Mato Grosso

Bombeira militar de MT se classifica e vai disputar Mundial de Triathlon 2026

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Juliana Dalila Amorim Pereira Leite, cabo do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), foi classificada para o Campeonato Mundial de Triathlon Sprint Age Group 2026. A competição será realizada no mês de setembro, na cidade de Pontevedra, na Espanha, sob organização da World Triathlon.

Triatleta há mais de cinco anos, a bombeira militar garantiu a vaga após conquistar o título do Campeonato Estadual de Triathlon Sprint de Mato Grosso em 2025, vencendo as três etapas do Circuito Supera. O desempenho de destaque consolidou sua classificação para representar o Estado na competição mundial.

A cabo BM Dalila destaca que a conquista é fruto de disciplina, constância e dedicação diária aos treinos. Com acompanhamento de assessoria esportiva, ela se lança em corridas, mergulhos, pedaladas e exercícios de força. O desafio, segundo ela, é equilibrar o preparo físico de alto rendimento com a vida de bombeira, sempre alerta e em prontidão para as missões que surgirem.

“Sou bolsista da minha assessoria e sigo a planilha de treinos com muita disciplina, conciliando com a minha missão sendo bombeira. Treino todos os dias. As modalidades são divididas ao longo da semana e há dias em que realizo duas sessões de treino”, explicou.

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Ainda segundo a bombeira militar, a preparação segue intensa até o mês da competição. E, além do preparo físico, ela levará consigo o espírito competitivo e o preparo psicológico para enfrentar atletas de alto nível, superar desafios e representar com honra Mato Grosso em uma competição de alcance mundial.

“Será a primeira vez que participo de um evento desse porte e estou ansiosa por viver a experiência representando o meu estado e país. Disseram que o clima é de Copa do Mundo, inclusive há desfile das nações na abertura do evento, que tem cinco dias de programação. Estou muito feliz”, afirmou.

A participação da bombeira militar no Mundial reforça o incentivo da corporação ao esporte e a valorização da atividade física como ferramentas de desenvolvimento pessoal, disciplina e preparo profissional. A conquista também busca inspirar outros militares a seguirem o caminho do esporte.

Assim como a cabo BM Dalila, outras nove mulheres e 17 homens, todos atletas mato-grossenses, também se classificaram para participar da competição mundial em diferentes em diferentes categorias. Além de Mato Grosso, competidores de outros estados também irão compor a delegação brasileira que participará do mundial.

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Campeonato Mundial de Triathlon Sprint Age Group 2026

O Campeonato Mundial de Triathlon Sprint Age Group 2026 será realizado de 23 a 27 de setembro. Ao longo da semana, haverá a Cerimônia de Abertura, Desfile das Nações e a coroação dos Campeões Mundiais de Elite.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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