POLÍTICA NACIONAL

CPI do Crime: fundador da Reag, Mansur nega fraudes e associação com PCC

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Ouvido pela CPI do Crime Organizado nesta quarta-feira (11), João Carlos Falbo Mansur, ex-presidente do conselho de administração da Reag Investimentos, negou qualquer envolvimento com lavagem de dinheiro para facções criminosas. Liquidada pelo Banco Central em janeiro deste ano, a Reag foi apontada pela operação Carbono Oculto, da Polícia Federal e da Polícia Civil de São Paulo, como suspeita de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Fundador da Reag, Mansur também foi alvo da operação Compliance Zero, da PF, que investiga as fraudes do Banco Master, também liquidado pelo Banco Central.

Mansur se manteve calado durante quase toda a reunião, mas disse a instituição financeira que fundou foi “penalizada por ser grande e independente”.

Presidente da CPI, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) lembrou que, de acordo com a operação Carbono Oculto, fundos administrados pela Reag teriam sido usados para movimentar cerca de R$ 250 milhões para o PCC. A operação, iniciada em agosto de 2025, apurou a infiltração do crime organizado em setores da economia, como o de combustíveis e financeiro.

— Ao que atribui essa operação, então? [O senhor diz ter] um negócio em que ‘tudo está da melhor forma possível’ e de repente passa uma operação da polícia em cima da empresa… — indagou Contarato, autor do pedido de convocação de Mansur.

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Para o depoente, a operação que investigou a Reag foi um “rolo compressor indevido”. Ele também minimizou a relação da Reag com o Banco Master.

— O Banco Master era um dos nossos clientes, como outros bancos, cerca de sete ou oito instituições financeiras […].  Até agosto, tínhamos aproximadamente 700 fundos de investimentos distribuídos em cerca de 300 grupos empresariais e famílias. Sempre fomos auditados por empresas internacionais. Eram 12 pessoas no nosso departamento de compliance. A gente é uma companhia aberta, a gente presta regularmente informações ao mercado — disse Mansur.

Master

Contarato destacou que a operação Compliance Zero apura esquema que forjava a solidez do Master, desviava recursos do sistema financeiro e intimidava adversários. Pelas investigações, iniciadas pelo Banco Central, a Reag teria inflado ativos artificialmente, beneficiando o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro. Relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE) apontou o aliciamento de agentes públicos e políticos.

— É muito remoto que nós tenhamos algum partido relevante no Brasil que não tenha integrante de destaque envolvido nesse escândalo. Parece que estamos falando de coisas etéreas, mas não. Os aposentados que tiveram seus fundos de pensão saqueados [por meio de investimentos no Banco Master] vão ter que pagar, seguramente, para uma recomposição de caixa — disse Alessandro Vieira.

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Silêncio

Mansur manteve-se a maior parte do tempo calado, amparado por um habeas corpus emitido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Os senadores divergiram sobre eventual abuso de direito de defesa. Na avaliação de Alessandro Vieira, a decisão de Dino claramente se restringia às perguntas que o incriminassem. Ele afirmou que notificará Dino da suposta irregularidade cometida por Mansur, que se negou a responder outras perguntas.

Contarato e o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice-presidente da CPI, defenderam o direito de Mansur se manter calado durante o tempo que desejasse.

Depoimento adiado

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não compareceu à reunião para informar sobre a atuação das facções criminosas no estado e o trabalho do governo gaúcho no combate ao crime. O convite foi proposto pelo relator (REQ 1/2025 – CPICrime).

A assessoria informou que Leite tinha compromissos previamente assumidos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Oficina Legislativa promove premiação para estudantes e professores do DF

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A Oficina Legislativa do Senado Federal iniciou, nessa quarta-feira (29), o cadastro de propostas legislativas para a premiação de estudantes e professores do Distrito Federal. A iniciativa vai reconhecer, na categoria aluno, os dois autores das ideias legislativas com maior número de apoios no portal e-Cidadania. Na categoria professor, serão premiados os dois docentes com maior número de alunos com ideias aprovadas e publicadas. 

Criada em 2020, a Oficina Legislativa busca aproximar estudantes do processo legislativo. A atividade estimula a identificação de problemas nas comunidades e a elaboração de propostas que podem se transformar em projetos de lei.  

Nesta edição piloto de 2026, somente as instituições públicas e privadas do Distrito Federal podem participar. Serão entregues quatro notebooks, doados pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), sendo dois para estudantes e dois para professores. 

Como funciona 

Podem participar estudantes a partir de 12 anos e professores de instituições de ensino público e privado do Distrito Federal, incluindo educação básica, ensino técnico e superior, além de modalidades como Educação de Jovens e Adultos (EJA), ensino especial, do campo, indígena e quilombola.  

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Para concorrer, o professor deve cadastrar ao menos uma turma no sistema e gerar um código. Os alunos devem utilizar esse código ao enviar suas ideias legislativas pelo portal e-Cidadania, vinculando a proposta à turma. Os vencedores precisarão comprovar vínculo com a instituição de ensino por meio de ofício assinado via Gov.br. 

Cronograma

  • Cadastro de ideias: de 29 de abril a 5 de novembro de 2026. 
  • Contagem de apoios: de 29 de abril a 20 de novembro de 2026. 
  • Divulgação do resultado preliminar: até 4 de dezembro de 2026. 
  • Prazo para recursos: até três dias úteis após a divulgação do resultado preliminar. 
  • Resultado final: após a análise dos recursos. 

Mais informações estão disponíveis no regulamento da premiação. 

Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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