Mato Grosso

Polícia Civil prende homem que agrediu, ameaçou e manteve esposa em cárcere privado

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Confresa (1.050 km de Cuiabá), prendeu em flagrante, nesta terça-feira (25.2), um homem, de 25 anos, investigado por manter a companheira, de 24 anos, em cárcere privado, agredi-la com socos e mordidas, ameaçá-la de morte e tentar estuprá-la.

As investigações tiveram início após a mãe da vítima procurar a Polícia Civil informando que sua filha estava sendo agredida e mantida em cárcere privado pelo companheiro em uma kitnet no Setor Genoveva, em Confresa.

Uma equipe foi até o local e conversou com a vítima, que confirmou as informações passadas pela mãe, mostrou lesões provocadas pelo companheiro e afirmou que ele não a deixava sair de casa, chegando a trancá-la e levar a chave. Ela disse, ainda, que as agressões eram constantes, motivadas por ciúmes.

A vítima denunciou também que as agressões sofridas nessa segunda-feira (24.2) foram motivadas por ela se recusar a ter relações sexuais com o suspeito, que tentou forçá-la e a agrediu ainda mais pela negativa. O delegado de Confresa, Mauro Arruda de Moura Apoitia, disse que, por isso, o investigado deve responder também por tentativa de estupro.

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Ainda nesta segunda-feira (24.2), a vítima foi ouvida na Delegacia de Polícia de Confresa e, ao sair, foi ameaçada pelo suspeito, que disse que, ao sair da cadeia, iria matá-la, assim como à mãe dela.

Diante da gravidade dos fatos, que resultaram em lesões físicas e abalo psicológico da vítima, o delegado Mauro Arruda de Moura Apoitia determinou imediata intervenção policial. O suspeito foi localizado e detido em um ferro velho da cidade. Ele já usa tornozeleira eletrônica pelos crimes de receptação, extorsão e associação criminosa.

“A ação, realizada no âmbito da Operação Marias, reforça o compromisso da instituição no combate à violência contra a mulher e à impunidade dos agressores. O investigado será indiciado por cárcere privado, ameaça, violência psicológica, lesão corporal e tentativa de estupro, nos termos da Lei Maria da Penha”, afirmou o delegado Mauro Apoitia.

A vítima estava com lesões aparentes de agressões físicas e mordidas que disse que haviam sido realizadas pelo suspeito. Ela solicitou medidas protetivas.

Operação Marias

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A Operação Marias é uma iniciativa contínua da Delegacia de Confresa, com foco na prevenção, repressão e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. A ação busca garantir que medidas protetivas sejam cumpridas, além de atuar na prisão de agressores, assegurando que as vítimas recebam respaldo jurídico e assistência social.

Casos de violência doméstica podem ser denunciados de forma sigilosa e segura através do 190, do Disque 180, ou diretamente na Delegacia de Polícia mais próxima. A participação da sociedade é essencial para interromper ciclos de violência e garantir a proteção das vítimas.

A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a tolerância zero à violência doméstica e seguirá atuando com rigor e prontidão para combater esses crimes.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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