Mato Grosso

SES articula ações de promoção à saúde mental no Setembro Amarelo

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) articula ações de promoção da vida e prevenção ao suicídio ao longo de setembro, mês de sensibilização sobre o cuidado em saúde mental.

No dia 9 de setembro, a SES vai promover, em parceria com o Cine Teatro Cuiabá, o Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil de Várzea Grande (CAPSi) e o Centro de Atenção Psicossocial Adolescer (CAPS Adolescer), de Cuiabá, uma ação para levar crianças e adolescentes usuários desses serviços, familiares e profissionais de saúde a um passeio no Cine Teatro, às 14h.

De acordo com a psicóloga e responsável técnica pela área da Promoção da Vida, da Cultura da Paz e Prevenção do Suicídio da SES, Milady Oliveira, os pacientes vão assistir ao filme “Divertidamente 2”, que traz a temática do cuidado e atenção às emoções durante o desenvolvimento de uma criança. “A ação tem cunho terapêutico, já que consiste em uma intervenção psicossocial de integração do paciente ao território de Cuiabá e também de acesso à cultura”, informou.

Já no próximo dia 17, ocorrerá o “VIII Encontro Intersetorial de Promoção da Vida e Prevenção do Suicídio no Setembro Amarelo”, que deve reunir cerca de 300 participantes, entre gestores municipais, profissionais de saúde, profissionais de educação, estudantes de graduação e pós graduação, e a comunidade em geral.

O evento será realizado na Escola Superior de Contas, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), em período integral das 8h às 17h30, com o tema “Promoção da Vida e da Saúde Mental nas Infâncias e Adolescências” e transmissão pelo canal no YouTube. As inscrições podem ser feitas pelo link https://aluno.tce.mt.gov.br/frequencia-inscricao/774.

“Esse evento é uma oportunidade de sensibilização da sociedade, mas também de aprendizado, trocas de experiências, análise do cenário de Mato Grosso, construção de ações conjuntas e resolutivas, além de reconhecimento das ações de sucesso”, esclareceu o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

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Para a coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde, Rosiene Pires, a ação é fundamental pela crescente necessidade de fortalecer as estratégias de promoção à saúde mental.

“O suicídio é um grave problema de saúde pública, com impactos em toda a sociedade. A complexidade desse cenário demanda uma abordagem integrada e humanizada, que reconheça a importância de cada voz e a vulnerabilidade de grupos específicos. A promoção da saúde mental é uma forma eficaz de prevenir o sofrimento emocional que pode culminar na morte por suicídio”, informou.

De acordo com a coordenadora, o encontro é realizado anualmente, em parceria com outras secretarias do Governo de Mato Grosso e instituições, para promover a saúde mental e o enfrentamento dos fatores que representam risco ao desenvolvimento saudável, dando prioridade máxima às crianças e aos adolescentes.

“A Secretaria de Saúde tem como uma de suas competências desenvolver ações de mobilização social, informação, educação e comunicação, visando a reflexão e a implementação de Políticas Públicas voltadas à atenção integral de crianças e adolescentes. Por isso, as áreas promovem o apoio técnico e o fomento à campanha junto aos municípios mato-grossenses para a realização de ações de promoção da saúde e prevenção ao suicídio”, acrescentou.

Além da SES e do TCE-MT, também estão envolvidos no encontro intersetorial a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc), ambas do Governo de Mato Grosso, a Organização Pan-Americana de Saúde-Brasil (Opas/OMS), o Ministério da Saúde (MS), Tribunal de Justiça (TJ-MT), Ministério Público (MP-MT), Defensoria Pública do Estado (DPE-MT), Prefeitura de Cuiabá e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA).

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem anualmente por óbito autoprovocado, sendo a terceira maior causa de mortes de jovens entre 15 e 29 anos. Trata-se de um fenômeno complexo, influenciado por fatores psicológicos, biológicos, sociais e culturais, e que causa impacto individual e coletivo.

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Um levantamento da SES mostra que Mato Grosso registrou 1.873 notificações por violência autoprovocada e 315 óbitos por violência autoprovocada intencionalmente em 2024.

Parceria com os municípios

Conforme a psicóloga Valéria Vuolo, a área técnica de saúde mental da Coordenação de Organização de Redes de Atenção à Saúde, em parceria com os Escritórios Regionais de Saúde (ERS), tem articulado com os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) a realização de ações voltadas às comunidades por meio do projeto “Eu quero é botar… o CAPS na Rua!”.

