadual Carlos Drummond de Andrade para atender a Escola Municipal Valmor Copati, a ampliação da Escola Municipal Laura Herondina, no bairro Bom Jardim, a construção de nova escola no Jardim Araguaia, a reforma da Escola Técnica Estadual e a entrega de quatro ônibus escolares, além de um ônibus para transporte de atletas.

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A frente de infraestrutura também avançou com autorização para recuperação de asfalto em ruas e avenidas da cidade, asfaltamento de 55,9 quilômetros da MT-222 entre Sinop e Sorriso, construção de uma nova unidade da Ciretran e repasse de equipamentos para o Hospital Municipal.

No setor produtivo, houve entrega de retroescavadeira, motoniveladora, pá carregadeira e caminhão-baú, além do repasse de caminhão-pipa para fortalecer a agricultura familiar. A agenda incluiu ainda vistoria à nova sede da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado, reforçando o alcance institucional do pacote apresentado em Sinop.

Ao encerrar a participação no evento, Dilmar destacou que sua trajetória política sempre esteve alinhada à defesa dos interesses de Sinop e à sustentação do projeto administrativo liderado por Mauro Mendes. Para o parlamentar, os investimentos apresentados confirmam uma relação de lealdade política que produz resultado prático para a população.

“Tenho orgulho de ser o único deputado eleito por Sinop e de poder contribuir com a minha cidade em cada etapa desse processo. A minha lealdade ao governador Mauro Mendes sempre esteve acompanhada de uma missão muito clara, que é lutar por Sinop, defender o que a cidade precisa e ajudar a construir entregas que deixem marca no presente e no futuro”, concluiu Dal Bosco.

Fonte: ALMT – MT

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Grupo de Trabalho da ALMT debate impactos sociais e ambientais da inteligência artificial

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (15), mais uma reunião do Grupo de Trabalho (GT) responsável por acompanhar, promover estudos e propor medidas relacionadas à implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A principal pauta do encontro foi a palestra “O custo social e ambiental da Inteligência Artificial diante dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU”, ministrada pelo advogado, biólogo e mestrando em Política Social pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Felipe Goffi Portela.

Participaram da reunião o presidente do GT, André Luis Rufino, a relatora Clara Vaz e o secretário José Carlos Bazan. O debate abordou os impactos da crescente utilização da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho, o consumo de energia e água, além dos desafios relacionados à desigualdade social e aos vieses presentes nos sistemas tecnológicos.

Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela destacou a necessidade de ampliar o debate sobre a inteligência artificial para além dos benefícios normalmente divulgados pelas grandes empresas de tecnologia.

“É importante que nós tenhamos uma discussão além da publicidade e dessa magia que é vendida por essas empresas. Precisamos entender o que existe por trás dessa tecnologia e quais são os impactos que ela gera para a sociedade”, afirmou.

Segundo o palestrante, a inteligência artificial depende de uma enorme estrutura física e humana para funcionar. Ele explicou que os sistemas utilizam grandes volumes de dados, demandam equipamentos de alta capacidade e consomem grandes quantidades de energia e água por meio dos data centers.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

“Quando falamos em nuvem, muitas pessoas imaginam algo abstrato, mas essa nuvem é formada por data centers espalhados pelo mundo. Existe uma estrutura física gigantesca sustentando esses sistemas, e isso tem custos ambientais e sociais que muitas vezes não aparecem para o usuário final”, observou.

Outro ponto destacado foi o impacto da inteligência artificial sobre o trabalho. De acordo com o especialista, parte da tecnologia é alimentada por trabalhadores que realizam tarefas repetitivas e pouco valorizadas, muitas vezes em países em desenvolvimento.

“A inteligência artificial não aprende de forma mágica. Ela depende de milhões de dados que são organizados e tratados por pessoas. Muitas dessas atividades são mal remuneradas e não geram qualificação profissional para quem as executa”, explicou.

Na área ambiental, Portela alertou para o elevado consumo de recursos naturais necessários para manter os data centers em funcionamento.

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“Essas estruturas possuem uma pegada hídrica muito forte. São bilhões de litros de água utilizados para resfriar os equipamentos, além de uma demanda crescente por energia elétrica. Precisamos avaliar quais são os benefícios que essas instalações deixam para as comunidades onde são implantadas”, afirmou.

A relatora do GT, Clara Vaz, chamou atenção para a necessidade de refletir sobre formas de reduzir os impactos gerados pelo uso crescente da inteligência artificial.

