POLÍTICA NACIONAL

CDH: país terá relatório com dados nacionais de violência contra mulher

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (26) a proposta que determina a publicação, a cada dois anos, de um relatório produzido com dados do Registro Unificado de Dados e Informações sobre Violência contra as Mulheres (PL 5.881/2023). O projeto teve decisão terminativa da comissão, e pode seguir para a Câmara dos Deputados sem passar pelo Plenário.

A proposta é da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da CDH, com parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). O Registro Unificado é composto por dados inseridos pelos órgãos estaduais e municipais de atendimento à mulher (como os das polícias e da Justiça), inclusive os individualizados sobre vítimas e agressores. Ele foi estabelecido pela Política Nacional de Dados e Informações relacionadas à Violência contra as Mulheres (Lei 14.232, de 2021).

Mara afirmou que a disseminação de “conhecimentos confiáveis” contribui para o exercício da cidadania e faz com que a razão e os direitos humanos ocupem maior espaço nas decisões públicas.

— É o melhor de dois mundos: produzir os dados e as análises e disseminar seu conteúdo entre a população, para que ela reflita antes de agir — disse a relatora.

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Damares afirmou que a aprovação é “mais um passo” na proteção dos direitos das mulheres e também enfatizou a importância da unificação dos dados para a efetividade das políticas.

A matéria segue para a Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso para que ela seja analisada no Plenário do Senado.

Prevenção aos feminicídios

Os senadores também aprovaram requerimento da senadora Mara Gabrilli para que a CDH avalie neste ano o Plano de Ação do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. A avaliação anual de políticas públicas é um dos trabalhos das comissões do Senado.

— O objetivo do plano é prevenir mortes violentas de mulheres por questão de gênero e, também, garantir os direitos e o acesso à justiça para todas as que se encontram em situação de violência e também para suas famílias. Serão R$ 2,5 bilhões em recursos para desenvolver 73 medidas — explicou Mara.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Partido de Cury tem histórico com Lula e já foi casa política de Janones

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O partido do presidenciável Augusto Cury, o Avante, chega à disputa eleitoral de 2026 carregando um histórico de proximidade com o campo político de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 2022, a legenda apoiou formalmente a candidatura do petista à Presidência desde o primeiro turno.

A relação com o governo Lula também aparece na atuação da bancada do partido no Congresso Nacional. Segundo levantamento do Radar do Congresso, produzido pelo Congresso em Foco e atualizado em agosto de 2026, os cinco deputados federais do Avante votaram, em média, 88% das vezes em sintonia com as orientações do governo. No Senado, o único representante da legenda, Marcos do Val, apresentou índice de alinhamento de 45%.

Outro nome associado à trajetória do Avante é o deputado André Janones. Ele foi eleito pela sigla em 2018 e reeleito em 2022. Naquele ano, chegou a ensaiar uma candidatura à Presidência da República, mas posteriormente declarou apoio a Lula.

Janones deixou o Avante em março de 2026, durante a janela partidária, e se filiou à Rede Sustentabilidade.

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Apesar desse histórico, Augusto Cury tenta construir uma candidatura própria e se apresentar como uma alternativa na corrida presidencial. O médico e escritor ganhou maior exposição após sua participação no debate da TV Band e passou a registrar aumento nas buscas pelo seu nome e no número de seguidores nas redes sociais.

A estratégia coloca Cury diante do desafio de estabelecer uma identidade política própria em uma legenda que, nos últimos anos, manteve vínculos eleitorais e parlamentares com o grupo governista.

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