Agronegócio

Estado reafirma liderança no rebanho bovino brasileiro: 32,1 milhões

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Mato Grosso manteve em 2025 a posição de maior rebanho bovino do Brasil, com 32,1 milhões de cabeças de gado, segundo levantamento do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea). A atualização do estoque foi realizada entre maio e junho e reforça o protagonismo do estado na produção pecuária, à frente do Pará, com 25 milhões de animais, e de Goiás, com 23 milhões.

O rebanho brasileiro soma atualmente cerca de 234 milhões de bovinos, conforme estimativas oficiais e de organismos internacionais, o que mantém o país entre os maiores produtores de carne do mundo. Mato Grosso sozinho responde por quase 14% desse total, consolidando sua importância estratégica tanto no mercado interno quanto nas exportações.

De acordo com o levantamento, a maior parte do gado mato-grossense está concentrada nas regiões Norte e Oeste, com municípios como Cáceres, Vila Bela da Santíssima Trindade e Juara liderando em número de animais. Juntas, as dez cidades com maiores rebanhos reúnem 8,1 milhões de bovinos, equivalentes a um quarto do total estadual.

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Além da pecuária bovina, o estado também apresentou números relevantes em outras cadeias produtivas. A suinocultura contabiliza 1,65 milhão de animais tecnificados, distribuídos em 109 propriedades de 26 municípios, com destaque para Tapurah, Nova Mutum e Sorriso. Já a avicultura comercial soma 42,4 milhões de aves, incluindo 380 mil codornas, concentradas principalmente em Nova Mutum, Primavera do Leste e Campo Verde.

Com esses resultados, Mato Grosso reforça seu papel de referência na agropecuária nacional, em um cenário de leve retração do rebanho brasileiro e de aumento do confinamento, que deve ultrapassar 8,5 milhões de cabeças em 2025.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Agro responde por mais de 65% das exportações do estado

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O agronegócio de Santa Catarina fechou 2025 com crescimento consistente, sustentado pela combinação de maior produção e preços mais firmes ao longo do ano. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 74,9 bilhões, avanço de 15,1% em relação a 2024, segundo levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O resultado reflete alta de 6,3% nos preços médios recebidos pelos produtores e aumento de 9,5% no volume produzido. Na prática, o desempenho foi puxado por culturas e atividades com bom comportamento simultâneo de oferta e mercado, como milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos, favorecidos por condições climáticas mais regulares ao longo do ciclo.

No comércio exterior, o setor manteve peso predominante na economia catarinense. As exportações do agro somaram US$ 7,9 bilhões — o equivalente a cerca de R$ 41,5 bilhões, considerando câmbio próximo de R$ 5,25 —, com crescimento de 5,8% sobre o ano anterior. O segmento respondeu por mais de 65% das vendas externas do estado, consolidando sua relevância na geração de divisas.

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Apesar do avanço, o boletim técnico aponta que o desempenho poderia ter sido mais robusto não fosse a elevação de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros a partir do segundo semestre, o que afetou parte dos embarques.

No campo, a melhora dos indicadores agregados não se traduziu de forma uniforme na renda do produtor. O estudo destaca que, no período pós-pandemia, a volatilidade de preços passou a ter impacto mais direto sobre a rentabilidade do que as variações climáticas. Entre 2021 e 2025, oscilações de mercado influenciaram de maneira mais intensa o resultado econômico de culturas como arroz, cebola e alho.

Esse movimento fica evidente no conceito de “ponto de nivelamento”, indicador que define o patamar mínimo de preço e produtividade necessário para cobrir os custos de produção. Segundo a análise, culturas como soja e alho operam com maior margem de segurança, enquanto arroz e cebola apresentam menor folga, tornando-se mais sensíveis a quedas de preço ou perdas de produtividade.

O levantamento também indica que, mesmo em um cenário de crescimento, a gestão de risco se torna cada vez mais central para a atividade. A combinação entre custos, preços e produtividade passa a determinar, com mais precisão, a sustentabilidade econômica das propriedades.

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Os dados consolidados de 2025 estão disponíveis no Observatório Agro Catarinense, plataforma que reúne indicadores da agropecuária estadual e acompanha a evolução do setor.

Fonte: Pensar Agro

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