POLÍTICA NACIONAL

Comissão vota projetos sobre apostas, proteção a atletas e campanhas contra violência

Publicado em

A Comissão de Esporte (CEsp) vota nesta quarta-feira (28), às 9h, projetos sobre apostas, proteção a atletas e campanhas contra a violência de gênero, além de realizar audiência sobre o planejamento do Brasil para os Jogos Paralímpicos de 2028. Na primeira parte da reunião, os senadores devem deliberar sobre cinco proposições legislativas.

O PL 2.985/2023, de autoria do senador Styvenson Valentim (PODEMOS-RN) e com relatoria do senador Carlos Portinho (PL-RJ), propõe vedar a veiculação de publicidade e ações de marketing de casas de apostas de quota fixa. O relator apresentou substitutivo que impõe restrições de horário, limita o uso de imagens de atletas e figuras públicas e exige avisos obrigatórios sobre os riscos das apostas. A proposta busca conter os efeitos nocivos do crescimento desregulado do setor, especialmente sobre jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade.

Também relacionado ao tema, o PL 3.405/2023, de autoria do senador Eduardo Girão (NOVO-CE), proíbe que influenciadores, atletas, ex-atletas e celebridades façam publicidade de apostas relativas a eventos esportivos. A proposta ainda não tem relatório apresentado. O autor justifica que a regulamentação é necessária para proteger os consumidores da ludopatia e evitar distorções nos valores do esporte.

A comissão deve concluir a votação do substitutivo ao PL 4.842/2023, de autoria da senadora Augusta Brito (PT-CE), que prevê a criação de uma campanha permanente de conscientização contra a violência contra a mulher em arenas esportivas e nas transmissões de eventos com público superior a 10 mil pessoas. A relatora é a senadora Leila Barros (PDT-DF), que destaca a importância de utilizar o alcance do esporte para promover uma cultura de respeito e prevenção à violência.

Leia Também:  Lei permite transferência de empregados públicos para acompanharar cônjuges

Também está na pauta o PL 517/2024, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), relatado pelo senador Romário (PL-RJ). O projeto altera a Lei Geral do Esporte (Lei 14.597, de 2023) para estabelecer medidas de proteção ao atleta profissional, definir deveres das entidades esportivas e tipificar o crime de violência física e moral contra esses profissionais.

Por fim, será votado o REQ 20/2025 – CEsp, de autoria da senadora Leila Barros, que propõe a realização de um seminário sobre a formação esportiva de jovens no Brasil. A parlamentar argumenta que é essencial debater o tema com especialistas e representantes do setor para aprimorar as políticas públicas voltadas à base do esporte.

Preparação para os Jogos Paralímpicos de 2028

Após a votação das proposições legislativas, a Comissão de Esporte promove audiência pública para debater os desafios e as perspectivas do novo ciclo paralímpico, iniciado em 2025, com foco na preparação dos atletas brasileiros para os Jogos Paralímpicos de 2028, em Los Angeles (EUA). O debate foi solicitado pela senadora Leila, presidente da comissão, por meio do REQ 16/2025 – CEsp.

Leia Também:  Esperidião Amin critica tarifa dos EUA e diz que o cenário é ruim para todos

Na justificativa, a senadora aponta a necessidade de fortalecer o planejamento e a estruturação do paradesporto nacional, garantindo que o Brasil mantenha bons resultados e promova a inclusão de pessoas com deficiência (PcD) por meio do esporte.

Estão confirmadas as seguintes participações:

  • Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, José Antônio Ferreira Freire;
  • Vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Yohansson do Nascimento Ferreira;
  • Diretor de Alto Rendimento do Comitê Paralímpico Brasileiro, Jonas Rodrigo Alves Pereira Freire.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Davi Alcolumbre manifesta apoio a Jaques Wagner e defende presunção de inocência

Published

on

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestou nesta quinta-feira (18) solidariedade ao líder do governo na Casa, senador Jaques Wagner (PT-BA), após operação da Polícia Federal que teve este último como alvo.

Davi afirmou que todos os cidadãos têm direito à presunção de inocência e criticou o que classificou como julgamentos antecipados de agentes públicos (antes da conclusão dos processos judiciais).

— Meu apoio e minha solidariedade integral a um colega senador da República. Tenho a convicção de que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona. 

Essa declaração foi feita pelo presidente do Senado durante a coletiva de imprensa em que ele anunciou o cancelamento da sessão do Congresso Nacional — que estava prevista para esta quinta-feira.

A operação da Polícia Federal, que também aconteceu nesta quinta e incluiu um mandado de busca e apreensão, faz parte das investigações sobre o Banco Master.

Polarização

Davi reconheceu que investigações fazem parte do Estado Democrático de Direito, mas ressaltou que ninguém pode ser considerado culpado antes do trânsito em julgado (quando uma decisão judicial se torna definitiva, pois não é mais possível entrar com recurso contra ela).

Leia Também:  Dia da Conscientização: conheça sugestão de pessoa autista que inspirou projeto

— Todos neste país podem ser investigados, mas todos também têm de ter a presunção da inocência, sejam eles senadores ou deputados federais do PT ou do PL. 

O presidente do Senado também disse que a polarização política contribui para reações distintas a operações judiciais, a depender do partido atingido. Para Davi, tanto parlamentares de esquerda quanto de direita costumam comemorar ações contra adversários políticos — comportamento que ele critica.

— Eu não comemoro nada contra a história de ninguém antes do trânsito em julgado de um processo.

Exposição pública

O presidente do Senado também criticou a exposição pública de investigados antes do conhecimento do conteúdo dos respectivos processos. Ele destacou que muitas autoridades conseguiram comprovar sua inocência ao longo das investigações.

Para Davi, existe hoje uma inversão do princípio constitucional da presunção de inocência.

— Todo mundo tem de ser inocente até que se prove o contrário. Mas está muito difícil, porque hoje está todo mundo culpado e condenado antes de ser julgado.

Leia Também:  Morre o ex-senador Reditário Cassol

Além disso, após relatar preocupações apresentadas por advogados sobre dificuldades de acesso aos autos de investigações para o exercício pleno da defesa, ele defendeu o respeito às garantias processuais (os direitos que têm o objetivo de assegurar um julgamento justo a qualquer pessoa).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA