POLÍTICA NACIONAL

Brasil terá relatório bienal com dados sobre violência contra mulheres

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O Brasil passará a divulgar, a cada dois anos, dados oficiais sobre a violência contra as mulheres. A medida está prevista na Lei 15.336, de 2026, sancionada na quinta-feira (8) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na edição desta sexta (9) do Diário Oficial da União (DOU).

A norma determina a publicação periódica de um relatório com informações do Registro Unificado de Violência contra as Mulheres, com o objetivo de qualificar a produção de dados e subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

O registro unificado é alimentado por órgãos estaduais e municipais de atendimento à mulher, como polícias e o sistema de Justiça, e reúne dados individualizados sobre vítimas e agressores. O instrumento foi criado pela Política Nacional de Dados e Informações relacionadas à Violência contra as Mulheres.

A nova lei tem origem no PL 5.881/2023, de autoria da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). No Senado, a proposta foi analisada pela Comissão de Segurança Pública (CSP), sob relatoria do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), e aprovada de forma definitiva pela Comissão de Direitos Humanos (CDH), com parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP).

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Durante a votação na CDH, Damares  defendeu a divulgação sistemática dos dados. 

— Não tem política pública sem números, não tem política pública sem indicadores. Como vamos proteger mulheres se não sabemos onde estão, o que está acontecendo e a motivação da violência contra a mulher?— apontou.

Após a aprovação no Senado, o projeto seguiu para a Câmara dos Deputados, onde foi aprovado sem alterações e encaminhado para sanção presidencial. A lei já está em vigor.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Partido de Cury tem histórico com Lula e já foi casa política de Janones

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O partido do presidenciável Augusto Cury, o Avante, chega à disputa eleitoral de 2026 carregando um histórico de proximidade com o campo político de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 2022, a legenda apoiou formalmente a candidatura do petista à Presidência desde o primeiro turno.

A relação com o governo Lula também aparece na atuação da bancada do partido no Congresso Nacional. Segundo levantamento do Radar do Congresso, produzido pelo Congresso em Foco e atualizado em agosto de 2026, os cinco deputados federais do Avante votaram, em média, 88% das vezes em sintonia com as orientações do governo. No Senado, o único representante da legenda, Marcos do Val, apresentou índice de alinhamento de 45%.

Outro nome associado à trajetória do Avante é o deputado André Janones. Ele foi eleito pela sigla em 2018 e reeleito em 2022. Naquele ano, chegou a ensaiar uma candidatura à Presidência da República, mas posteriormente declarou apoio a Lula.

Janones deixou o Avante em março de 2026, durante a janela partidária, e se filiou à Rede Sustentabilidade.

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Apesar desse histórico, Augusto Cury tenta construir uma candidatura própria e se apresentar como uma alternativa na corrida presidencial. O médico e escritor ganhou maior exposição após sua participação no debate da TV Band e passou a registrar aumento nas buscas pelo seu nome e no número de seguidores nas redes sociais.

A estratégia coloca Cury diante do desafio de estabelecer uma identidade política própria em uma legenda que, nos últimos anos, manteve vínculos eleitorais e parlamentares com o grupo governista.

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