A Frangots Rotisseria, pioneira na venda de frango assado em Cuiabá, há mais de 35 anos, viveu um dos momentos mais difíceis de sua história em dezembro de 2023, quando um incêndio destruiu completamente sua estrutura. Com o apoio da Desenvolve MT, a empresa conseguiu não apenas se reerguer, mas também expandir seus negócios.
A tragédia pegou o empreendedor Matsuo Kazurayama de surpresa. “Quando vi tudo pegando fogo, passou um filme na minha cabeça. Pensei se iria conseguir reconstruir e o que precisaria fazer. Uma situação dessa a gente nunca pensa que vai acontecer com a nossa casa”, relembra Matsuo.
A Frangots foi fundada em 1989, no bairro Duque de Caxias, quando a região ainda estava se desenvolvendo. No início, quatro frangos eram vendidos por dia. Hoje, são mais de 300 unidades comercializadas nos finais de semana, além de um cardápio variado com guarnições como arroz, maionese e farofa de banana e outros.
Sem capital imediato para a reconstrução, o empresário buscou alternativas e conheceu a Desenvolve MT. Com o financiamento, a rotisseria conseguiu reerguer sua estrutura, adquirir novos equipamentos e retomar as atividades em tempo recorde. Cerca de 70% do valor obtido foi destinado à compra de equipamentos e ao pagamento de fornecedores, garantindo a retomada das operações. O empresário revela que o processo foi muito rápido e que o apoio da Desenvolve MT foi essencial para a recuperação do negócio.
A matriz foi reinaugurada em 1º de julho de 2024, cinco meses e meio após o incêndio. O empresário percebeu que apenas uma loja não seria suficiente para equilibrar as finanças. Foi então que decidiu pegar um novo financiamento para abrir uma filial no bairro Jardim das Américas. Mais uma vez, contou com o suporte da Desenvolve MT, que financiou essa nova fase do empreendimento.
“No momento de maior dificuldade, sempre existe uma saída. A Desenvolve MT foi essa saída para mim. Com o segundo financiamento, consegui abrir um novo ponto de venda e garantir a sustentabilidade da empresa”, conta o empreendedor.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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