POLÍTICA NACIONAL
Senadores terão duas semanas para analisar novo parecer do Código Eleitoral
Publicado em
28 de maio de 2025por
Da Redação
O senador Marcelo Castro (MDB-PI) apresentou nesta quarta-feira (28) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o seu sexto relatório sobre o projeto de lei complementar do novo Código Eleitoral (PLP 112/2021). Algumas mudanças na nova versão do relatório incluem:
- Menor quarentena para o afastamento de autoridades como juízes, policiais e militares antes de uma candidatura
- Prazo para o TSE informar os partidos sobre percentual de gasto com candidaturas de minorias
- Maior valor para candidatos e partidos que terão direito à prestação de contas simplificada
- Mais tempo para que os partidos reunidos em federação possam se desligar dela
Além disso, senadores cobraram novas mudanças adicionais, como o restabelecimento de punição para os partidos que descumprirem a cota de candidaturas femininas e a proibição de divulgação de pesquisas eleitorais.
Castro apresentou o novo relatório após a realização de três audiências públicas pela comissão. Depois da leitura, o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), concedeu vista coletiva. O projeto vai voltar à pauta na próxima reunião, que deve acontecer daqui a duas semanas. O Congresso Nacional recebe o Fórum Parlamentar do Brics entre os dias 3 e 5 de junho e não terá as atividades regulares nesse período.
O novo Código Eleitoral vai reunir sete leis e jurisprudências em quase 900 artigos sobre legislação eleitoral e partidária. O objetivo é unificar regras e trazer mais estabilidade jurídica, racionalidade e organicidade ao regulamento das eleições brasileiras.
Quarentena
A partir do debate provocado por uma audiência pública em abril, o relator alterou seu parecer para reduzir de quatro para dois anos o tempo de quarentena para os chamados “agentes da lei”: juízes, membros do Ministério Público, policiais federais, rodoviários, civis e militares, guardas municipais e membros das Forças Armadas. A quarentena é o tempo pelo qual eles precisam estar afastados desses cargos para poderem concorrer em eleições.
Como regra geral para todos os demais cargos, a proposta fixa o dia 2 de abril do ano das eleições como a data-limite para desincompatibilização de cargos. Pela regra atual, os prazos de desincompatibilização variam de três a seis meses antes das eleições, conforme o cargo ou a função que o pré-candidato ocupa.
Apesar de acatar a mudança, Castro ressaltou que essas carreiras de Estado são “incompatíveis com a política”.
— A Câmara, pensando da mesma maneira, tomou a determinação de criar uma quarentena, um afastamento definitivo dessas carreiras. Eu recebi muitas manifestações, recebi muitas pessoas interessadas. Foi um dos temas mais discutidos. Terminei me convencendo com alguns argumentos para diminuir o prazo. O juiz que está exercendo a sua magistratura e quer ser político tem um tempo hábil para se afastar em definitivo da magistratura para entrar na política.
O senador Sergio Moro (União-PL), que foi juiz federal, apelou ao relator que reveja a questão da quarentena para os “agentes da lei”.
— Não é intenção do senador, mas estamos transformando essas categorias em cidadãos de segunda classe. Sim, pode ter abuso do poder de cargo, mas existe a possibilidade de atribuição do cargo em outras candidaturas. Se formos aprovar nestes termos, estamos discriminando e restringindo os direitos políticos delas — argumentou.
Outras inovações
O relator deixou expresso no texto que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem até o dia 17 de agosto para dizer aos partidos qual percentual do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) deve ser gasto obrigatoriamente com candidaturas de mulheres e negros. Fica mantida a data de 31 de agosto para o repasse efetivo dos recursos.
— Havia uma queixa das mulheres de que às vezes até o partido cumpria a cota, mas deixava para passar o recurso já no final, quando não tinha mais efeito — observou Castro.
Ele também incluiu no relatório a prestação de contas simplificada para aqueles candidatos que gastaram até R$ 50 mil — no relatório anterior, o valor limite era de R$ 25 mil. Para o relator, isso deve disponibilizar mais tempo para os tribunais eleitorais se dedicarem às campanhas que realmente gastaram grandes valores.
Também há inovação nas regras para a dissolução de federações. Pela lei atual, a federação deve ter duração mínima de quatro anos e há punições para os partidos que se desligarem das suas federações antes do tempo. Porém, o projeto do Código Eleitoral introduz uma “janela” dentro da qual a desfederação pode acontecer.
