Mato Grosso

Secel apresenta editais e eventos esportivos de 2025 para gestores municipais de Esporte e Lazer

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) realizou, nesta quarta-feira (16.4), uma reunião com representantes de cerca de 100 municípios de Mato Grosso para apresentar os principais editais e eventos esportivos promovidos pelo Governo do Estado em 2025.

“É um encontro para conhecer e tirar dúvidas, especialmente porque há muitas gestões novas nos municípios após o processo eleitoral de 2024. Nosso propósito é mostrar aos secretários municipais de Esporte e Lazer o que podem esperar do Estado em 2025 e 2026, e já podemos afirmar que vem muita coisa boa por aí”, destaca o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura.

Os assuntos tratados envolveram os editais Bolsa Atleta e Bolsa Técnico, que integram o programa OlimpusMT, Pontos de Esporte e Lazer, atividades paradesportivas, Jogos Escolares e Estudantis, dentre outros eventos.

Realizada no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em Cuiabá, a reunião contou com a participação de representantes de municípios de todas as regiões do Estado. Estiveram também presentes no evento os ex-secretários da Secel, Allan Kardec, Beto Dois a Um e Jefferson Neves.

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Para Beto Dois a Um, que atualmente é deputado estadual, reuniões como esta são importantes para reforçar o objetivo dos gestores, que é transformar a vida das pessoas por meio do esporte.

“Não é apenas sobre o esporte, é sobre transformar e gerar oportunidades através do esporte. Para alcançar esses objetivos, é necessário saber de burocracia, parcerias, estratégias. E eu, tendo sido secretário de Estado, deixo a mensagem para que usem a Secel, colem nesse time e aproveitem essa grande parceria”, declarou Beto Dois a Um aos gestores municipais.

Um dos gestores presentes, o secretário de Esporte e Lazer de Campo Verde, Cleberson de Oliveira, falou sobre a importância da participação dos municípios no evento.

“Quero agradecer ao secretário David Moura, ao governador Mauro Mendes, por oportunizar todo esse conhecimento. E convido a todos os gestores para estarem presentes nas outras formações, outras reuniões que forem organizadas pelo Governo do Estado. São oportunidades de aprender e trabalhar de uma forma mais profissional para o desenvolvimento do esporte em Mato Grosso”, enfatizou o gestor de Campo Verde.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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