POLÍTICA NACIONAL

CTFC aprova pedido de informações ao ministro da Previdência

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A Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC) aprovou nesta quarta-feira um pedido (REQ 23/2025 – CTFC) de informações ao ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz Maciel. Na mesma reunião, foram aprovados outros pedidos de informações e de audiências públicas que incluem temas como os gastos com a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clim (COP 30) e a gestão do Banco da Amazônia.

O pedido de informações ao ministro foi apresentado pelo senador Marcos Rogério (PL-RO). As informações são para esclarecer os “indícios de fraudes no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), especialmente no que se refere ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas”.

O ministro já compareceu à comissão em maio para tratar do assunto. Na audiência, senadores pediram transparência nas investigações, responsabilização dos culpados e agilidade no ressarcimento do dinheiro. O ministro afirmou que as fraudes não começaram agora, mas se encerraram neste governo e afirmou que o Executivo agiu prontamente para identificar os responsáveis, “com tolerância zero”.

O requerimento tem 12 pontos para esclarecimento por parte do ministério, relativos à extensão exata do dano (quantidade de beneficiários afetados e valores descontados), aos critérios e procedimentos em que houve falha na autorização e supervisão dos descontos; à identificação e punição dos responsáveis; e às medidas corretivas e punitivas em curso, incluído o plano de devolução dos valores e revisão de normas.

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Na mesma reunião, foram aprovados os seguintes requerimentos:

  • pedido de esclarecimentos ao presidente do Banco da Amazônia (Basa), Luiz Claudio Lessa, sobre compra de títulos do Banco Master em 2024 (REQ 22/2025 – CTFC);
  • audiência pública para que o presidente do Basa preste esclarecimentos sobre o crescimento das despesas da instituição e indícios de má gestão (REQ 32/2025 – CTFC);
  • audiência pública para esclarecimentos sobre suspensão da cooperação jurídica entre Brasil e Peru em processos da Operação Lava Jato envolvendo a Odebrecht – atual Novonor (REQ 26/2025 – CTFC);
  • auditoria pelo o Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os gastos com a COP 30 (REQ 28/2025 – CTFC);
  • audiência pública sobre contratos, ajustes, doações e transferências financeiras feitos pela União à Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), especificamente no contexto da COP 30 (REQ 14/2025 – CTFC) ;
  • pedido de informações ao secretário Nacional de Justiça e presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Jean Keiji Uema, sobre o pedido de refúgio feito pela ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia (REQ 29/2025 – CTFC);
  • audiência com o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, sobre o asilo diplomático para a ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia (REQ 30/2025 – CTFC); 
  • pedido de informações ao presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), Fabiano Silva dos Santos, sobre as finanças da instituição (REQ 31/2025 – CTFC);
  • audiência pública sobre os 35 anos do Código de Defesa do Consumidor (REQ 24/2025 – CTFC);
  • audiência sobre as políticas públicas da Fundação Nacional de Saúde (Funasa)  no acompanhamento e na modernização das práticas gerenciais (REQ 33/2025 – CTFC).
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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

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Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

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