Mato Grosso

Corpo de Bombeiros anuncia vencedores do Desafio Repórter Sentinelas do Amanhã

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) divulgou, nesta sexta-feira (21.11), o resultado do Desafio Repórter Sentinelas do Amanhã, iniciativa voltada aos estudantes das Escolas Estaduais Militares Dom Pedro II com a produção de vídeos sobre prevenção a queimadas e incêndios florestais. Os cinco estudantes vencedores alcançaram os maiores índices de engajamento em suas publicações nas redes sociais e serão premiados com tablets. Confira aqui quem são os vitoriosos.

Realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o desafio convidou alunos das cinco escolas militares a produzirem vídeos de até um minuto, no formato de entrevista. Neles, o estudante atua como repórter e entrevista um responsável, familiar ou outro adulto sobre o tema “Como prevenir e evitar queimadas e incêndios florestais”.

As produções foram publicadas no perfil do Instagram das escolas militares e aquelas que obtiveram maior alcance e interação foram consideradas vencedoras. Um estudante de cada unidade escolar foi selecionado, sendo: Dalessandro Rikelme, de Alta Floresta; Manoel Neto, de Cuiabá; Geovana Cordeiro, de Colíder; Nicolas Oliveira, de Rondonópolis; e Rebeca, de Barra do Garças.

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Cada estudante será premiado com um tablet, como forma de reconhecimento pelo empenho e criatividade demonstrados. Além dos alunos, os professores tutores responsáveis por apresentar e acompanhar o conteúdo do Programa Sentinelas do Amanhã também serão contemplados, reforçando o papel essencial dos educadores no processo de formação dos estudantes. Ao todo, serão entregues 10 tablets e a premiação deve ocorrer até o dia 28 de novembro.

Para o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, promover o programa Sentinelas do Amanhã, que culminou no desafio, foi fundamental para envolver toda a comunidade escolar no enfrentamento às queimadas urbanas e incêndios florestais, estimulando consciência crítica e responsabilidade ambiental desde cedo.

“O Desafio Repórter Sentinelas reforça esse propósito ao mobilizar estudantes, professores e famílias em torno de um tema que exige mudanças imediatas de comportamento. Ao incentivar os alunos a dialogarem com adultos sobre o uso do fogo, promovemos não apenas educação, mas transformação social. Acreditamos que iniciativas como esta são fundamentais para gerar resultados concretos a curto prazo e construir uma cultura permanente de prevenção em Mato Grosso”, destacou o comandante.

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Sentinelas do Amanhã

O programa Sentinelas do Amanhã foi desenvolvido ao longo deste ano pelo CBMMT e capacitou cerca de 1,1 mil educadores sobre o tema. Esses profissionais repassaram o conteúdo a centenas de alunos, ampliando o alcance das ações de conscientização nas escolas. O objetivo da iniciativa é estimular a conscientização de crianças e adolescentes sobre o uso responsável do fogo, além de reforçar a importância da educação ambiental e da conservação dos recursos naturais.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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