Mais de 200 servidores públicos e profissionais liberais participam em Sorriso, município distante 398 km de Cuiabá, do curso de aperfeiçoamento em gestão ambiental municipal promovido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A qualificação, que começou na terça-feira (08.4) no auditório do Instituto Federal de Mato Grosso de Sorriso, se estenderá até quinta-feira (10.4).
O curso é realizado pela Superintendência de Gestão de Desconcentração e Descentralização (SGDD) da Sema, com apoio da Superintendência de Educação Ambiental (SUEAC), Diretorias de Unidades Desconcentradas (DUDs) e Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Sorriso.
O objetivo é habilitar os técnicos municipais para executar as atividades de licenciamento e fiscalização, no âmbito de seus municípios. A participação dos profissionais liberais no curso foi condicionada à doação de uma cesta básica ou um saco de 20 Kg de ração para cães.
De acordo com o conteúdo programático, o curso contempla discussões sobre resíduos sólidos, depósito de defensivos, sistema de irrigação e tablados, estruturação do órgão ambiental, formação dos conselhos municipais de meio ambiente, extração mineral, loteamento, outorga subterrânea, entre outros assuntos.
O secretário municipal de Agricultura, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia de Sorriso, Clovis Picolo Filho, destacou a importância da iniciativa. “A capacitação da equipe técnica vai trazer agilidade, menos burocracia e resposta mais rápida para a população local e para o setor produtivo. Além disso, vai garantir que as decisões sejam tomadas por quem conhece de perto a realidade do município, com responsabilidade e compromisso com o desenvolvimento sustentável”, ressaltou o secretário.
Para a superintendente de Gestão de Desconcentração e Descentralização da Sema, Helen Ferreira, a qualificação é essencial para que os servidores municipais possam exercer as atividades com mais autonomia e conhecimento técnico. “Temos trabalhado intensamente para garantir que os servidores que atuam nos municípios sejam preparados para exercer as suas funções frente à gestão ambiental de forma cada vez mais eficiente. Capacitações semelhantes estão sendo realizadas em vários municípios polos”, assegurou.
A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.
A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.
Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.
No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.
O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.
“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.
A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.
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