POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho critica licitação de R$ 10 mi da FAB e pedido de prisão de Bolsonaro

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O senador Cleitinho (Republicanos-MG) criticou, em pronunciamento no Plenárionesta terça-feira (2), a licitação da Academia da Força Aérea Brasileira (FAB) que, segundo ele, prevê quase R$ 10 milhões para a compra de alimentos. Entre os itens listados estão sorvetes, doces, bombons, açaí e chicletes. Para o parlamentar, os gastos são incompatíveis com a realidade da população e representam uso indevido de recursos públicos.

— Isso aqui é um murro na cara do povo brasileiro. Tem gente passando fome, sem arroz e feijão, e estão gastando quase R$ 10 milhões com isso. Se fosse no governo do Bolsonaro, do Temer, da Dilma, também estaria errado. Quem paga essa conta é o povo brasileiro, e eu estou aqui para escancarar — afirmou.

Cleitinho também criticou o pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele comparou o caso ao julgamento no STF que pode anular as condenações do ex-ministro Antonio Palocci, réu confesso em investigações da Operação Lava Jato.

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— Lava a boca para falar do Bolsonaro. Essa turma do passado desviou dinheiro público e agora quer voltar para a cena do crime. Que moral tem para pedir a prisão de alguém? Olhem para o histórico de vocês — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

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Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

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