Essa janela aconteceria no período de 30 dias antes do prazo de filiação partidária para a disputa das eleições gerais — entre fim de março e início de abril. Alertado sobre esse prazo, Marcelo Castro optou por mudá-lo para 90 dias.
— Assim, o partido que não quiser continuar federado tem um prazo de 90 dias para se desfederar e, se quiser, federar com outro partido. Acho que isso é bom. Traz uma certa flexibilidade e não obriga os partidos a ficarem federados quando eles não querem mais. Este é o espírito da janela partidária: o parlamentar pertencia a um partido, queria sair, o partido gostaria que ele saísse, mas ele não podia.
Reserva de cadeiras
Durante a reunião, os senadores voltaram a discutir o tema das candidaturas femininas. Marcelo Castro introduziu a regra da reserva de 20% das cadeiras nas eleições proporcionais para mulheres. Para isso, ele relativizou a obrigatoriedade de os partidos lançarem 30% de candidaturas femininas — pelo projeto, eles não serão punidos se não alcançarem a cota.
Marcelo Castro destacou que, apesar de a punição ser suspensa, os partidos continuarão com a obrigação legal de lançar candidaturas de mulheres, e explicou que a regra atual traz prejuízos à representatividade eleitoral.
— A obrigatoriedade de candidaturas femininas traz um transtorno imenso aos partidos políticos: cria judicialização, traz candidaturas “laranjas”, tem que gastar dinheiro público quando todos sabem que [a candidata] não vai ter voto.
A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) disse que não aceita a retirada de um direito já adquirido, que é a cota de candidaturas.
— Desmerecer o ganho da gente, ou seja, “vou lhe dar isso, mas vou tirar isso aqui conquistado”, isso não é defender mulher. Com todo o respeito aos colegas, nós não vamos abrir mão daquilo que a gente conquistou — disse a senadora.
Para a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), há avanços no texto, mas ela rechaçou falas que sugerem que as candidaturas femininas tenham um “defeito de fábrica”.
— Acho que todos nós temos inteligência suficiente para entender que tem peso de cultura, tem relação de poder, tem o desenho… E concordo plenamente que nós temos um problema no modelo do sistema eleitoral. Agora, não dá para sóa mulher pagar o preço desse problema.
Já a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) disse concordar com a proposta, ressaltando que é preciso haver aprimoramento no futuro.
— Quando stabelecemos vaga de mandato, isso é importante. A luta que o homem tem para ter 80 mil votos, a mulher, na mesma luta, não consegue 20 mil votos. A posição do senador Marcelo vem compensar. Isso é igualdade.
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) lembrou que vários países da América Latina já alcançaram pelo menos 30% de representação feminina nos seus parlamentos, e apresentou emenda para que a reserva de cadeiras no novo Código Eleitoral seja equivalente a isso.
— Quando falamos em paridade, falamos na garantia de cadeiras no montante de 30%. É menor do que a proporção da nossa representatividade. Brasil, maior economia da América Latina, não consegue sequer discutir a questão da paridade. Por que não?
O senador Dr. Hiran (PP-RR) se posicionou contra a reserva de vagas, justificando que a opinião pública não conseguirá entender quando, num estado que tem dez vagas para deputados, duas mulheres sem votações significativas venham a ocupar as vagas de homens que conseguiram votações muito maiores.
— Apesar de toda a luta, vamos ter dificuldade de aprovar 20% de vagas para mulheres que não têm votos — disse.
Pesquisas eleitorais
Outro destaque da discussão foi para as regras de pesquisas eleitorais. Diferentemente do texto oriundo da Câmara dos Deputados, que proibia a divulgação de pesquisas, o relator as permitiu com condicionante.
— Toda vez que um instituto de pesquisa for publicar uma pesquisa eleitoral para candidatos a prefeito, governador ou presidente da República, ele tem que publicar os últimos resultados dele para aquele cargo naquele pleito. Não tem punição, mas tem um grande constrangimento público para o instituto — expôs Castro.
Alguns senadores defenderam a mudança para a versão da Câmara. Para Laércio Oliveira (PP-SE), os institutos de pesquisa precisam ser punidos “com muita veemência”.
— Todos nós aqui já tivemos problemas seríssimos com institutos de pesquisa. Precisamos abolir institutos de pesquisa da eleição — afirmou.
O senador Magno Malta (PL-ES) afirmou, como os institutos de pesquisa são empresas que vendem serviço, as pesquisas podem ser distorcidas para conveniência de quem as contrata.
