Um motorista de ônibus escolar vinculado ao município de Poxoréu, investigado pelo cometimento de estupro de vulnerável, foi preso pela Polícia Civil, nesta sexta-feira (30.1).
O suspeito, de 38 anos, teve os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão decretados pelo juízo da Comarca local, após investigação da Delegacia de Poxoréu para apurar o crime.
Conforme o delegado, Rafael Fossari, as ordens judiciais foram decretadas pelo juízo após representação formal devidamente fundamentada em diligências investigativas realizadas ao longo da apuração dos fatos.
“A medida cautelar teve como objetivo a preservação da ordem pública, a proteção das vítimas e a garantia da regular instrução processual. As vítimas são menores de 12 anos, circunstância que evidencia a gravidade das condutas apuradas”, destacou o delegado.
Além do cumprimento do mandado de prisão, os investigadores cumpriram buscas nos endereços relacionados ao suspeito. Na ação foram apreendidos materiais de interesse da investigação, os quais serão analisados e juntados aos autos do inquérito policial.
Depois de preso em uma residência no bairro Cohab Xavante, o investigado foi conduzido à Delegacia de Poxoréu, onde foram adotadas todas as providências legais cabíveis, permanecendo à disposição do Poder Judiciário.
A operação transcorreu de forma tranquila e sem intercorrências, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a legalidade, a responsabilidade institucional e o enfrentamento rigoroso de crimes que atentam contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes.
As investigações seguem sob sigilo, a fim de resguardar as vítimas e assegurar a efetividade das apurações, podendo novas informações ser divulgadas oportunamente, em respeito ao devido processo legal.
A Polícia Civil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Militar Ambiental realizaram, nessa terça-feira (05.05), a Operação Canto da Liberdade, em que foram apreendidas 25 aves silvestres mantidas irregularmente em cativeiro, em Nova Xavantina.
Durante a ação, foram localizados pássaros das espécies bicudo e curió, aves silvestres de alto valor no comércio ilegal e que demandam de especial proteção ambiental, inclusive por integrarem grupos de espécies ameaçadas ou sob forte pressão do tráfico de fauna.
Conforme apurado, os animais eram mantidos em desacordo com a legislação ambiental vigente, sem a devida autorização dos órgãos competentes e em condições incompatíveis com o bem-estar animal.
Muitas aves apresentavam sinais de maus-tratos, com indícios de sofrimento, ferimentos e manutenção em ambiente inadequado, situação que reforça a gravidade da conduta investigada.
Além da manutenção irregular dos animais em cativeiro, foram encontrados indícios de falsificação e adulteração de sinais públicos de identificação, especialmente relacionados a anilhas e registros utilizados para controle oficial da criação de aves silvestres.
A suspeita é de que tais mecanismos fossem empregados para dar aparência de legalidade à circulação e comercialização irregular dos animais, com possível finalidade de tráfico de fauna silvestre.
As aves foram apreendidas e ficaram sob responsabilidade da equipe do Ibama, que adotará as providências necessárias para avaliação, cuidados, recuperação e destinação adequada dos animais.
Os suspeitos não foram localizados no momento da ação. Segundo as informações levantadas, eles já vinham sendo monitorados pelos órgãos ambientais e teriam adotado condutas para dificultar a fiscalização.
O delegado Flávio Leonardo Santana Silva destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos.
“A integração entre as forças de segurança e os órgãos de proteção ambiental é fundamental para combater crimes contra a fauna, reprimir o tráfico de animais silvestres e garantir a preservação do meio ambiente. A Polícia Civil já identificou os suspeitos e segue com as investigações para apurar a responsabilidade dos envolvidos pelos crimes ambientais, maus-tratos aos animais e eventuais crimes contra a fé pública”, afirmou o delegado.
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