Mato Grosso

Setasc leva programa SER Família Indígena a 119 aldeias e reforça apoio às comunidades tradicionais

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) realiza atendimento às comunidades tradicionais em nove municípios de Mato Grosso, levando apoio, escuta e alimentos a centenas de famílias indígenas por meio dos programas SER Família Indígena e SER Família Solidário.

Desde o início da ação, neste mês de outubro, foram 119 aldeias atendidas, beneficiando mais de 1,8 mil famílias com a entrega de 3.816 cestas básica nas etnias Xavante, Bakairi, Waura e Ikpeng.

As ações ocorreram nos municípios de Água Boa, Alto Boa Vista, Bom Jesus do Araguaia, Campinápolis, Canarana, Paranatinga, Querência, Ribeirão Cascalheira e São Félix do Araguaia, contemplando territórios de difícil acesso e comunidades que receberam, além das cestas, orientações sobre programas sociais e direitos de cidadania.

Além disso, a equipe da Setasc aplica um questionário de mapeamento das comunidades indígenas, com o objetivo de caracterizar as comunidades, a fim de aprimorar ações estratégicas de proteção aos povos originários.

O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, destacou que o Governo de Mato Grosso tem reforçado seu compromisso com as comunidades tradicionais por meio de ações que garantem dignidade e inclusão social. Segundo ele, o programa SER Família Indígena, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, é uma importante ferramenta de apoio e fortalecimento das políticas voltadas às populações indígenas.

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“A entrega das cestas e o acompanhamento social são iniciativas que fazem parte de um trabalho contínuo do Governo do Estado. Nosso objetivo é fortalecer as comunidades indígenas, respeitando suas culturas, tradições e as necessidades de cada povo”, afirmou o secretário.

Nas aldeias do Território Indígena do Xingu, o clima foi de alegria e gratidão. O líder Aparru Waurá, da Aldeia Álamo, agradeceu o apoio recebido.

“A gente recebeu esse pessoal com muita felicidade. Essa comunidade está muito contente, agradecendo a todos que ajudam as comunidades. É importante a gente se unir pra superar as dificuldades. Agradeço muito à dona Virginia e ao governador Mauro Mendes”, disse.

Também no município de Paranatinga, o indígena Nawaki Ikpeng reforçou a importância do contato direto com as equipes do Estado.

“A gente está muito emocionado de receber esses cartões e as cestas básicas. É a primeira vez que o pessoal da assistência vem aqui. Eles conversaram, conheceram nossa realidade e nossas dificuldades. Isso é muito bom pra nós, indígenas, que temos nossa cultura, tradição e costumes diferentes”, destacou.

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Durante a ação, as equipes da Setasc realizaram visitas às aldeias, promoveram rodas de conversa e ouviram as principais demandas das lideranças locais, fortalecendo o diálogo entre o Estado e as comunidades indígenas.

As atividades do Programa SER Família Indígena continuarão sendo realizadas até o mês de novembro, com o objetivo de atender todas as aldeias da etnia Xavante no Estado, ampliando o alcance das ações e garantindo que mais famílias sejam beneficiadas com os programas sociais do Governo de Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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