— [O instituto] precisa agradar o cliente, porque senão ele perde o cliente. Então, quem contrata a pesquisa certamente terá vantagem. Aquilo não é entidade filantrópica. Eu nunca acreditei e não acredito. Por mim, baniria definitivamente.
Urnas eletrônicas
O relator voltou a lembrar que está assegurando no texto o direito à auditoria das urnas eletrônidas, regulamentando o acesso aos códigos-fontes, softwares, e sistemas de biometria, votação, apuração e totalização dos votos.
— É atribuída à Justiça Eleitoral competência para promover, mediante regulamentação, a organização de eventos públicos para testes de segurança do sistema eletrônico de votação, objetivando a transparência, integridade, e melhoria dds eleições. Aqui é para não ficar nenhuma dúvida de que o TSE tem que ser o mais transparente possível, para ficar patente para a sociedade a segurança das urnas eletrônicas.
O senador Esperidião Amin (PP-SC) adiantou que vai apresentar destaque a respeito do assunto, para introduzir no texto regras de auditabilidade do voto individual.
— Não se trata de falar em fraude, trata-se de aperfeiçoar a urna eletrônica. Ela não é recepcionada no mundo por isso: o sujeito que vota não confia que seu voto foi registrado. A auditabilidade do voto pode ser adotada hoje com um mecanismo e amanhã, com outro, mas o objetivo será sempre dizer: se der um problema na urna, eu vou apurar e aquele voto vai estar lá dentro.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Uso de emendas da saúde por corpos de bombeiros divide opiniões em debate
Published
1 hora agoon
8 de junho de 2026By
Da Redação
Integrantes do sistema de segurança pública, os Corpos de Bombeiros militares também têm atuação relevante na saúde. Em 2025, essas instituições fizeram 1 milhão de atendimentos pré-hospitalares (especialmente relacionados a traumas), o que corresponde a 40% do total de 2,5 milhões de ocorrências registradas.
Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (8) em audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) para debater o projeto de lei complementar que permite que esse tipo de atendimento feito pelos bombeiros receba recursos de emendas parlamentares destinadas a ações e serviços públicos de saúde (PLP 18/2021).
O tema dividiu as opiniões no debate. Para alguns convidados, a proposta contribui para aprimorar os serviços prestados pelos bombeiros e favorece a população. Outros debatedores, porém, avaliaram que ela reduz os recursos, já limitados, destinados à área da saúde.
O projeto permite a destinação de emendas parlamentares relativas às ações e aos serviços públicos de saúde para custeio e investimento dos atendimentos pré-hospitalares feitos pelos corpos de bombeiros militares estaduais e do Distrito Federal. A destinação dos recursos deverá ser aprovada pelo Ministério da Saúde, além de estar de acordo com as diretrizes da Lei Complementar 141, de 2012, e respeitar requisitos definidos pelo Poder Executivo.
De acordo com o texto, os recursos não poderão servir para a remuneração de pessoal ativo e inativo dos corpos de bombeiros militares, nem para custeio ou investimento em ações que não sejam relativas a atendimentos pré-hospitalares.
O projeto, do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e tem relatório favorável do senador Wilder Morais (PL-GO). Para o relator, o texto favorece a articulação entre diferentes setores da administração pública, especialmente em contextos que demandam resposta coordenada, como acidentes, violências e desastres.
Orçamento limitado
Para o senador Humberto Costa (PT-PE), que propôs o debate, o projeto apresenta finalidade legítima e reconhece a importância do serviço prestado pelos Corpos de Bombeiros militares. Ele ponderou, no entanto, que é preciso compreender seus efeitos sobre um orçamento que continua limitado.
— A questão central é saber se a ampliação do conjunto de estruturas aptas a receber recursos oriundos das emendas da saúde poderá gerar maior competição por verbas já insuficientes para atender plenamente as necessidades da atenção básica, da rede hospitalar, do Samu e de outros serviços estratégicos do SUS [Sistema Único de Saúde] — afirmou Humberto, que é médico e foi ministro da Saúde.
Também médico de formação, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) cobrou o fortalecimento dos serviços já prestados pelos bombeiros antes mesmo da existência do Samu. Ele defendeu o projeto e a votação imediata do texto na CAS.
— Estamos buscando oportunidade de aperfeiçoamento, de estruturação para que esse serviço possa funcionar cada vez mais a contento e salvar vidas. Esse serviço vem para somar esforço com o Samu e atender melhor a sociedade brasileira.
