POLÍTICA NACIONAL

Jovens Senadores levam a voz da juventude e da Amazônia para a COP 30

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Estudantes que participaram do Programa Jovem Senador levaram suas vozes e propostas para um dos maiores eventos globais sobre mudanças climáticas: a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), realizada em Belém.

A convite da presidência da conferência, a jovem senadora de 2025 pelo Pará, Receba Marinho, integrou a mesa-redonda “Juventudes no Enfrentamento ao Racismo Ambiental”, com participação da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. O encontro ocorreu no Pavilhão do Círculo dos Povos, na Zona Verde, no dia 14. Rebeca também participou do evento “Vozes das Escolas”, organizado pela Defensoria Pública, e, na semana anterior à abertura oficial, esteve na Formação de Jovens Lideranças para a COP 30, promovida pela Freezone Cultural Action.

A estudante foi credenciada na Zona Azul da COP 30, espaço reservado para diplomatas, chefes de Estado, negociadores e imprensa. Moradora da periferia de Belém e estudante de escola pública, Rebeca destacou a própria participação no evento como uma forma de garantir que a voz dos jovens da Amazônia seja escutada na construção de soluções reais no Brasil.

— Esse é o momento em que o Brasil mostra que pode enfrentar a crise climática com justiça e responsabilidade. O tema do Jovem Senador 2025 — Emergência Climática: pense no futuro, aja no presente — lembra que os jovens não são um futuro distante, mas a mudança que acontece agora. Quero levar a voz da juventude amazônida para lugares onde ela foi historicamente negligenciada — ressaltou.

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O jovem senador do Pará de 2024, Renan Bastos Nogueira, fez a cobertura da COP 30 pela Web Rádio Banzeiro. Ele destacou a identidade amazônida para falar da responsabilidade de estar nos espaços de debate da COP.

— Não há como falar de justiça climática, de racismo ambiental, sem falar de cultura, tradições e saberes ancestrais. É gratificante levar as vozes dos nossos povos da floresta para o mundo. Temos este papel de defender a floresta em pé e buscar o melhor para o futuro do planeta.

Engajamento jovem

Também participaram do evento a jovem senadora do Amapá em 2022, Quéren Hapuque, e o jovem senador da Paraíba em 2016, Pedro Manoel Netho. Ambos viajaram por conta própria para acompanhar as atividades e debates da Zona Verde e da Freezone — espaços de convivência e educação climática, com fóruns, atividades culturais, rodas de conversa e experiências interativas.

Para Quéren, a COP 30 é um sinônimo de esperança, especialmente para jovens amazônidas, como ela. Ela defendeu o envolvimento da juventude no debate climático e falou da importância do Programa Jovem Senador na própria trajetória.

— Minha atuação hoje nas causas sociais tem influência direta do Programa Jovem Senador, porque foi onde eu me entendi como um ser político e percebi a importância da participação da juventude nas construções de políticas públicas.

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Os dois estudantes também participaram do acampamento Cidade das Juventudes, o primeiro voltado exclusivamente para jovens em toda a história das COPs. A iniciativa busca incentivar a formação e articulação entre jovens de diferentes países comprometidos com o enfrentamento à crise climática.

— Este é um espaço de luta, em que está em jogo o presente e o futuro do nosso planeta. Sem a presença das juventudes, não há justiça climática. As soluções vêm dos nossos territórios, comunidades e biomas — pontuou Pedro sobre a participação na COP 30.

Servidor do Senado responsável pelo programa, George Cardim destacou o potencial da iniciativa para a formação de jovens lideranças e como isso pode colaborar na construção de uma sociedade mais sustentável. 

— É uma honra para o programa Jovem Senador ver a participação ativa, crítica, propositiva, criativa, sustentável desses jovens senadores e jovens senadoras, estudantes de escolas públicas, nesses espaços de decisão, apresentando propostas, participando do debate. Isso reforça a nossa confiança na construção de uma sociedade mais justa, democrática, sustentável e nos enche de esperança num futuro melhor para o Brasil e para o mundo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Modelo da Justiça do Trabalho tem que ser revisto, propõe Eduardo Girão

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (6), criticou os gastos da Justiça do Trabalho e defendeu a revisão do formato adotado no país.

Segundo ele, a Justiça do Trabalho custou cerca de R$ 30 bilhões em 2025, com parcela relevante concentrada no Tribunal Superior do Trabalho (TST).  Para o senador, o sistema reúne despesas elevadas e um grande volume de processos. Ele comparou a estrutura brasileira à dos Estados Unidos.

— Nos Estados Unidos da América não existe sequer Justiça trabalhista nos moldes brasileiros. Lá, esses processos são julgados pela Justiça comum, no âmbito estadual e federal, ou por agências administrativas. Não tem essa estrutura da Justiça do Trabalho no Brasil, que, muitas vezes, enterra a geração de emprego e inibe empreendedores — afirmou.

Girão observou que magistrados têm recebido remunerações que superam o teto constitucional, devido aos chamados “penduricalhos”. Segundo ele, esses benefícios adicionais ampliam a pressão sobre as contas públicas e reforçam a necessidade de maior transparência e controle nos gastos do Judiciário.

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O senador comentou uma declaração atribuída ao presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, que teria separado os juízes do trabalho entre “vermelhos” e “azuis”, segundo a posição ideológica. Vieira de Mello afirmou que sua manifestação foi distorcida. Para Girão, porém, a repercussão do episódio trouxe questionamentos sobre a atuação institucional do tribunal.

— Segundo ele [Vieira de Mello], foi tirado de contexto, e eu não quero aqui fazer julgamento. Eu não estava lá e acredito na palavra do presidente [do TST]. Agora, existe uma afirmação que não foi corrigida, e isso é muito sério: “Há aqueles que têm causa e aqueles que têm interesses.” Essa afirmação abala um dos principais pilares do Estado de direito: tribunais devem ter a aparência e a prática da imparcialidade, da ética, da probidade — afirmou Girão.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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