“Quando discutimos desenvolvimento sustentável, o objetivo é justamente reduzir os impactos sociais, econômicos e ambientais. Diante desse cenário, precisamos refletir sobre o uso consciente da inteligência artificial e sobre mecanismos que possam minimizar esses efeitos”, destacou.

Ao responder aos questionamentos da relatora, Luiz Felipe afirmou que a inteligência artificial já está integrada a diversas atividades do cotidiano e dificilmente deixará de ser utilizada. Para ele, o caminho passa pela conscientização e pela criação de regras que garantam um desenvolvimento mais equilibrado da tecnologia.

“Não acredito que seja possível simplesmente parar de usar a inteligência artificial. O principal é compreender os impactos gerados por essa tecnologia e avançar no debate sobre formas de regulação que permitam um uso mais sustentável e responsável”, defendeu.

Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela também chamou atenção para os riscos relacionados às bases de dados utilizadas para treinar os sistemas de inteligência artificial. Segundo ele, como essas tecnologias aprendem a partir de informações produzidas pela própria sociedade, acabam reproduzindo preconceitos e desigualdades já existentes.

“O problema é que a inteligência artificial não cria conhecimento sozinha. Ela aprende com os dados que recebe. Se a sociedade produz desigualdades e preconceitos, esses padrões também podem aparecer nos sistemas”, explicou.

O palestrante apresentou exemplos de pesquisas internacionais que apontam falhas em sistemas de reconhecimento facial, especialmente na identificação de pessoas negras. Segundo ele, estudos demonstram taxas de erro significativamente maiores quando a tecnologia é aplicada a mulheres negras em comparação com homens brancos.

Portela também destacou casos já registrados no Brasil em que cidadãos foram abordados ou detidos injustamente após erros em sistemas automatizados de reconhecimento facial.

“Quando um sistema erra, precisamos discutir quem será responsabilizado por esse erro e quais mecanismos de fiscalização existem para evitar que a tecnologia prejudique a vida das pessoas”, alertou.

Outro exemplo apresentado envolveu a geração de imagens por inteligência artificial. O pesquisador demonstrou que, ao solicitar imagens de pessoas em determinadas profissões ou condições sociais, os sistemas tendem a reproduzir estereótipos raciais e econômicos presentes nos bancos de dados utilizados para o treinamento das plataformas.

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Para ele, o avanço da inteligência artificial exige transparência, auditorias independentes e mecanismos de controle social capazes de identificar possíveis vieses discriminatórios.

“A tecnologia não é neutra. Ela reflete os dados que recebe e as escolhas feitas durante seu desenvolvimento. Por isso, é fundamental que haja fiscalização e acompanhamento desses sistemas”, afirmou.

Além de apresentar os impactos sociais, ambientais e econômicos da inteligência artificial, o palestrante também sugeriu possíveis frentes de atuação para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entre elas, a criação de mecanismos de acompanhamento e fiscalização da implantação de sistemas de inteligência artificial utilizados pelo poder público, especialmente nas áreas de segurança, reconhecimento facial e prestação de serviços à população.

O palestrante defendeu ainda a realização de auditorias independentes em sistemas automatizados, o fortalecimento da transparência no uso de algoritmos e a ampliação do debate sobre a regulação da inteligência artificial, de forma a garantir que a inovação tecnológica esteja alinhada à proteção dos direitos fundamentais e aos princípios da Agenda 2030.

Segundo ele, a participação do Poder Legislativo é fundamental para avaliar os impactos dessas tecnologias antes de sua adoção em larga escala.

“Faz parte do papel da Assembleia pensar como esse uso será construído e fiscalizar de fato esses sistemas. Muitas vezes se observa apenas o resultado apresentado pela tecnologia, mas é preciso também avaliar os erros e os impactos que podem atingir a população”, destacou.

O presidente do Grupo de Trabalho, André Luis Rufino, destacou que o debate contribui diretamente para os trabalhos desenvolvidos pela ALMT em torno da Agenda 2030 e poderá subsidiar futuras iniciativas legislativas.

“Essa discussão é extremamente importante porque a inteligência artificial já está presente no cotidiano das pessoas e na administração pública. O Grupo de Trabalho, criado por iniciativa do deputado estadual Wilson Santos (PSD), tem justamente a missão de estudar esses temas, identificar desafios e buscar caminhos para que Mato Grosso avance de forma sustentável. As sugestões apresentadas durante a palestra serão analisadas e poderão subsidiar indicações, propostas legislativas e outras medidas que venham a ser discutidas e tramitadas na Assembleia Legislativa”, pontuou André Luis.

Fonte: ALMT – MT

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