Emendas estaduais
Presidente do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares (Ligabom), Fabiano de Souza destacou que já existem estados que autorizam a destinação e execução de emendas estaduais por meio dos fundos estaduais de saúde, a exemplo de Goiás, Minas Gerais, Tocantins e Bahia. Atualmente os investimentos destinados ao atendimento pré-hospitalar por meio de emendas parlamentares representam cerca de 10% do total de recursos captados nessa modalidade, informou.
Souza destacou ainda que a história do Corpo de Bombeiros, em todo o Brasil, foi feita por meio de parcerias e não se resume a uma atuação isolada.
— O fato é que os Corpos de Bombeiros, no atendimento pré-hospitalar, fazem parte do SUS. Eles atuam em prol do sistema. Em muitos aspectos, eles estão em áreas onde a saúde ainda não chegou, onde o Samu não atua. O contrário também e verdadeiro. O Samu está presente em algumas regiões onde o bombeiro não está presente. Estamos falando aqui de um trabalho parceiro; não é uma questão de disputa de mercado, mas um trabalho em prol da saúde pública do brasileiro.
Representantes da categoria ressaltaram ainda que, em todo o território nacional, há mais de 100 bases integradas entre os bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Mais de 70% das bases aéreas operam no atendimento vinculado ao serviço da saúde, enquanto 50% das aeronaves atuam no serviço exclusivo voltado a esse setor.
Falta de recursos
Diretora-executiva substituta do Fundo Nacional de Saúde do Ministério da Saúde, Caroline Endo Ougo Tavares apontou diferenças na natureza dos serviços e ressaltou a falta de recursos no SUS, especialmente para ações de prevenção, assistência direta na atenção primária e na atenção especializada.
— A gente não vê o serviço de atendimento pré-hospitalar prestado pelo Corpo de Bombeiros como concorrente ao Samu. Muito pelo contrário, ele é complementar. A distinção muito clara que a gente faz no Ministério da Saúde é acerca da regulação que existe no Samu, de todo o sistema estruturado que existe em torno da atenção especializada, em especial atendimento de urgência, emergência hospitalar e pré-hospitalar — afirmou.
Diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Fernando Augusto Marinho destacou que o Samu está presente em 75% dos 5.570 municípios brasileiros.
— A necessidade de atuação complementar ninguém refuta. O financiamento pode ser discutido; como vai se dar a regulação e o monitoramento de qualquer componente que venha a ser instituído no SUS, como vamos monitorar e regular esses recursos — afirmou.
“Pressa na discussão”
Secretário-executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Jurandi Frutuoso reconheceu a excelência do trabalho prestado pelos bombeiros, mas disse que “não cabe pressa na discussão”.
— A questão central do processo não diz respeito à relevância das atividades desempenhadas pelos bombeiros. O ponto central do debate é saber se a despesa executada por uma instituição integrante da estrutura constitucional da segurança pública pode ser enquadrada como ação em serviço público de saúde. Na normativa atual, isso não pode. A proposta contraria critérios estruturantes da Lei Complementar 141, que é a nossa bíblia do financiamento do SUS — afirmou.
Isenção fiscal
Para o secretário-executivo do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Guimarães Junqueira, a emenda direcionada ao serviço prestado pelos bombeiros diminui recursos para a atenção básica, vigilância e ações de média e alta complexidade em saúde.
— O Brasil dá isenção fiscal para fabricação de motocicleta. Então, por que não propor recursos estáveis da isenção fiscal, por exemplo, para não tirar o pouco que tem da saúde, que é pouco para fazer tudo o que está na Constituição? São R$ 500 bilhões [direcionados] para o SUS pelas três esferas de governo [município, estado e União] para dar conta de 200 milhões de brasileiros. E só o governo federal dá R$ 800 bilhões ao ano de isenção fiscal. O Parlamento não pode fazer uma proposta de diminuir “um cadinho” da isenção fiscal para ter um recurso substancial para os Corpos de Bombeiros e o sistema de saúde? — questionou.
Ações integradas
Assessor de Relações Institucionais e Parlamentares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o tenente-coronel Douglas Martins Soares defendeu o trabalho integrado executado pelas instituições de saúde e os bombeiros.
— O Samu está atendendo na parte clínica, e a gente está na parte de trauma, mas são atividades que são complementares e que não excluem atendimento pré-hospitalar. Você tem locais em que só o bombeiro chega, atravées de barco ou veículos 4×4 – afirmou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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