Agronegócio

Porto Nacional vai abrir a colheita da soja em 2026

Publicado em

Porto Nacional ( cerca de 59 km da capital, Palmas) foi escolhido para receber a Abertura Nacional da Colheita da Soja de 2026 principalmente pelo papel de destaque que o Tocantins vem conquistando no cenário brasileiro de produção de grãos. O evento, promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) Brasil e Aprosoja Tocantins, será realizado no dia 30 de janeiro na Fazenda Alto da Serra, reunindo produtores, técnicos e representantes do setor em um momento simbólico para o agro nacional.

A escolha do Tocantins como sede reflete os números sólidos do estado: a safra 2024/25 deve registrar um recorde de 5,12 milhões de toneladas de soja, crescimento de 11,9% em relação ao ciclo anterior. Somando soja e milho, Tocantins projeta uma produção total de grãos próxima de 8,5 milhões de toneladas, alta de 10,7% segundo a Secretaria Estadual de Agricultura. A área plantada de soja no estado já supera 1,48 milhão de hectares e a produtividade média chega a 65 sacas por hectare em áreas consolidadas.​

Leia Também:  PL altera repasse de receitas aos Conselhos de Engenharia e Agronomia

Esses avanços não se limitam ao campo: melhorias logísticas, como novas estradas e estruturas de armazenagem, além de condições climáticas favoráveis, consolidam Tocantins como nova fronteira agrícola e atraem investimentos, ampliando o protagonismo do estado na expansão agroindustrial do país.

A cerimônia destaca o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, reforçando o impacto econômico, social e tecnológico do agro tocantinense.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Agronegócio

Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

Published

on

O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

Leia Também:  Suspensões de importação de carne de frango do Brasil pode dar R$ 1 bi de prejuízo mensal

Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

Leia Também:  Desenrola Rural supera meta e renegocia mais de R$ 6 bilhões em dívidas

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA