A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá cumpriu, nesta segunda-feira (24.2), um mandado de prisão preventiva em desfavor de um homem de 21 anos, que descumpriu medidas protetivas de urgência e voltou a se aproximar e ameaçar a ex-companheira, de 22 anos.
As medidas protetivas foram deferidas pelo Poder Judiciário a pedido da vítima, que rompeu o relacionamento após o suspeito agredi-la severamente com socos na cabeça e um mata-leão.
No entanto, o investigado não aceitou o término e passou a enviar transferências via Pix de R$ 0,01 e R$ 0,05 com mensagens ameaçadoras para a vítima, dizendo que iria matá-la e também à pessoa que ela mais amava.
Não satisfeito, o homem começou a passar diversas vezes na frente da casa da vítima com sua motocicleta.
Diante da gravidade do caso, a delegada Vanessa Aguiar representou pela prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pela Justiça. Com o mandado judicial, a equipe de investigadores da DEDM prendeu o suspeito.
A delegada Judá Marcondes frisou a importância de as mulheres não se calarem ao primeiro sinal de violência. “Solicitem medidas protetivas e, se houver descumprimento, registre o ocorrido para que o agressor seja preso”, instruiu a delegada titular da Delegacia da Mulher de Cuiabá.
A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.
A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.
Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.
No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.
O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.
“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.
A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.
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