Mato Grosso

Obras do BRT seguem com execução de nova camada de asfalto na Prainha

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As obras de implantação do Sistema BRT em Cuiabá e Várzea Grande continuam com a aplicação de uma nova camada de asfalto ao longo da Avenida Tenente-Coronel Duarte (Prainha). Outras frentes de serviço seguem em andamento nas Avenidas Historiador Rubens de Mendonça (do CPA) e XV de Novembro. Todas essas vias estão na capital mato-grossense.

Na próxima semana, o trabalho para o novo asfalto será executado no trecho entre a Igreja do Rosário e a Praça Ipiranga. Primeiro será realizada a fresagem, ou a raspagem do asfalto antigo, seguida pelo recapeamento.

Já no trecho entre a Avenida Dom Bosco e a Avenida XV de Novembro, a nova capa de asfalto será executada tão logo os serviços de drenagem realizados pela Águas Cuiabá sejam finalizados. Neste trecho, também está sendo executada a base de concreto no canteiro central.

No trecho próximo ao Shopping Popular, está sendo executada a drenagem, com instalação de tubulações, poços de visita e bocas de lobo. A drenagem também é realizada na travessa José Aníbal Bouret, que estará interditada.

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Já as obras na Avenida do CPA poderão provocar interdições parciais das faixas da direita, para que seja realizada a adequação, limpeza e desobstrução das caixas de drenagem existentes.

Também estão sendo realizados serviços para implantação do Parque Linear, com a concretagem de ciclovias e calçadas próximo à Havan, plantio de grama e aterro do canteiro central.

Novo retorno

Em parceria com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá, um novo retorno está sendo liberado ao lado do Comper, para os motoristas que estão indo para o centro, mas querem retornar para o CPA.

O retorno, assim como os outros liberados anteriormente, funcionará com a laçada de quadra, ou seja, os motoristas deverão entrar na rua que fica entre o Comper e a Havan, dar a volta na quadra e fazer o cruzamento pela Avenida Tuiuiú, na outra lateral do Comper.

Do outro lado, para quem está indo para o bairro, mas quer voltar para o centro, a opção de retorno é entrar na Avenida Argélia (lateral do Shopping Pantanal), depois entrar na primeira à direita na Rua Gentil Esteves, novamente à direita na Avenida Nigéria, para fazer o cruzamento.

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Complexo Leblon

As obras do Complexo Leblon também seguem em andamento com a execução dos muros de contenção da trincheira e aterros na lateral. Em frente à Todimo, é realizada a perfuração de estacas do novo viaduto, execução dos blocos das travessas e escavação de contenções.

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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