POLÍTICA NACIONAL

CDH apresenta balanço do primeiro semestre deste ano

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Nesta quarta-feira (16), a presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), Damares Alves (Republicanos-DF), apresentou balanço do primeiro semestre deste ano durante reunião de encerramento dos trabalhos. O Congresso entra em recesso na próxima sexta-feira (18) e retorna em 1º de agosto.

Dentre as atividades, a senadora destacou a aprovação de projetos de lei e as operações realizadas em território ianomâmi e no Marajó. Foram 60 propostas aprovadas entre as 78 analisadas de 1º de fevereiro a 15 de julho, sendo 28 relacionadas aos direitos das mulheres, 22 sobre crianças e adolescentes, e 22 voltadas a pessoas com deficiência.

Projetos aprovados

Damares ressaltou a importância de todas as matérias aprovadas e deu destaque ao PL 2.810/2025, que agrava penas e amplia medidas de proteção a vítimas de crimes sexuais em situação de vulnerabilidade, devido à celeridade na tramitação da pauta e à colaboração com outras comissões.

— Em tempo recorde, menos de três semanas, esse projeto de lei entrou no Senado, foi aprovado em duas comissões e agora está na Câmara. Isso mostra que, quando nos unimos, fazemos grandes entregas no Parlamento — disse a presidente da CDH.

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Também citou a aprovação do PL 151/2023, que veda a limitação de recursos do Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente (FNCA), com discussão em andamento sobre a expansão do uso do Fundo para outras ações de proteção infantojuvenil.

Participação popular

Também foram realizadas 24 audiências públicas, com 167 expositores e 275 autoridades, além de 840 participantes presenciais na sala de reuniões da comissão, onde discutiram temas como infância, direito da família, pessoas com deficiência, mulheres, idosos, povos indígenas e vítimas de violência. Damares ressaltou o caráter plural e participativo dos debates, visando ampliar o alcance no próximo semestre.

— No próximo semestre, quero que a gente chegue a 8 mil. É possível mudarmos para o estádio e fazermos as audiências públicas lá? Por que não? Nossos temas tocam o coração de todos os brasileiros — afirmou a senadora.

Diligências externas

A CDH efetuou duas diligências externas: a Operação Acolhida e Território Yanomami, e a Missão Marajó. A Subcomissão Temporária sobre a Convenção de Haia também iniciou seus trabalhos.

Damares anunciou a publicação do relatório da diligência em Roraima, que detalha a tentativa de entrada no território Yanomami e a Operação Acolhida. O documento elenca as dificuldades encontradas, como a entrada irregular de migrantes, ocupações irregulares, população em situação de rua e a ausência de órgãos especializados no atendimento à população indígena.

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A CDH está propondo encaminhamentos, incluindo requerimentos de informação, projetos de lei e a criação de uma subcomissão para enfrentar as problemáticas identificadas.

— Esse relatório reforça o compromisso deste colegiado com os direitos humanos, a democracia e a proteção dos grupos vulneráveis — enfatizou.

O relatório completo ficará disponível por 15 dias, até a próxima reunião da comissão, quando será discutido.

Lúrya Rocha, sob supervisão de Paola Lima.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

José Sarney relança três de seus romances no Senado

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O ex-presidente da República e do Senado, e escritor, José Sarney relançou, na noite desta quarta-feira (20), no Salão Negro do Congresso Nacional, três de seus principais romances em um evento marcado por homenagens à sua trajetória política e literária. A coletânea, publicada pela editora Ciranda Cultural, reúne os títulos “O Dono do Mar”, “Saraminda” e “A Duquesa Vale uma Missa”, obras que percorrem diferentes cenários e personagens da formação cultural brasileira — dos garimpos amazônicos à cultura ribeirinha do Maranhão.

Imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), Sarney é autor de contos, crônicas, ensaios e romances. A obra “O Dono do Mar”, traduzida para diversos idiomas, ganhou versão cinematográfica e se tornou um dos títulos mais conhecidos de sua produção literária.

O ex-senador afirmou que sua trajetória foi marcada por “duas vertentes”: a literatura e a política. Segundo ele, a literatura sempre foi uma vocação cultivada desde a infância, impulsionada pela convivência com os livros. Sarney afirmou ter passado “20% da vida em companhia dos livros, lendo e escrevendo” e destacou já ter publicado 123 títulos. 

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— Ao nascer Deus me deu um grande amigo, que foi o livro, que me acompanha até hoje — disse. 

Sobre a carreira pública, José Sarney afirmou que a política não surgiu como uma escolha pessoal, mas como um caminho traçado pela própria vida.

 — A política não é uma vocação, é um destino. Eu tive a oportunidade de trabalhar pelo povo brasileiro — declarou. 

Sarney disse ainda que a atuação política lhe trouxe “profundas responsabilidades”, que procurou exercer ao longo da trajetória em cargos como a presidência da República, o governo do Maranhão e a presidência do Senado.

Biografia marcante

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que José Sarney construiu “uma das biografias mais marcantes da vida nacional”, tanto como homem público quanto como intelectual. Segundo ele, a trajetória de Sarney sempre foi marcada pelo “talento, dignidade e honradez”. Ao comentar o relançamento dos romances do ex-presidente, Davi destacou que as obras estão entre as mais importantes da literatura produzida sobre o Norte do país.

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—São livros que revelam não apenas o talento do escritor José Sarney, mas também a profunda conexão de Vossa Excelência com o Brasil e com a formação cultural do nosso país — afirmou. 

‘Imaginar caminhos’

Para o presidente da Câmara, Hugo Motta, não é possível dissociar o escritor do política. Ele apontou que literatura e política compartilham a capacidade de “imaginar caminhos” para o país e que a obra de Sarney revela sensibilidade para compreender as diferentes realidades brasileiras, qualidade que também considera essencial para a atividade política. 

— A política exige a capacidade de imaginar todos os dias como o nosso país pode ser melhor — disse. 

O evento contou também com as presenças do ministro aposentado do STF Ricardo Lewandowski; do ex-procurador-geral da República Augusto Aras; além de senadores, deputados, representantes do Judiciário, prefeitos e outras autoridades.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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