Mato Grosso

Integração entre bombeiros e Samu reduz em cerca de 10 minutos o tempo de resposta a emergências

Publicado em

A integração entre o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ampliou o atendimento pré-hospitalar na Baixada Cuiabana e reduziu em cerca de 10 minutos o tempo de resposta às ocorrências de emergência na região. Com essa redução, as chances de salvar vidas aumentam significativamente.

O serviço integrado teve início em julho, com a instalação da Central de Regulação de Urgência do Samu no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Desde então, o CBMMT e o Samu passaram a atuar de maneira coordenada em ocorrências nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Chapada dos Guimarães, além da regulação de diversos municípios do Estado. Os números 193 e 192 foram preservados na integração.

Segundo o diretor de Saúde do CBMMT, coronel BM Jean Carlos Pinto de Arruda Oliveira, a integração reduziu o tempo médio de resposta às ocorrências, aumentando a eficiência do atendimento e contribuindo diretamente para salvar vidas.

Leia Também:  "Apoio do Governo de MT é importante para alavancar o turismo no estado", afirma empresário

“Diante do desafio apresentado pelo governador, encontramos uma situação complexa. Mas foram feitas muitas melhorias e, hoje, conseguimos reduzir o tempo de resposta em 10 minutos em relação ao período anterior. Pode parecer pouco, mas para quem está ferido, com uma hemorragia, cada minuto é decisivo”, afirmou o coronel.

Para alcançar esse resultado, foram implementadas mudanças estruturais e operacionais, como a inclusão de bombeiros temporários da área da saúde, além da capacitação e do aprimoramento desses profissionais em cursos de atendimento pré-hospitalar, motorrresgate e intervenção rápida.

Outro benefício foi a ampliação da cobertura do serviço. Agora, tanto os bombeiros quanto os profissionais do Samu respondem ao socorro de vítimas em vias públicas ou em domicílios, garantindo uma atuação técnica e eficaz em situações de risco à vida.

Além disso, a entrega de nove motocicletas de resgate pelo Governo do Estado ao CBMMT proporcionou maior agilidade no atendimento, especialmente em locais de difícil acesso ou em áreas com grande fluxo urbano, onde as viaturas enfrentam maior dificuldade de deslocamento.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros controla incêndio em almoxarifado de empresa em Juscimeira

A integração também aprimorou a regulação das chamadas e otimizou o uso dos recursos públicos, com a implementação de um sistema de rádio digital para despacho de viaturas, permitindo maior coordenação entre os órgãos de emergência.

“A iniciativa reforça a importância da atuação integrada entre órgãos de emergência e mostra como investimentos em gestão, pessoal e cooperação institucional refletem diretamente na qualidade do serviço prestado à população da Baixada Cuiabana”, afirmou o coronel Jean.

Além da Baixada Cuiabana, o Corpo de Bombeiros Militar atua em parceria com o Samu em outros 11 municípios, incluindo Rondonópolis, Primavera do Leste, Jaciara e Campo Verde. Nesses locais, o Samu está instalado dentro das unidades do Corpo de Bombeiros Militar, fortalecendo a atuação integrada.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

Published

on

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

Leia Também:  Entenda a proposta do Governo de MT para adquirir Santa Casa

Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros controla incêndio em almoxarifado de empresa em Juscimeira

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA