POLÍTICA NACIONAL

Humberto Costa alerta para impacto de apostas no acesso ao ensino superior

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O senador Humberto Costa (PT-PE) denunciou na tribuna do Senado, nesta quarta-feira (9), os efeitos das apostas online sobre os jovens brasileiros. Citando pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes), o parlamentar afirmou que 34% dos jovens deixaram de ingressar na faculdade em 2024 devido a gastos com jogos de azar.

— No Nordeste, uma das regiões mais pobres do país, esse número sobe para 44%. No Sudeste, 41%. É uma realidade cruel: as apostas estão destruindo o futuro de milhares de jovens — afirmou o senador.

Segundo os dados apresentados por Humberto, entre as pessoas de 18 a 35 anos já matriculadas em cursos de graduação, 14% atrasaram mensalidades ou precisaram trancar a faculdade por conta do vício em apostas. Entre os estudantes nordestinos, esse índice chega a 17%.

Além disso, a evasão atinge até hábitos cotidianos: 28% dos entrevistados deixaram de sair com amigos ou frequentar restaurantes devido ao dinheiro investido em apostas, e 24% pararam de praticar atividades físicas.

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— É assustador. As bets já são o segundo maior destino da internet brasileira, com mais acesso do que o YouTube e o WhatsApp. Isso não é lazer, é uma prática que promove pobreza, endividamento e até suicídio — alertou.

O senador também criticou o avanço de propostas legislativas que buscam legalizar cassinos e outras modalidades de jogo no Brasil. Ele defendeu que as apostas sejam tratadas como atividades nocivas, com taxação elevada, à semelhança do que já é feito com bebidas alcoólicas e cigarros.

— É preciso ampliar a taxação das bets. O governo já propôs subir de 12% para 18%, mas ainda é pouco. Essas plataformas trazem sofrimento à população, e devem ser reguladas com rigor e responsabilidade — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Oficina Legislativa promove premiação para estudantes e professores do DF

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A Oficina Legislativa do Senado Federal iniciou, nessa quarta-feira (29), o cadastro de propostas legislativas para a premiação de estudantes e professores do Distrito Federal. A iniciativa vai reconhecer, na categoria aluno, os dois autores das ideias legislativas com maior número de apoios no portal e-Cidadania. Na categoria professor, serão premiados os dois docentes com maior número de alunos com ideias aprovadas e publicadas. 

Criada em 2020, a Oficina Legislativa busca aproximar estudantes do processo legislativo. A atividade estimula a identificação de problemas nas comunidades e a elaboração de propostas que podem se transformar em projetos de lei.  

Nesta edição piloto de 2026, somente as instituições públicas e privadas do Distrito Federal podem participar. Serão entregues quatro notebooks, doados pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), sendo dois para estudantes e dois para professores. 

Como funciona 

Podem participar estudantes a partir de 12 anos e professores de instituições de ensino público e privado do Distrito Federal, incluindo educação básica, ensino técnico e superior, além de modalidades como Educação de Jovens e Adultos (EJA), ensino especial, do campo, indígena e quilombola.  

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Para concorrer, o professor deve cadastrar ao menos uma turma no sistema e gerar um código. Os alunos devem utilizar esse código ao enviar suas ideias legislativas pelo portal e-Cidadania, vinculando a proposta à turma. Os vencedores precisarão comprovar vínculo com a instituição de ensino por meio de ofício assinado via Gov.br. 

Cronograma

  • Cadastro de ideias: de 29 de abril a 5 de novembro de 2026. 
  • Contagem de apoios: de 29 de abril a 20 de novembro de 2026. 
  • Divulgação do resultado preliminar: até 4 de dezembro de 2026. 
  • Prazo para recursos: até três dias úteis após a divulgação do resultado preliminar. 
  • Resultado final: após a análise dos recursos. 

Mais informações estão disponíveis no regulamento da premiação. 

Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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