POLÍTICA NACIONAL

Comissão de Educação aprova critérios para isenção da taxa do Enem

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A Comissão de Educação (CE) aprovou nesta terça-feira (1º) projeto que regulamenta em lei a isenção do pagamento da taxa de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. A proposta, do senador Fabiano Contarato (PT-ES), recebeu parecer favorável sob a forma de texto alternativo do relator, senador Paulo Paim (PT-RS). Agora a matéria segue para votação terminativa na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

O relator incluiu no texto uma série de sugestões apresentadas pelo Ministério da Educação (MEC). Conforme o PL 3.215/2021, terá direito à isenção o aluno que comprovar pelo menos um dos requisitos: ser concluinte de ensino médio em escola pública; ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista de escola privada, com renda per capita menor que um salário e meio; ou se declarar membro de família de baixa renda.

Ainda de acordo com o projeto, o participante que prestar informação falsa para conseguir a isenção da taxa poderá ser eliminado do Enem ou, caso já tenha realizado a prova, poderá ter o resultado anulado.

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Para justificar a iniciativa, o autor afirma que as regras atuais são reguladas por normas infralegais; por essa razão, defende a necessidade de que a regulação seja feita por lei, para que haja mais estabilidade nas normas sobre isenção. 

“É certo que a gratuidade tem sido concedida a egressos do ensino médio público e a candidatos com renda familiar baixa. No entanto, a matéria se encontra regulada por portaria e pelos editais de cada exame. Assim, buscamos mudar essa situação e assegurar, por meio da lei, maior estabilidade às normas de isenção”, diz Contarato.

Para Paulo Paim, possibilitar a isenção da taxa de inscrição do exame significa ampliar as oportunidades de estudo para aqueles que desejam obter o acesso à educação superior, respeitando os princípios constitucionais da educação como direito de todos e dever do Estado

— O projeto coloca na lei o que o MEC já faz com esta questão do Enem. Nós estamos regulamentando o que já é implementado pelo ministério. 

A votação foi conduzida pela presidente do colegiado, senadora Teresa Leitão (PT-PE). Ela elogiou a proposta.

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— É realmente uma matéria de muito mérito, de muito impacto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Em audiência, feirantes do DF relatam medo de perder locais de trabalho

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Feirantes do Distrito Federal estão preocupados com uma licitação que, segundo eles, pode deixá-los sem local para exercer suas atividades. Em audiência pública da Frente Parlamentar em Defesa dos Feirantes, nesta segunda-feira (22) no Senado, eles pediram apoio dos parlamentares para garantir espaços comerciais e segurança jurídica para a profissão.

Em abril, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) derrubou regras que permitiam a ocupação de boxes em feiras sem processo licitatório. O tribunal declarou inconstitucionais dispositivos de uma lei distrital que regula o funcionamento das feiras públicas e público-privadas no Distrito Federal. Foi mantido apenas o dispositivo que autoriza, de forma provisória, a permanência dos ocupantes atuais até a realização da licitação.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) alertou para o risco de que a licitação abra espaço para especuladores sem vínculo com a atividade:

— O que nos preocupa é alguém que nem é feirante entrar na licitação e arrematar tudo e virar um shopping. Isso não pode acontecer — apontou.

O objetivo da reunião era ouvir a posição dos feirantes sobre o PL 117/2026, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF). A proposta cria regras para proteger feirantes tradicionais, isentando-os de licitações para renovação de espaço e garantindo o direito de transmitir o ponto a familiares.

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A presidente da frente, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), conclamou os parlamentares para uma luta coletiva em defesa da categoria. Ela sugeriu que a frente discuta a entrega de uma agenda de propostas a candidatos ao governo do Distrito Federal e ao governo federal.

— Se tem alguém que acorda de madrugada, que coloca sua saúde em risco o tempo todo, é o feirante. Então a gente vai ter que se unir para lutar — disse.

Sobre o PL 117/2026, Izalci Lucas, relator da proposta, alertou que precisará fazer ajustes no texto: uma nota técnica da Consultoria Legislativa do Senado apontou que a proposta, na forma atual, invadiria a competência de estados e municípios. O senador também estuda incorporar ao projeto medidas previstas em outras iniciativas legislativas, como a questão da seguridade social para os feirantes.

— Há controvérsia em relação ao projeto. Estamos defendendo que ele é constitucional — afirmou.

Direito de uso

Na audiência pública, os feirantes pediram que seja reconhecido o “direito real de uso”, medida que assegura a utilização dos espaços para atividades comerciais e oferece maior segurança jurídica do que uma simples permissão de uso.

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— Os feirantes de Brasília e de todo o Brasil precisam de maior segurança. Esse documento dá estabilidade, garante mais tempo, dá estabilidade emocional ao feirante — disse Nalva Fomes, da Feira Permanente do Guará.

Orlando Batista dos Passos Filho, do Sindicato dos Feirantes do Distrito Federal, rejeitou o modelo de licitação, que, segundo ele, abre a possibilidade de participação de “não-feirantes”.  

— As feiras têm uma função social na comunidade onde estão inseridas. Não tem como comparar uma feira com um shopping center. Feira é um comércio de subsistência. A licitação vai desvirtuar o cunho social das feiras — argumentou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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