A Polícia Militar de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (15.12), a Operação Final de Ano 2025, simultaneamente, nos 142 municípios de Mato Grosso. Em Cuiabá, a solenidade ocorreu na Praça da República, em frente à Igreja Matriz. A ação, que integra o Programa Tolerância Zero, criado pelo Governo do Estado, no combate à criminalidade, ocorre até o próximo dia 3 de janeiro.
O principal objetivo da operação é a preservação da ordem pública e a redução dos índices de criminalidade durante as festividades, recessos e férias escolares. O policiamento será reforçado não apenas nas áreas comerciais, mas também nas rodovias, nos bairros residenciais e contará com diversas ações preventivas, como pontos demonstrativos, saturações, abordagens policiais, blitzs, entre outros, além do efetivo administrativo de todas as unidades da instituição.
O subchefe do Estado Maior, coronel Anderson Luiz do Prado declarou que essa é mais uma importante ação no combate à criminalidade em Mato Grosso e que reforça as ações que já ocorrem durante todo o ano. Durante a solenidade de lançamento da Operação em Cuiabá, o coronel destacou os importantes investimentos do Governo do Estado na Polícia Militar. Somente nos últimos quase sete anos, a instituição recebeu um aporte em mais de R$ 237,2 milhões.
“Graças a esse reconhecimento e valorização dos nossos servidores, a Polícia Militar de Mato Grosso consegue dar uma resposta ainda mais rápida no combate à criminalidade e deflagrar, de forma simultânea, em todos os 142 municípios, uma operação para reforçar o policiamento tático e ostensivo. A Segurança Pública no Estado é uma das áreas mais completas, que garantem a segurança do policial, a eficiência no combate e a redução da criminalidade em todo o Estado”, destacou coronel Anderson Luiz do Prado.
O comandante do 1º Comando Regional de Cuiabá, coronel Lima Júnior, também ressaltou a importância da realização da Operação Final de Ano 2025. A unidade abrange os municípios de Chapada dos Guimarães, Acorizal, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço, Nova Brasilândia e Planalto da Serra.
“Nossa presença reforçada nas ruas é um compromisso com o cidadão mato-grossense. A Operação Final de Ano 2025 demonstra o planejamento estratégico da segurança pública de Mato Grosso para garantir que o período festivo seja marcado por tranquilidade e segurança para todos”, declarou o coronel Lima Júnior.
Além do efetivo policial dos batalhões de área, equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Policiamento Montado (Cavalaria) e Proteção Ambiental (BPMPA) também vão reforçar os efetivos de rua, bem como as companhias de Força Tática, Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio).
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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