“Estão previstas atividades especiais em locais fora das unidades durante o Setembro Amarelo. O objetivo é extrapolar o espaço físico da instituição e estimular a presença dos usuários do CAPS pela cidade, buscando reduzir o estigma relacionado às pessoas que possuem algum transtorno mental e promover a saúde mental, pela ampliação das vivências do paciente. É uma forma de aproximar sociedade, usuário e instituição”, afirmou Valéria.

As experiências estão sendo registradas no site do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT).

“Alguns serviços vão fazer exposição de pintura durante o mês inteiro, por exemplo. Uma das grandes prioridades na saúde mental é desconstruir a visão estereotipada sobre o momento de crise, associada à agressividade e/ou periculosidade. Então, serão feitas atividades voltadas a tecer ou ampliar uma Rede de Apoio que possa ser mais eficaz e acessível, contribuindo para a redução dos fatores de risco para o suicídio”, concluiu.

Para atender os pacientes com transtornos mentais no estado, Mato Grosso conta com 53 unidades de CAPS das prefeituras nos municípios com mais de 15 mil habitantes: 37 CAPS I; 2 CAPS II; 1 CAPS III; 5 Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS ad) e 7 Centros de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPSi ou CAPS IJ).

Fonte: Governo MT – MT

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Polícia Civil de MT institui protocolo para atendimento e investigação de pessoas desaparecidas

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A Polícia Civil de Mato Grosso publicou a Resolução nº 130/2026/CSPJC-MT, que institui o Protocolo de Atendimento e Investigação de Pessoas Desaparecidas, estabelecendo procedimentos padronizados para garantir maior agilidade, integração e eficiência na busca e localização de pessoas desaparecidas em todo o Estado.

A normativa, publicada no Diário Oficial do Estado em 11 de junho, está alinhada à Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e à Política Estadual sobre o tema, reforçando a atuação integrada entre os órgãos de segurança pública, saúde, assistência social e demais instituições envolvidas.

O Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi estabelecido como órgão central de assessoramento técnico às demais unidades da Polícia Civil de Mato Grosso, além de ser responsável pelo gerenciamento e integração das informações relativas a pessoas desaparecidas e pessoas sem identificação no Estado.

Entre as principais diretrizes previstas pela resolução está a obrigatoriedade do registro imediato do boletim de ocorrência de desaparecimento, sem a necessidade de aguardar qualquer prazo para comunicação do fato. Também está prevista a instauração do Procedimento de Investigação de Pessoa Desaparecida (PIPD), no Sistema Geia, com a adoção de diligências preliminares e emergenciais para localização da vítima.

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A resolução ainda estabelece procedimentos para coleta de material genético de familiares e inserção das informações no Banco Nacional de Perfis Genéticos (CODIS), além de disciplinar que exames de confronto de DNA para identificação de cadáveres ou restos mortais somente poderão ser realizados mediante prévio registro de ocorrência de desaparecimento.

Outra medida prevista é a obrigatoriedade do cadastro dos casos no módulo Abitus do Sistema Geia, com inclusão de fotografia, elaboração de cartazes e preenchimento das entrevistas necessárias para ampliar as chances de localização. Quando a pessoa for encontrada, deverá ser registrado um novo boletim de ocorrência com a natureza “Localização de Pessoa Desaparecida”, permitindo a atualização e baixa das informações nos sistemas oficiais.

A resolução também define que, nas sedes das Delegacias Regionais e nos municípios que possuem núcleos de investigação de homicídios, essas equipes atuarão como pontos focais para o tratamento dos casos.

De acordo com a resolução, nos casos em que houver indícios de desaparecimento criminoso, a natureza “Desaparecimento de Pessoa” deverá ser mantida no boletim de ocorrência, sendo acrescentadas outras naturezas penais, como sequestro ou homicídio, conforme a evolução das investigações.

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Com a instituição do protocolo, a Polícia Civil busca uniformizar os procedimentos em todas as unidades do Estado, fortalecer a integração entre os órgãos envolvidos e garantir maior celeridade e efetividade nas ações voltadas à localização de pessoas desaparecidas e ao atendimento de seus familiares.

Fonte: Governo MT – MT

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