Mato Grosso

Festival Velha Joana garante acesso a espetáculos teatrais de várias regiões do país

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O Festival Velha Joana volta a reunir artistas e companhias de várias regiões do Brasil em sua 19ª edição, que ocorre a partir desta sexta-feira (7.11) até 16 de novembro, em Primavera do Leste (a 243 km de Cuiabá). Com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o evento garante o acesso do público a uma programação gratuita, que inclui espetáculos teatrais, lançamentos de livros e ações formativas.

“Por sua representatividade, dimensão, qualidade e trabalho continuado, o Festival Velha Joana se tornou o principal do segmento e cumpre um importante papel para a pesquisa, troca e desenvolvimento das artes cênicas. O Governo de Mato Grosso tem orgulho de investir em iniciativas consolidadas e que representam tanto para o crescimento da arte e da cultura do Estado”, destaca o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura.

A abertura oficial do Festival será nesta sexta-feira (7), às 19h, no Teatro Municipal de Primavera do Leste. A programação prossegue até o dia 16 de novembro, em diferentes horários e espaços culturais e comunitários da cidade.

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Ao todo, serão cerca de 50 espetáculos, apresentados em diferentes espaços da cidade, como o Teatro Municipal, o Centro Cultural, Lagoa Municipal Vô Pedro Piana, Casa dos Capuletos, na Escola Estadual Sebastião Patrício e na Escola Municipal de Teatro PVA II.

A agenda contempla apresentações para todas as idades, com destaque para montagens que vão do teatro para bebês às produções voltadas ao público adulto, como as peças “Linhas” (para bebês), “A Fabulosa História do Guri-Árvore” (livre), “Ensaio sobre a Verdade” (+12), A Gente Cabe, Mas Se Esquece (+14), e Sebastião (+18).

Entre os municípios mato-grossenses com peças apresentadas no Festival estão Primavera do Leste, Cáceres e Rondonópolis. Há também apresentações de grupos dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Todas as atividades são gratuitas.

O Festival Velha Joana

O festival celebra 19 anos e homenageia Dona Velha Joana, primeira moradora da cidade Primavera do Leste. O projeto inclui a oferta de espetáculos, oficinas e outras ações que buscam democratizar a cultura e valorizar a produção artística local e nacional.

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Realizado pela Associação Cultural Teatro Faces, evento é considerado um dos mais democráticos do país por reunir grupos e coletivos experientes e em formação numa efetiva troca de experiências.

Toda a programação do 19ª Festival Velha Joana, com locais e horários das atividades, pode ser conferida no site https://festivalvelhajoana.com/

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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